01 setembro 2007

Cuidados Periconcepcionais - Dra Cristiane Assis


Durante a gravidez, o corpo da mulher sofre inúmeras modificações. Tendo que trabalhar mais do que o habitual, alguns órgãos que antes desempenhavam aparentemente bem as suas funções, passam a apresentar sinais de “cansaço”. Com isso, a gestante muitas vezes apresenta alguns problemas de saúde que, devido ao número limitado de medicamentos que podemos usar durante a gravidez, são mais difíceis de serem controlados. Quando a fecundação ocorre sob essas condições, são maiores os riscos, tanto para a mãe quanto para o feto. É por isso que uma importante recomendação para quem pretende engravidar é procurar saber como anda sua saúde.

Outra orientação dada às futuras mamães é que busquem não estar muito acima dos seus pesos ideais. Para tanto, a dieta balanceada e a prática de atividade física são grandes aliados. Ambos auxiliarão no estabelecimento de uma rotina saudável para o período gestacional.

A reposição de ácido fólico por pelo menos um mês antes da fecundação até 3º mês de gravidez tem se demonstrado significativamente eficaz na prevenção de más-formações do sistema nervoso central do bebê.

Tais orientações visam apenas à parte orgânica do preparo para a gestação. Entretanto, no plano espiritual, outras providências envolvem a chegada de um bebê e a mãe pode colaborar para que tudo transcorra da melhor maneira possível.

André Luiz, através de obras como Missionários da Luz e Entre a Terra e o Céu, procurou nos colocar a par dos cuidados existentes no plano espiritual para que o retorno do espírito transcorra conforme o programado. Tudo é cuidadosamente acompanhado, o que torna a fecundação algo muito maior do que o simples encontro entre um óvulo e um espermatozóide.

Muitas vezes, o planejamento de uma gravidez tem a participação dos pais e dos futuros filhos antes mesmo do reencarne de qualquer um deles. Em alguns casos, laços familiares tão estreitos buscam a aproximação fraternal e o perdão recíproco entre esses espíritos. Isso porque dificilmente enxergarmos no indefeso bebê o algoz do passado, o que facilita seu acolhimento em nossos braços com sincero amor.

O corpo em que o espírito retornará ao nosso plano também recebe especial atenção, podendo o reencarnante participar ou não do processo, de acordo seus conhecimentos, e, conseqüentemente, suas responsabilidades. André Luiz nos conta sobre um setor em Nosso Lar, denominado de Planejamento de Reencarnações, criado para atender a tal finalidade. Ele nos ensina a importância do nosso envoltório orgânico, essencial para a aquisição de novos aprendizados. Lembra, também, que Jesus costumava chamá-lo de “templo do Senhor”, tamanha a sua significância em nossa jornada rumo à evolução.

Algumas vezes, faz-se necessário um encontro entre os pais e o espírito reencarnante durante o sono, objetivando que a aproximação entre eles seja a mais amena possível. Alexandre ensina a André Luiz que o plano espiritual não deve e nem pode forçar a reencarnação de um espírito. È necessária boa disposição dos pais para que isso ocorra. Porém quando há essa aceitação, as descrições do acolhimento amoroso dessas crianças por seus pais são muito emocionantes.

O auxílio do plano espiritual prossegue durante o encontro entre os gametas dos pais, buscando assim, assegurar o cumprimento daquilo que foi programado, a fim de que o corpo possa ajudar adequadamente esse espírito em suas novas lições. E ao longo de todos os meses da gestação, a presença dos amigos do plano espiritual será constante, à medida que lhes seja solicitado e permitido.

Ao contrário do que muitos podem pensar, o casal não é um agente passivo em todo esse trabalho do plano espiritual. Eles podem e devem participar, buscando manter os pensamentos elevados. Facilitam, assim, a aproximação daqueles que, por amor, desejam ajudar. Para isso, devemos buscar conversações e leituras edificantes.

É importante lembrar que antes mesmo que fisicamente a gravidez seja diagnosticada, o perispírito do bebê se encontra ligado ao da mãe, sofrendo influência direta de tudo que ela pensa e sente.

Em outras oportunidades, abordaremos de que forma esse vínculo tão estreito pode ser usado em benefício do feto. Por ora, lembramos apenas que o que de melhor podemos oferecer, principalmente aos nossos filhos, é o Amor. E não há melhor fonte para encontrar a sua verdadeira expressão do que nos ensinamentos de Jesus Cristo. Busquemos sempre agir conforme seus passos.

Dra Cristiane Assis é médica ginecologista especializada em medicina fetal. Escreve regularmente na folha espírita e já publicou alguns livros, sendo o último -" Gestação encontro entre almas". Para maiores informações veja no site da Folha Espírita - www.folhaespirita.com.br.

18 agosto 2007

Enjôos e desejos da gestante na visão espírita - Dr Ricardo Di Bernardi



Com o desenvolvimento da gravidez, à medida que o embrião vai se estruturando, conforme o molde energético dado pelas matrizes perispirituais da entidade reencarnante, vão se intensificando as trocas fluídicas ou energéticas, entre o perispírito da mãe e o espírito reencarnante.



Já se observa, a certa altura, uma intensa sintonia vibratória com grande intercâmbio de campos energéticos. Sucede que estas vibrações permutadas podem ser doentes (espiritualmente falando ) ou sadias. As vivências das encarnações anteriores, indelevelmente registradas nos arquivos energéticos do espírito, são núcleos de emanação de ondas que exercem influência sobre a gestante. As experiências de sofrimentos ainda não resolvidas psicologicamente, os ressentimentos mantidos, são concentrações de força a irradiar sobre a estrutura psicofísica materna. As experiências comuns entre mãe e filho, vividas em estâncias pretéritas, se reencontram agora com anestesia apenas parcial.



Não resta dúvida, que é a grande oportunidade da reaproximação e solução dos débitos passados. Também é importante se reafirme, toda a assistência espiritual presente no transcurso da gravidez, amparando a dupla.



As trocas fluídico-energéticas entre ambos, frequentemente produzem enjôos à mãe. A intensidade destes enjôos muitas vezes está relacionada (também) a diferenças de nível evolutivo entre o espírito reencarnante e a gestante. Em determinadas situações no entanto, não se trata de diferença de nível espiritual, pois normalmente aos espíritos superiores não é difícil superar e compreender as limitações dos menos evoluídos.



Frequentemente, são os reconhecimentos inconscientes das experiências comuns vividas. São as sensações decorrentes do espelhar mútuo , da situação espiritual vivenciada no passado e ainda não resolvida. Cuidemos , no entanto, para não cometer injustiça ou erros de julgamento.Os enjôos tem também causas meramente orgânicas ligadas a fatoresanatômicos e fisiológicos do processo gestacional. Atribuir aos enjôos apenas significado de ordem espiritual, seria empobrecer a ciência espírita e comprometer sua imagem perante as pessoas de bom senso.



OS ESTRANHOS DESEJOS DA GESTANTE: As aparentes extravagâncias da mulher grávida podem ter,também, causas ligadas às influências do espírito reencarnante. Não estamos aqui, portanto, excluindo de maneira alguma o componente fisiológico. As profundas alterações hormonais sob o comando da hipófise são sem dúvida co-fatores que interferem no psiquismo da gestante determinando tendências na esfera alimentar. Tendo sido feita esta ressalva , cumpre-nos estudar a outra face da moeda.



Estando a estrutura do corpo espiritual da entidade reencarnante unida ao chakra genésico materno, passa a sofrer a influência de fortes correntes eletromagnéticas que lhe impõem a redução volumétrica necessária. O corpo astral (perispírito ) que possuía digamos 175cm deverá se adaptar a um organismo fetal bem menor. Ocorre então a redução dos espaços intermoleculares da matéria perispiritual. Tal fato ocorre pela diminuição da vibração das moléculas do corpo espiritual. A energia cinética se reduz, as moléculas se aproximam reduzindo os espaços intermoleculares.



Além desta redução, toda molécula excedente, que não serve ao trabalho fundamental de refundição da forma é devolvida ao plano "espiritual " e reintegrada ao fluido cósmico universal.No organismo materno, mais especificamente no chakra genésico, há uma função que lembra o trabalho de um exaustor de cozinha. Neste aparelho doméstico se processa a absorção da gordura excedente, eliminando-a do ambiente.



Conforme encontramos no livro" Entre a Terra e o Céu ", cap. XXX, André Luiz que se expressa da seguinte forma." O organismo materno materno, absorvendo as emanações da entidade reencarnante, funciona como um exaustor de fluidos em desintegração, fluidos estes que nem sempre são aprazíveis ou suportáveis pela sensibilidade feminina".Há espíritos que por se acharem zoantropizados ou licantropizados (isto é, tão deformados que se parecem com animais,lobos etc ) , portanto com morfologia tão alterada e acrescida de fluidos prejudiciais que sofrerão intenso processo de reabsorção fluídica por parte do chakra genésico materno.



O fato citado gera intensas e frequentes sensações psíquicas na gestante. Estas sensações não tem tradução lógica em valores conhecidos aos sentidos físicos. Como são sensações , o cérebro decodifica em algo material e expressa como: Desejo de comer, cheirar ou fazer alguma coisa diferente. Portanto, embora seja inverdade que desejos insatisfeitos possam determinar defeitos físicos no bebê, mera crendice, os desejos existem e quando não são tão absurdos como comer sabonete com cebola, não custa nada(às vezes) satisfazer a pobre da gestante.... Mas não exageremos.... -



Ricardo Di Bernardi ( SC )



Presidente do Instituto de Cultura Espírita de Florianopólis - Médico Homeopata



http://www.icef-sc.com.br

30 junho 2007

Sempre é hora de relembrar o compromisso assumido antes de nascermos!

"E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que
eu venha." - Jesus. (LUCAS, 19:13.)
Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua
existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de
ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.

(Emmanuel - Chico Xavier - Vinha de Luz - Capítulo 2)

A terapia de regressão a vivências passadas tem mostrado que quando nos preparamos para reencarnar, a complexidade desse momento é um pouco maior do que podemos supor com uma analise superficial.
Mentores amorosos, envolvidos concosco a um longo tempo, e preocupados com o nosso despertar e evoluir rumo ao Pai maior, fazem programações extensas que envolvem a genética, a escolha dos pais, as condições da gestação, predisposição a determinadas doenças, enfim, todo uma série de situações que irão interferir na nossa romagem física.
A grande questão levantada por Emmanuel, no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier é que a nossa ótica de enxergar a vida está completamente invertida.

Somos cristãos de templos. Enquanto estamos no nosso templo religioso, seja o centro ou a Igreja, ali, naquele momento somos cristãos, mas com raríssimas exceções levamos essa postura para o nosso trabalho, para quando o assunto é dinheiro.
Emmanuel cita que o comerciante está em negócios de suprimento e fraternidade, mas em qual empresa, em qual revista especializada em negócios vamos encontrar isso? Claro, a mentalidade está mudando, as pessoas estão cada vez mais sendo o centro das atenções, mas no mundo atual o que é mais valorizado ainda é o sucesso financeiro, a produtividade, encher os bolsos da empresa continua sendo a meta principal.

Nada contra dinheiro, mas qual é o nosso foco? Como nos colocamos em nossos trabalhos?

Os que lidam com a area da saúde são ainda felizardos nessa seara, pois são a cada novo atendimento procurados por pessoas necessitadas de ajuda, ou seja a cada 30 minutos tem uma nova chance de ajuda, mas será que nos nossos consultórios adotamos essa postura espiritualista, ou ainda temos medo de "perder" pacientes que possam discordar da nossa visão?
Vivemos em meio a grande obra do Pai e somos usufrutuários de tudo o que pensamos ser nosso. É como se pegássemos emprestado tudo dos nossos filhos, e eles de nossos netos, numa cadeia que não tem fim. Essa visão, se colocada na prática nos pouparia e muito as coronárias, pois sem dúvida nenhuma o stress, oriundo da preocupação com grana e posses é um fator importante na gênese das doenças cardio-vasculares.

A programação individual e intransferível que foi cuidadosamente planejada para cada um de nós, na maioria das vezes não é respeitada. Por mais que alguns sofram da Síndrome de super-homem ou mulher maravilha e achem que tem de salvar o mundo três vez ao dia, a verdade é que a nossa missão terrena diz respeito a coisas pontuais, a pequenos problemas de relacionamento, de caratér, de convivência harmoniosa com nossas famílias.

Porém, nos desviamos desse caminho, voltando a sustentar antigos padrões de comportamentos que tinhamos no passado, gerando a doença e a dor, que vem ao nosso alcance tentando nos mostrar o caminho de volta, o trieiro que nos leva a estrada principal. Mas nos revoltamos contra a dor, criando um ciclo vicioso que nos prende em bolsões de energia pesada, criando ressonância com o passado, com nossos erros e dúvidas, mágoas e decepções, nos fazendo assumir características dos personagens de vidas transatas, reagindo de forma inadequada a qualquer mínimo problema com as pessoas que convivemos, pois enxergamos neles os inimigos do passado e não os companheiros de hoje.

Tudo isso vai acumulando e trazendo para a ponta física, toda essa problemática mal resolvida de ontem, e se torna sem dúvida nenhuma uma das fontes geradoras das depressões, pânico, transtornos de ansiedade, que por mais pesquisados pelos cientistas modernos, não tem as causas identificadas, pois essas se encontram lá atrás.

Sempre é hora de relembrar o compromisso assumido antes de nascermos! Qual são nossas maiores dificuldades? Porque nos enrolamos em determinadas situações, que às vezes nos acompanham a vida inteira? É hora de mudar. Nossa saúde física, mental e espiritual depende dessa auto-superação, que começa com a aceitação de quem somos de verdade, passa pelo perdão e continua na tentativa diária de mudança verdadeira e profunda.

13 junho 2007

Aborto - O outro lado da moeda.


A doutrina espírita e seus adeptos deflagraram uma campanha a favor da vida em todo o mundo liderada pela associação médico espírita e não há dúvida alguma de que esse é um caminho acertado a ser seguido.
Mas o que eu gostaria de colocar nessa oportunidade diz respeito a uma questão simples e direta. O que faria Jesus se estivesse encarnado hoje, em relação a essa questão?
Sem pretender ser profeta ou querer ter procuração para falar em nome Dele, mas somente imaginemos o mestre entre nós e facilmente veríamos que além de assumir essa campanha com toda a força, faria mais que isso. Ele estaria voltado com todo o seu amor para as mães, pais e aborteiros, envolvidos no doloroso processo de aborto.
Coloco aqui o termo aborteiro, não de forma pejorativa, mas porque envolve classes variadas de profissionais, dentre médicos, enfermeiros, parteiros, charlatões e outros.
E pergunto. Onde estão os centros espíritas que tratam dessas pessoas? Aonde os hospitais espíritas, os movimentos organizados que tratam com dignidade e respeito essas pessoas? Porque não me consta que Jesus, apesar de combater a prostituição, exortando à retidão de caráter, ao amor santificado, tenha condenado alguma prostituta ou algum homem adúltero.
O que vemos na prática médica e também nos centros espíritas é que as mulheres que praticaram o aborto carregam esse fardo a sete chaves como se fosse a maior de todas as vergonhas. Homens então nem se fala. Alguém já ouviu algum homem falar sobre isso: - Minha namorada estava grávida e eu dei dinheiro a ela para abortar, ou a levei a uma clínica...??? Eu particularmente nunca ouvi.
Que fique bem claro que nossa posição é absolutamente contra o aborto. Sem restrições em nenhum caso. Porém, não podemos ser contra quem pensa diferente, e muito menos contra quem por qualquer motivo tenha praticado o aborto. Temos de abrir as portas das casas espíritas, dos consultórios médicos, do coração, para ouvir essas pessoas. Dividir com elas esse fardo absurdo que faz com que mulheres que tenham praticado aborto, tenham uma probabilidade nove vezes maior de suicidar.
Quais os motivos que levam uma mulher a praticar o aborto? Que pensamentos sombrios, que influência espiritual, que situação financeira, emocional? Como julgar? Como avaliar isso? Melhor seria que todos seguíssemos os ensinamentos de Jesus e caminhássemos diretamente para a luz, mas a vida não é assim, somos falhos, fracos e tíbios em nossa evolução espiritual.
Se Jesus estivesse encarnado entre nós, será que ele preferiria a tribuna, o púlpito para dissertar longamente sobre o aborto, discutir sobre o sistema de saúde, sobre convênios... ou estaria trabalhando junto aos sofredores, prevenindo o aborto ou auxiliando quem o praticou?
É obvio que toda discussão sobre o assunto é interessante, agrega valor, mas e o lado cristão da moeda? Nosso dever como cristão é ser a favor da vida, mas acima de tudo é cuidar da vida desses que dividem conosco o palco de provações e alegrias. Restringir nossa atuação a combater o aborto me parece pouco. Enquanto a implantação do reino de Deus no coração das pessoas não se faz, temos de estender nossos pensamentos, atitudes e boa vontade ao atendimento holístico e amoroso dessas pessoas.
Na Comunidade Espírita Ramatís, aonde trabalhamos, há cinco anos participamos de um trabalho mediúnico que ajuda no preparo de crianças que irão reencarnar. É um trabalho feito com desdobramento consciente. Na medida em que fomos aprofundando o estudo começamos a entender que assistíamos a um Hospital extremamente bem preparado para acolher e tratar espíritos desencarnados em situações as mais variadas, e prepará-los para uma nova chance.
Esse trabalho foi denominado pela espiritualidade de Projeto Esperança e Luz. Dentro do Hospital há uma ala que atende exclusivamente espíritos que foram abortados. A descrição dos médiuns videntes deixa claro que o assunto aborto merece o mais cuidadoso carinho e observação, pois o que ocorre com o corpo astral (perispírito) desses espíritos é algo indescritível, e que necessita de muitos cuidados para sua recuperação. Fato interessante é que um percentual importante desses espíritos não conseguiria sobreviver, pois tem na gestação uma oportunidade de reparar as lesões causadas por abusos anteriores, e usam o corpo físico em formação para drenagem dessas energias, tornando-os incompatíveis com a vida, mas infelizmente a mãe e o pai acabam se comprometendo com suas consciências interrompendo a gestação mais cedo que o programado.
Vemos nesse trabalho que um dos fatores que mais prejudica o tratamento é a ligação energética que se mantém entre pais e espírito abortado. Essa ligação nasce na culpa e no remorso dos pais, e muitas vezes é alimentada pelo ódio e pela mágoa do reencarnante. Uma vez assistidos no hospital, muitos desses espíritos são colocados em redomas, como se fossem incubadoras que literalmente os protegem dos eflúvios psíquicos dos pais. Em várias ocasiões o tratamento é feito envolvendo-se os pais, para que libertem os filhos, que os deixem seguir sua vida na espiritualidade, até uma nova chance de volta.
Esse trabalho de conscientização dos pais deve ser feito de forma consciente no nosso plano físico. O ideal seria evitar todos os casos de aborto, mas como no momento isso está longe do nosso alcance, é necessário que saibamos lidar com essas situações, abrindo espaços terapêuticos de cura nesse sentido, seja nos consultórios, postos de saúde, e principalmente nas casas espíritas. Fazer com que os pais entendam a continuação da vida e a urgente necessidade de se desligar energeticamente do problema, sublimando-o pelo amor e não pela dor. Muitas pessoas passam a vida inteira se martirizando inconscientemente, como se a dor fosse o único caminho para resgatar, para quitar o débito contraído e simplesmente não se permitem ser felizes porque um dia praticaram uma atitude infeliz, e carregam como um fardo insuportável e solitário, que não pode ser dividido com ninguém, com medo de ser taxado de assassino ou coisa pior.
É lógico que alguns são tão insensíveis que praticam o aborto de forma repetida, e não estão nenhum pouco preocupados com nada que se relacione a palavra responsabilidade. São crianças espirituais que ainda não entenderam a maravilhosa engrenagem da vida, que atua com amorosidade absoluta em nossa evolução. A esses não nos resta outra coisa senão esperar, e exemplificar o nosso amor e crença na vida. Quando abordo o assunto acima, o faço em relação aqueles que constituem a maioria, os que realizaram o aborto num momento infeliz e passam a vida sem encarar de frente o problema e resolvê-lo.
“Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” “Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?” - Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, cap. VIII, vv. 3 a 11.)
A engrenagem mais eficiente que o espiritismo nos dá é o amor. Universal, sem preconceitos, sem julgamentos. Amor responsável que trabalha e edifica. Usemos essa ferramenta em nosso favor e em benefício do próximo, sem confundir ser a favor da vida com ser contra pessoas que com suas atitudes que demosntrem o contrário.

17 maio 2007

O médico deve prescrever a prece como tratamento ?

A medicina vem se aprofundando na relação espírito-corpo e suas consequências, pois apesar de todos os recursos terapêuticos disponíveis na atualidade, as pessoas continuam se deprimindo, se suicidando, desesperadas em busca de algo que traga cada vez mais essa felicidade fácil, sensações que a "adrenalina" causa, mesmo que fugazmente.
A intercessão divina nos processos de cura, acompanha o homem desde seu primeiro momento na Terra, e é tratada de tão forma diferente quanto diferente são as religiões e crenças do planeta.
A maioria ainda considera milagre, toda e qualquer melhora onde não há uma explicação baseada na ciência oficial. A doutrina espírita explica através da lógica, que milagres não existem, pois isso se consituiria numa revogação das leis de Deus, e que para tudo há uma causa lógica, mesmo que nossa ignorância não nos permita entender o processo na sua totalidade.
Milhares de cientistas em todo o mundo se dedicam a pesquisar a influência da religiosidade, da prece e da crença na saúde humana. Fazendo-se uma pesquisa simples no google http://scholar.google.com usando as palavras em inglês pray and health, (oração e saúde) obtemos 32000 artigos científicos. Se pesquisarmos no google brasileiro http://www.google.com.br/ com as palavras oração e saúde, acharemos 821.000 referências. Evidentemente que a maioria não é produção científica como no caso citado acima, porém mostra a importância que o assunto vem merecendo, e a busca de toda a sociedade que anseia por métodos de cura mais simples, mais baratos, mais naturais e que levem a cura da alma.
Dr. William Harris, do
Mid America Heart Institute, Saint Luke's Hospital, Kansas City, realizou um estudo em pacientes que sofreram infarto. Eles eram divididos em dois grupos. Um dos grupos recebia preces a distância por 4 semanas e o outro tinha o tratamento convencional. O grupo que recebeu as preces teve 3 vezes menos complicações que o tradicional.
Dra Anne Mc Caffrey, médica da Universidade de Harvard conduziu em 1998 um estudo que avaliava a religiosidade das pessoas em todo Estados Unidos. 35% das pessoas admitiam usar a prece como auxiliar nas doenças. Ser mulher e ter mais de 50 anos aumentava a frequência das orações. Doenças como depressão, dores de cabeça e alergia também. Mas somente 11% dessas pessoas que oravam pela sua cura, discutiam isso com os médicos.
Dr. Michael Monroe, da Universidade da Carolina do Norte conduziu um estudo com 460 médicos e descobriu que 86% deles rejeitam a ideia de discutir a crença religiosa dos paciente, a não ser que o paciente estivesse morrendo.
Existem alguns artigos que não mostram nenhuma diferença entre receber ou não receber preces no processo de cura dos pacientes.
Seria muito interessante se os profissionais da area da saúde se abrissem mais para o assunto e passassem a discutir esse tópico nas consultas. Abordar a religiosidade do paciente cria um vínculo de apoio que a maioria dos pacientes anseia por ter. Raramente encontramos na nossa prárica médica diária pacientes que se incomodam em falar desse assunto.
Mesmo os evangélicos, normalmente mais radicais, aceitam conversar do assunto com tranquilidade, quando o convite é feito com absoluto respeito pela opinião alheia. Na verdade as bases do ensimento do Cristo estão presentes em todas as religiões. E esses são os pontos mais importantes a serem observados, não as divergências entre as crenças religiosas.
O objetivo dessa abordagem é dar suporte, abrir uma nova frente de tratamento que já se mostrou eficaz através da prece, da mudança de pensamentos, de hábitos de vida, etc.
Não vamos esperar a hora da morte para discutir assuntos religiosos e de crença. Em muitas famílias a simples menção desses assuntos parece gerar um mal presságio, como se fosse agourento abordar temas como Deus, prece, espiritualidade e outros. Só sabem conversar de novelas, de notícias extravagantes, de roubos dos políticos, de jogos de futebol e vão deixando a sujeira embaixo do tapete, desperdiçando momentos de conversa agradável e terapêutica.
Vários grupos de terapia se utilizam dessa técnica, onde cada um se expressa colocando seus pontos de vista, suas dificuldades, como melhorou, como piorou, e assim as pessoas vão aprendendo, se fortalecendo. Na relação médico-paciente, também podemos fazer a mesma coisa. No nosso dia a dia também.
O médico não só pode, como deve prescrever a oração, a prece como forma de tratamento. Sem fanatismo, sem radicalismos sem sentido que mandam parar as medicações e outras coisas absurdas. Somos um espírito habitando um corpo físico. Tratemos dos dois.
Não vamos ser espíritas somente dentro do centro, não sejamos católicos ou protestantes somente dentro das igrejas. É muito salutar vivenciar a nossa religiosidade continuamente, não com proselitismo tentando doutrinar a todos, mas de uma forma individual. Fechar os olhos e respirar fundo agradecendo a Deus por estarmos aqui com essa chance em nossas mãos pode ser a melhor prece de todas as nossas vidas, sem necessitarmos de púlpito, de discursos, de templos, pois o verdadeiro templo é interior, é lá que devemos edificar o tão falado Reino de Deus.
Relacionar de forma inteligente e racional a nossa saúde física com a epsiritual é sem dúvida o caminho mais curto para a cura verdadeira, a cura integral do ser.