02 dezembro 2016

Deus e a Chapecoense - Ricardo Di Bernardi

Nos dias que se sucederam ao infeliz episódio do desastre aéreo que ceifou dezenas de vidas da  querida Chapecoense, nós tivemos a oportunidade de escutar  inúmeras opiniões,  conceitos e explicações extremamente tímidas no que concerne às causas espirituais  do lamentável evento.
Desde as primeiras obras psicografadas por Chico Xavier no século passado já eram mencionados os fenômenos de fluxo das energias, as sintonias entre campos vibratórios do psicossoma e o magnetismo impresso nas moléculas do corpo espiritual. Campos energéticos que atraem outros semelhantes pelo automatismo da Lei de Ação e Reação.   Estamos em pleno século XXI e constrangidos, observamos o deficiente conhecimento desta fenomenologia por significativo segmento de estudiosos do mundo extrafísico. 
Associando-se ao precário estudo, há uma excessiva preocupação a não atribuir-se o fenômeno da “culpa” às vítimas correlacionando o fato às vidas pretéritas. Prefere-se uma postura semelhante às religiões tradicionais, entendendo que o fenômeno decorreu do livre arbítrio de todos e de uma mera fatalidade. A Doutrina Espírita não é assim.
É verdade que a espiritualidade superior nãoarquiteta uma meticulosa ação que reúne num mesmo lugar, culpados de ontem para se tornarem vítimas de iguais sofrimentos causados a terceiros. Sucede  sim, outro fenômeno. A Espiritualidade Superior  procura amparar amorosamente àqueles que trazem em sua estrutura, em seus tecidos perispirituais o magnetismo que os ligará, automaticamente a um determinado fato. 
Os campos vibracionais do corpo espiritual são geradores de ondas que exteriorizam arquivos pretéritos e essas energias buscam, pelo automatismo da natureza, situações pontuais.
Também, é verdade que atribuir a mera causalidade fatos de tamanha gravidade como desencarnes coletivos, seria demonstrar o desconhecimento da Lei Universal  e do  mecanismo perfeito e automático da dinâmica energética que rege a todos os  Seres que geram com  atos, pensamentos e sentimentos.
Em função da falta de profundo mergulho em obras como “Mecanismos da Mediunidade” e  “Evolução em Dois Mundos “ lemos posturas, aparentemente modernas, de críticas às explicações do resgate coletivo, tais como no circo em Niterói R.J.,   quando o emérito  Chico Xavier recebeu, psicograficamente, informações de que também em um circo romano aquelas pessoas teriam participado de atrocidades. 
Existem no corpo astral, de cada um de nós, trilhões de núcleos energéticos que armazenam os detalhes do “modus vivendi” das mais longínquas encarnações. Cada núcleo destes emite uma frequência de onda com características específicas. O conjunto dessas energias gera uma vibrante psicosfera que determinará fragilidades, tendências, vocações e valores, os quais pela “Lei de “Ação e Reação” proporcionam altíssimas probabilidades de sermos atraídos á determinados eventos. Isto é o que pode ter acontecido.
Acima de tudo, é o momento de irradiarmos  energias de amor, carinho e amparo a simpaticíssima delegação da Chapecoense que continua viva, na dimensão extrafísica,sendo acolhida por parentes e amigos do mundo astral.
A movimentação psíquica de solidariedade que receberam de todo o planeta os facilitará a se adaptarem mais rapidamente a nova vida, que com certeza será bela e agradável após a  recuperação do trauma.
Quiça, muitos destes atletas, dirigentes e jornalistas  podem ter sido instrumentos de Deus para mobilizar as melhores  energias mentais no planeta, sim, pois  há tempo não se via tantas pessoas no mundo emanarem  amor, em ondas de luz e essas energias   contribuíram em uníssono para a melhoria da psicosfera  do planeta.
Queridos amigos da chapecoense: muito obrigado!
Felicidades a todos!
.A morte não existe!  

Dr. Ricardo Di Bernardi

Homeopata

30 outubro 2016

A escuta e a fala.


Hilário Silva nos traz no belíssimo livro – O espírito da verdade – um capítulo onde compara o ato de falar com a atitude de alimentar o espírito e o ato de ouvir com a atitude de receber esse alimento. Neste contexto, a língua seria uma colher e o ouvido, a garganta da alma.



Cada palavra dita, envolvida por suas emoções e intenções particulares, funcionaria como alimento ou veneno, remédio ou tóxico.

Vale a pena aprofundar nesse ensinamento.



No nosso dia a dia, a todo momento trocamos impressões com outras pessoas, seja na família, trabalho, onde quer que seja. Nessas conversas mais ou menos informais, recebemos e damos conselhos, pedimos e oferecemos ajuda ou em algumas ocasiões podemos ser a causa de desavenças e desarmonias ou até mesmo os receptores de energias negativas e densas.

Mas existe uma diferença fundamental entre as posições de quem fala e de quem ouve.

Quando eu escuto alguma coisa, teoricamente, eu deveria pensar primeiro se gostaria de receber o que está sendo entregue a mim. Ou seja, o ato de escutar deveria ser uma escolha e não uma porta aberta a toda e qualquer energia. Quem fala está oferecendo algo, mas quem escuta pode e deveria escolher se vai se apossar daquilo ou simplesmente deixar passar o que não lhe pertence.

Dias atrás uma paciente me disse no consultório que ficou extremamente ofendida com uma brincadeira do marido que a chamou de alcoólatra, numa brincadeira grosseira em família. Acontece que ela nunca bebeu na vida. Não é estranho que mesmo não mantendo nenhuma relação com a brincadeira de mau gosto, ela mesma assim tenha se ofendido?

 
Na verdade ela não colocou em prática o direito de escolher se aceita ou não o que está escutando.


Porém quando falamos não temos essa escolha.




No Sermão da montanha vemos a frase de Jesus - Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia (Mateus 5:7). Jesus, no alto da sua pedagogia espiritual nos ensinava que cada um se encontrará com o que tem. Se a minha língua (colher) se manifesta somente com palavras (alimentos) negativas, é disso que me alimento, porque antes das minhas palavras e sentimentos serem expressos, eles existem em mim, trazendo o alívio do medicamento ou o sofrimento do veneno.

Como encontrar a paz, se eu proclamo a desordem e a desarmonia aonde vou?

Mesmo que dentro de nós exista um vulcão de sentimentos em erupção eminente, é importante usar a disciplina para calar aquilo que pode prejudicar, entendendo que o primeiro a sofrer a ação negativa de palavras duras e equivocadas seremos nós mesmos.

George Herbert dizia - Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores do que o teu silêncio... –

Vamos nos policiar. A disciplina traz paz.

Vigiar nossas palavras é fundamental. Selecionar se aceitamos ou não o que escutamos também.

Paz e luz!

23 outubro 2016

Hipertensão: a causa está no espírito - Associação Médico-Espírita (AME-PR)




HIPERTENSÃO: A CAUSA ESTÁ NO ESPÍRITO


A Doutrina Espírita afirma que a causa das nossas doenças está no espírito e as lesões do corpo físico são projeções doentias do pensamento e dos sentimentos, mais especificamente do ego, da personalidade ou máscara.

“No caso da hipertensão arte rial, do ponto de vista da Medicina puramente materialista, suas causas podem ser renais, glandulares e cardio-circulatórias, porém a mais comum é de origem desconhecida, a chamada hipertensão essencial. Mas, no paradigma espírita, a causa está no espírito”, declara Júpiter Villoz Silveira, médico endocrinologista e vice-presidente da Associação Médico-Espírita (AME) de Londrina (PR), que tratou do tema no IV Congresso Nacional da Associação Médico-Espírita (Medinesp 2003), realizado em junho, em São Paulo (SP).

Júpiter lembra que o neurologista Antônio Carlos Costardi, de Taubaté (SP), autor de vários livros sobre a mente, entre eles Um condomínio chamado família, faz essa afirmação há anos. “Costardi nos diz que a hipertensão arterial sistêmica ocorre em pacientes com personalidade controladora, que, ao perderem o controle de uma determinada situação, geram um sentimento de raiva que, descarregado sobre o seu próprio corpo somático, produz, entre outras coisas, a hipertensão arterial”, afirma.

Para provar a tese de que todas as pessoas hipertensas têm personalidade controladora e traçar um perfil psicoespiritual do hipertenso, Júpiter convidou, este ano, aleatoriamente, pacientes hipertensos, tanto de seu consultório, como da instituição Casa do Caminho, de Londrina, que estivessem dispostos a participar do trabalho de investigação. As pessoas escolhidas foram de ambos os sexos, de 20 a 50 anos. Posteriormente, elas foram encaminhadas ao Instituto Reviver, clínica do médico Cláudio Sproesser, que trabalha com as doutoras Eliane Alves de Andrade e Marilene Moreli Padoa, onde passaram por testes em que foi avaliada a história detalhada de suas doenças e promovidos testes psicológicos. “Após anamnese detalhada e aplicação de testes como o Warteg, eles encontraram os seguintes resultados: intolerância, pessoas dominadoras e baixa auto-estima”, relata (a anamnese é a informação sobre o princípio e evolução de uma doença até a primeira observação do médico, e os testes de Warteg são avaliações psicológicas do paciente). “Entre a população avaliada, a intolerância e o comportamento dominador obtiveram um perfil de 100%. Já em relação à baixa autoestima, o índice constatado foi de 90% e o nível de estresse dessa população está numa escala altíssima”, completa Júpiter.

De acordo com Júpiter, aqueles que apresentam faixa etária acima de 40 anos e/ou aqueles que fumam, independentemente da idade, segundo a literatura médica, já estão na probabilidade da ocorrência de apresentarem ou já estarem apresentando alterações cardio-vasculares. “Mas, podemos afirmar que, independentemente do grau de cultura, a conscientização quanto à espiritualidade é fator predominante no equilíbrio da qualidade de vida do paciente”, diz.

O vice-presidente da AME-Londrina também aponta que, através dos protocolos avaliados, é possível identificar características quanto ao “eu” do indivíduo na sua afetividade, a sua ambição, sexualidade e proteção. “Pode-se notar algumas características comuns entre essas pessoas, como insegurança, busca de proteção, negação da sua individualidade, repressão da angústia, objetivos indefinidos e dificuldades quanto a sua sexualidade. Cabe ressaltar que também foram constatadas outras características distintas, sendo algumas positivas”, lembra.

Centro coronário 

Segundo André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, temos particularmente no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicos-somáticas organizadas. Dele, parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.

“A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se, automaticamente, de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as conseqüências felizes e infelizes de sua motivação consciencial no campo do destino”, finaliza Júpiter.

“Na obra de André Luiz, fica muito claro que o espírito é o responsável, através de seus sentimentos em desequilíbro, pelas lesões perispiríticas que se traduzem como doenças no corpo físico.”

22 setembro 2016

Energias extra físicas e Bioenergia - por Ricardo di Bernardi

Atualmente, a física moderna admite que tudo, no universo, é energia. O mundo físico em que vivemos e nos relacionamos é considerado como uma condensação de energias. Existem inúmeros graus de condensação das energias e isto oportunizou a existência da matéria em suas diversas apresentações no universo.
 
A denominação “energia” vem de um vocábulo de origem grega “energeia” que corresponde a movimento, atividade. Partindo da premissa que tudo no universo é energia e esta significa movimento, concluímos que tudo tem uma vibração própria e isto vale para todos os objetos, seres, ambientes tanto da dimensão física como da dimensão extrafísica, portanto, todas as nossas estruturas, campos ou corpos extrafísicos são energias em constante atividade, permanente movimento e mudança, gerando novas energias com inúmeras consequências.  
 
Cada espécie de energia tem uma vibração com uma frequência e comprimento de onda específico, bem como, produz um brilho e uma luminosidade peculiar. As energias pulsam com frequência própria, conforme a velocidade com que seu movimento se repete num determinado tempo e isto se verifica, também, no mundo espiritual.
 
Em nosso curso de mediunidade nos interessam em especial as energias extrafísicas e menos interessam as energias físicas como energia  calorífica, energia elétrica etc.   Iniciaremos nosso estudo pela bioenergia, também denominada energia vital, prana e fluido vital. Bioenergia de uma forma literal seria o movimento ou energia relacionada a tudo o que  é vivo. No entanto, aqui nos referimos ao denominado fluido vital, (Kardec) que é uma energia extrafísica presente em todos os seres vivos e que confere o atributo da vida, ou seja, o princípio vital ou vitalidade.
 
Este campo de energia vital não está solto, pois fixa molécula à  molécula o corpo espiritual ao corpo físico, em função disso dá-nos  a impressão de um  corpo. Preferimos a denominação corpo etérico,  ao invés  de pois o termo duplo etérico daria uma Ideia equivocada de ser uma cópia exata ou duplicada do corpo físico, o que não acontece.
 
A energia vital constitui o corpo etérico. Este corpo etérico  é um invólucro energético, vibratório, luminoso, vaporoso e provisório que coexiste, estruturalmente, com o corpo físico e o circunvolve. Está ligado à doação ou exteriorização de energias, pois é no corpo etérico que se situam os Chakras ou centros de força.
 
Todas as terapias energéticas mobilizam o fluido vital (portanto o corpo etérico). Assim, o passe magnético e a homeopatia atuam neste campo de energia para atingirem as suas finalidades terapêuticas.Esse fluido vital é originado do fluido cósmico universal, que é absorvido pelas moléculas orgânicas e confere o atributo da vida ( = princípio vital  ou vitalidade).
 
A bioenergia encontra-se em um campo ou corpo etérico, mas se distribui pelo corpo humano e pode ser transformada em energias sutis ascendendo para o corpo astral (perispírito).
 
Vejamos as demais funções:
 
A bioenergia é a principal composição do ectoplasma, portanto, participa diretamente na mediunidade de efeitos físicos e materialização dos espíritos.
 
Nos processos de irradiação, passes magnéticos e similares há projeção de energia vital do corpo etérico em direção ao paciente. Magos, médiuns, paranormais, feiticeiros, etc., usam (conscientemente ou não), a projeção do seu corpo etérico com finalidade terapêutica ou criminosa.
 
A energia vital (bioenergia)  traz, em si, a programação do tempo de vida física do indivíduo porque contém um “quanta” de energia vital que dura um determinado tempo.
 
Outra função da bioenergia é a fixação do corpo astral ao corpo físico que se faz molécula a molécula, justamente pelo fluido vital e tal fato prende o perispírito ao corpo biológico.
 
As formas pensamento ou ideoplastias são emanações mentais nossas ou de  seres desencarnados. Essas ideoplastias são vivificadas por massas de fluido vital e mantém-se com vida vegetativa temporária. Essas formas-pensamento também são denominadas “Cascões Astrais” pela Teosofia.
 
Desgaste e reposição do fluido vital.
 
O fluido vital se desgasta, mas se repõe. Há um desgaste natural durante a vida, no entanto, há uma reposição  constante dessa energia vital. São formas de Reposição:
 
a) Respiração. Em especial a respiração com mente focada na absorção da energia vital. Conhecida como respiração prânica, consiste na técnica de absorção da energia vital do Cosmo. Além da obtenção de bioenergia absorvida pela concentração mental, também, pela respiração comum, o nitrogênio atmosférico teria papel importante na captação do fluido vital. Setenta e nove por cento do ar inspirado é nitrogênio e, segundo alguns autores, como Carlos Torres Pastorino, o nitrogênio seria o veículo captador e transportador da energia vital cósmica (prana) quando respiramos.
 
b) Reposição pela Alimentação. Ao se ingerir um alimento orgânico sempre se absorve energia vital. Assim, se você ingere uma maçã está ingerindo energia vital, além da composição bioquímica da maçã;
 
c) Pode-se, também, repor esse fluido vital quando se recebe passes ou uma irradiação mental;
 
d) Absorção direta pelo Chakra Esplênico, nesse caso se absorve da massa de fluidos do Universo. 
 
Desgaste Energético precoce da energia vital:
 
Ocorre, por exemplo, pelos vícios. Esses levariam a perda constante da bioenergia que se esgotaria mais rapidamente. Da mesma forma, o uso irresponsável do sexo determinaria frequente perda de energia vital. 
 
Outra condição de desgaste ou perda de energia vital seria pela obsessão espiritual, em especial pela vampirização energética, sempre efetuada por Espíritos desequilibrados, que em muitos casos absorvem a vitalidade sexual do obsediado.
 
Doenças, por si só, igualmente determinam desgaste energético das nossas reservas de fluido vital.
 
A forma mais grave e intensa de esgotamento precoce da energia vital seria o suicídio. O suicida sofre (filosoficamente) por transgredir a Lei de Deus, mas há uma explicação técnica acerca do seu sofrimento. Não havendo morte natural, não haveria esgotamento dos órgãos, ocorrendo retenção de fluido vital nos órgãos físicos do suicida, esses campos de fluido vital remanescentes continuam a prender o corpo espiritual, ou seja, o perispírito que poderia permanecer ligado ao cadáver pelo corpo etérico. Há, lenta e progressivamente, o escoar do fluido vital com posterior  libertação do Espírito.
 
Formação do campo de fluido vital na encarnação atual.
 
Como se formaria o campo de energia vital (corpo etérico) em nós, ou seja, de onde “surge a matéria prima” nesta vida? 
 
Desde o início da encarnação o Fluido Vital existente no óvulo já fixa as energias perispirituais do reencarnante. Em seguida, na fecundação, sobram milhões de espermatozoides (os não fecundantes) que fornecerão a energia vital excedente para a constituição inicial do corpo etérico o qual fixará o corpo astral ao embrião.
 
Como funcionaria, ou melhor, como entender a questão morte e fluido vital?
 
Com as enfermidades e o falecimento dos órgãos não há mais como fixar a energia vital, o desprendimento progressivo dessa energia determina a morte, ou seja, o desligamento do corpo astral do corpo físico. Como o corpo etérico é constituído de fluido vital, dentro de um processo normal ele deixaria de existir no mundo espiritual, exceto nos suicidas ou entidades muito densas.
 
Como se originaria ou se formaria no Planeta Terra o fluido vital?
 
A sua origem pode ser assim equacionada: O Fluido Cósmico Universal sob o impacto da energia solar (física e extrafísica) é transformado em fluido vital. Fluido Cósmico Universal + Energia Solar Física + energia solar extrafísica = fluido vital (energia vital=bioenergia = prana).
 
Certamente se menciona o Sol por dispor de uma quantidade assombrosa de energia, estar mais perto e atuar mais efetivamente. Conforme o que se aprende em Biologia, a clorofila fixaria a energia solar física e provavelmente, no vegetal, fixaria também a energia extrafísica pela fotossíntese, talvez esteja este fato relacionado à presença e propriedades do átomo de Magnésio.
 
Ricardo Di Bernardi
Médico homeopata

17 agosto 2016

Fotografia do pensamento

FOTOGRAFIA DO PENSAMENTO

FOTOGRAFIA DO PENSAMENTO

Ligando-se o fenômeno da fotografia do pensamento ao das criações fluídicas, descrito em nosso livro A Gênese, no capítulo dos fluidos, reproduzimos, para maior clareza, a passagem desse capítulo, onde o assunto é tratado, e o completamos por novas observações.
Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são, a bem dizer, a atmosfera dos seres espirituais; é o elemento onde eles colhem os materiais com que operam; é o meio onde se passam os fenômenos especiais, perceptíveis à vista e ao ouvido do Espírito, e que escapam aos sentidos carnais, impressionados só pela matéria tangível, onde se forma a luz peculiar ao mundo espiritual, diferente da luz ordinária, por sua causa e por seus efeitos; são, enfim, o veículo do pensamento, como o ar e o veículo do som.
Os Espíritos agem sobre os fluidos espirituais, não os manipulando, como o homem manipula os gases, mas com o auxílio do pensamento e da vontade.
O pensamento e a vontade são para os Espíritos o que a mão é para o homem.
Pelo pensamento, imprimem a esses fluidos tais ou qual direção; aglomeram-nos, combinam-nos; e os dispersam; com eles formam conjuntos, tendo uma aparência, uma forma, uma cor determinadas; mudam as suas propriedades, como o químico muda as dos gases e de outros corpos, combinando-os segundo certas leis; são o grande atelier ou o laboratório da vida espiritual.
Por vezes essas transformações são o resultado de uma intenção; muitas vezes é o produto de um pensamento inconsciente. Basta ao Espírito pensar em uma coisa para que essa coisa se produza como basta modular uma ária para que essa ária se repercuta na atmosfera.
É assim, por exemplo, que um Espírito se apresenta à vista de um encarnado dotado de visão psíquica, sob a aparência que tinha quando vivo, na época em que o conheceram, posto que, depois, tivesse tido várias encarnações.
Apresenta-se com a vestimenta, os sinais exteriores – enfermidades, cicatrizes, membros amputados etc. – que tinha. Então; um decapitado se apresentará sem a cabeça. Isto não quer dizer que tenha conservado estas aparências. Certo que não; pois, como o Espírito nem é coxo, nem maneta, nem caolho, nem decapitado, mas, seu pensamento, reportando-se à época em que era assim, seu perispírito lhe toma instantaneamente as aparências, que deixa também instantaneamente, desde que o pensamento cessa de agir.
Se, pois, uma vez foi negro e outra foi branco, se apresentará como negro
ou como branco, conforme aquela das duas encarnações sob a qual for evocado, é à qual se reportar seu pensamento.
Por um efeito análogo, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos de que tinha o hábito de se servir: um avarento manejará o ouro; um militar terá as suas armas e o seu uniforme; um fumante, o seu cachimbo; um lavrador, a sua charrua e os bois; uma velha, a sua roca. Esses objetos fluídicos são tão reais para o Espírito, que é ele próprio fluídico, quanto eram materiais para o homem vivo; mas, pela mesma razão de serem criados pelo pensamento, sua existência é tão fugaz quanto o pensamento.
Sendo os fluidos o veículo do pensamento, traz-nos o pensamento como o ar nos trás o som. Pode, pois, dizer-se, com toda a verdade, que há nesses fluidos ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem confundir, como há no ar ondas e raios sonoros.
Como se vê, é uma ordem de fatos inteiramente novos, que se passam fora do mundo tangível, e constituem, se assim se pode dizer, a física e a química especial do mundo invisível. Mas como, durante a encarnação, o princípio espiritual está unido ao princípio material, daí ressalta que certos fenômenos do mundo espiritual se produzam conjuntamente com os do mundo material e são inexplicáveis por quem quer que não conheça as suas leis. O conhecimento dessas leis é, pois, tão útil aos encarnados quanto aos desencarnados, pois que só ele pode explicar certos fatos da vida material.
Criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispiritual como num espelho, ou ainda como essas imagens de objetos terrestres que se refletem nos vapores do ar; ele aí toma um corpo e, de certo modo, se fotografa. Se um homem, por exemplo, tiver a ideia de matar um outro, por impassível que esteja o seu corpo material, seu corpo fluídico está posto em ação pelo pensamento, do qual reproduz todas as nuanças; executa fluidicamente o gesto, o ato que tem o desígnio de realizar; seu pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira se pinta, como num quadro, tal qual está em seu espírito.
É assim que os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma, encarnada ou desencarnada, pode ler em outra alma como num livro, e ver o que não é perceptível pelos olhos do corpo. Os olhos do corpo vêem as impressões interiores que se refletem nos traços do rosto: a cólera, a alegria, a tristeza; mas a alma vê nos traços da alma os pensa mentos que não se traduzem no exterior.
Contudo, conforme a intenção, o vidente bem pode pressentir a realização do ato que será a sua conseqüência, mas não pode determinar o momento em que se realizará, nem precisar detalhes, nem mesmo afirmar se realizará, porque circunstâncias ulteriores podem modificar os planos preparados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que ainda não está no pensamento; o que vê é a preocupação do momento, ou habitual, do indivíduo, os seus desejos, os seus projetos, as suas boas ou más intenções. Daí os erros nas previsões de certos videntes, quando um acontecimento está subordinado ao livre-arbítrio do homem; não podem senão pressentir a sua probabilidade, conforme o pensamento que vêem, mas não podem afirmar que ocorrerá de tal maneira, nem em tal momento. A maior ou menor exatidão nas previsões, além disso, depende da extensão e da clareza da visão psíquica. Em certos indivíduos, Espíritos ou encarnados, ela é difusa ou limitada a um ponto, ao passo que em outros é clara e abarca o conjunto dos pensamentos e das vontades que devem concorrer para a realização do fato; mas, acima de tudo, há sempre a Vontade superior, que pode, na sua sabedoria, permitir uma revelação ou impedi-la. Neste último caso, um véu impenetrável é lançado sobre a visão psíquica mais perspicaz. (Ver A Gênese, capítulo da Presciência).
A teoria das criações fluídicas e, por conseguinte da fotografia do pensamento, é uma conquista do Espiritismo moderno e, de agora em diante, pode ser considerada como adquirida em princípio, salvo as aplicações de detalhe, que são resultado da observação.
Esse fenômeno é incontestavelmente a fonte das visões fantásticas, e deve representar um grande papel em certos sonhos.
Pensamos que aí pode ser encontrada a explicação da mediunidade pelo copo d’água (Ver artigo precedente). Desde que o objeto que se vê não pode estar no copo, a água deve fazer o papel de um espelho, que reflete a imagem criada pelo pensamento do Espírito. Essa imagem pode ser a reprodução de uma coisa real, como a de uma criação de fantasia.
Em todo o caso, o copo d’água não é senão um meio de reproduzi-la, mas não é o único, como o prova a diversidade dos processos empregados por alguns videntes.
Este talvez convenha melhor a certas organizações.
(Revista Espírita, junho de 1868)