02 novembro 2008

SER DOENTE OU ESTAR DOENTE? EIS A QUESTÃO.

A busca pelo equilíbrio, pela saúde, domina o pensamento da humanidade desde a sua criação. A medicina avança a passos largos para cada vez saber muito de pouco, se especializando nos detalhes, mas uma boa parte dos profissionais da saúde já não aceita esse conceito reducionista e tenta lançar um olhar holístico sobre o dilema saúde-doença. Porém esbarramos aí em um atavismo, um padrão inadequado de comportamento que nos provoca o desequilíbrio, uma vez que fugimos da causa verdadeira das mazelas que nos afligem.
A definição de doença varia conforme a crença, a cultura, o entendimento e a época. Podemos definí-la como uma perda do equilíbrio das nossas estruturas físicas. Essa desarmonia pode ser fruto de uma inflamação, de uma infecção, de lesões degenerativas, etc. Baseado nisso o tratamento será feito com medicações alopáticas específicas, atuando nos sintomas.
Ao contrário, uma visão mais ampla pode nos sugerir que a doença física tenha causas variadas. Em algumas doenças temos o que Ramatís chama de "verter para a carne". Ao longo das nossas vidas sucessivas vamos acumulando energia negativa que acompanham nossos atos e pensamentos. Em alguns casos a doença é fruto da "drenagem" dessa energia dos corpos sutis para o físico.
Podemos ter na doença uma missão. Alguns espíritos já são suficientemente evoluídos para exemplificarem a outros um sofrimento produtivo, que se baseia no maduro vivenciar da dor, com a resignação ativa, ou seja, fazendo de tudo para melhorar, mas sem revolta, sem vitimização e sem deixar que isso atrapalhe o crescimento espiritual.
A expiação também é uma opção de causa de doença. Compulsoriamente somos chamados a resgatar atos pretéritos dessa forma, não como castigo, mas para nos mostrar onde erramos, e como devemos priorizar necessidades.
Independente da causa, da origem, do motivo, a forma correta de enxergar a doença é como uma oportunidade.
O sofrimento de uma forma geral não tem sentido nas nossas vidas se não nos leva a reflexões profundas. Não adianta passar pela vida nos enganando. Todos vamos desencarnar, vamos ter sofrimentos, adoecer, etc, isso faz parte da vida. A forma como enxergamos isso é que faz a diferença. Podemos ter um sofrimento que nos acompanha por toda a existência e desencarnarmos sem que ele tenha nos ensinado nada. A questão importante é porque as pessoas se recusam a encarar isso de frente?
A causa principal é o medo. Temos medo de sair da zona de conforto que criamos para nossas vidas, e nos acomodamos em situações absurdas de convivência que nos impedem de crescer, mas não aumentam o sofrimento temporário que provavelmente nos libertaria para vôos mais altos e sadios. Outra causa é o orgulho. Como adimitirmos que estamos errados? É mais fácil culpar outros e seguir em frente como se fossemos vítimas de tudo. E acima de tudo não mudamos porque dói. É doloroso crescer.
O problema de tudo isso é que mantemos um padrão de comportamento que mostra aos outros o que temos de pior. E na maioria das vezes os mais atingidos são justamente aqueles que mais gostamos.
Se mudássemos nossa forma de enxergar a doença e as dificuldades, com certeza a cura estaria mais perto. Não somos doentes. Estamos doentes! Somos filhos da perfeição, da luz. Somos luz! Mas porque nos prendemos a conceitos arcaicos de culpa e pecado nos vemos como devedores eternos e não entendemos que não é pelo sofrimento que cresceremos, mas pelo amor, pela transformação interior. Todo esse processo começa pela auto-análise e pelo auto-perdão. Precisamos nos sentir merecedores.
O maior exemplo disso é a parábola do filho pródigo. O pai ao ver o filho retornando a casa, não o enxotou, não o reprimiu, mas saiu correndo e se lançou em seu pescoço, oferecendo a ele o que de melhor tinha. Assim é nosso Pai conosco. O seu amor nos constrange. É certo que alguns de nós preferem ser surrados, sofrer, chorar, ser tratados como empregado, mas a vida nos reitera a todo momento que do Pai só receberemos amor e oportunidades.
Não somos doentes. Vamos aproveitar nosso estado de saúde eterna, e concentrar nossas energias no necessário para nosso crescimento.
Paz e Luz!


03 outubro 2008

A INTOLERÂNCIA

"E que os tenhais em grande estima e amor por causa da sua obra".
-Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:13).

O apóstolo dos gentios não poderia ter sido mais atual em suas afirmações. Ao exortar os tessalonicenses sobre a importância da fraternidade verdadeira, convidava a enxergar em cada um o que ele faz de melhor, a respeitar e amar as pessoas pelo que elas fazem dentro do plano traçado pelo Cristo e não dentro da nossa ótica distorcida.
Na verdade, essa advertência deve ser estendida a todos os setores da nossa vida, na família, no trabalho, na amizade, e na religião. Emannuel no livro fonte viva, capítulo 24, discorre sobre essa lição de forma brilhante. Realmente é muito mais fácil dedicarmos nossa amizade àqueles que concordam conosco, porém talvez essa não seja a maneira mais efetiva para o nosso crescimento espiritual.
A ótica reencanacionista nos mostra que vivemos entre aqueles que podem nos oferecer a melhor oportunidade de evolução, mesmo que aparentemente pareça ser diferente. A filha rebelde pode ser justamente a companheira do passado que abandonamos. O filho com doença incurável no plano físico pode ser o irmão que induzimos ao suicídio. Toda dificuldade tem raízes profundas em atos anteriores e não devem ser encarados como acaso, mas como uma organizada tentativa dos planos superiores em nos mostrar o que necessitamos.
A medida em que vamos formando nossas opiniões sobre questões importantes, vamos criando uma espécie de bolha de isolamento, onde passamos a nem sequer avaliar a opinião alheia, de tão certo nos julgamos. Isso nos coloca em uma zona de conforto, onde aparentemente somos auto suficientes e tudo pode ser equacionado com nosso ponto de vista. É cômodo, mas pode ser perigoso, pois nos tira a capacidade de deixar aberta a porta para questionamentos e mudanças.
O problema fica pior quando passamos a ser hostis, ou desrespeitosos com pontos de vista diferentes. Infelizmente esse é um problema comum entre espíritas. Somos os herdeiros intelectuais dos hebreus. Julgamo-nos portadores da verdade mais completa que há na terra e passamos a desprezar qualquer ponto de vista em contrário, mesmo que Kardec tenha exortado o contrário, e nunca tenha fechado questão sobre o fim dos ensinamentos que seriam naturalmente enviados pela espiriualidade maior, uma vez que o mundo necessita continuar evoluindo em todos os aspectos.
Olhando por esse ângulo fica fácil entender que toda intolerância com o próximo baseada em discordância de opinião é insensata. Isso não significa não ter opinião formada sobre as questões que nos são importantes, mas simplesmente observar de forma isenta e tentar aprender, ou pelo menos exercitar nossa paciência e tolerancia.
Cada um segue na vida dentro do melhor que pode. Raríssimas hoje são as pessoas que de alguma forma não procuram estar conscientes, não buscam a reforma íntima, a melhora de seu estado emocional, a estabilidade das emoções, etc... Cada um segue por uma estrada que evidentemente tem um fim em comum, mas poderemos demorar a nos encontrar no fim, e nem porisso os que pensam diferente desmerecem nosso apoio.
Paulo é categórico em afirmar que todos os lutam por uma vida melhor e atuam de forma a implantar o evangelho na terra merecem nosso amor e grande estima. Não fala se a pessoa é da nossa religião, ou mesmo se tem uma religião. O que importa são as obras. Devemos realmente fazer um esforço nesse sentido, pois os principais beneficiados seremos nós mesmos.
Não há sentido em conviver somente com quem reza na nossa cartilha, e descatar opiniões em contrário. Na história da medicina vemos que muitas formas de cura, cirurgias, medicamentos, tiveram sua implantação adiada somente porque contrariava interesses nem sempre humanitários. Fazemos isso em nossas vidas diariamente. Por não abrir mão de velhos conceitos mantemos nossas relações desgatadas e infelizes, não abrimos nossa mente nem o coração para pessoas que aparentemente divergem dos nossos pontos de vista, mas que um exame mais minucioso mostraria se tratarem de trabalhadores do Cristo que agem por caminhos diferentes daqueles que elegemos.
A intolerância nos atrapalha em todos os aspectos. Retarda nosso crescimento, adia possibilidades maravilhosas de sanarmos nossas deficiências e conhecermos pessoas interessantes que poderiam nos ajudar muito. É hora de abrir o coração para mudanças, para o diferente, para o contraditório, com respeito e sabedoria.
Que a paz de Jesus nos abrace a todos.

26 agosto 2008

Bolsão do passado. Dra Giselle Fachetti

Quando atuamos em trabalhos mediúnicos de desobsessão somos levados a uma série de questionamentos. Deparamos-nos com os mais diversos tipos de obsessão e auto-obsessão.
Uma forma muito intensa de influência espiritual, de difícil resolução, é a ligação com experiências trágicas do passado, envolvendo grande número de pessoas.
Em nossos trabalhos chamamos essas situações de influência de um bolsão do passado. São influências potentes e desestruturadoras que comprometem a qualidade de vida do necessitado de forma severa. Manifestam-se das mais variadas formas, como crises de pânico, transtornos obsessivo-compulsivos, depressão severa e, inclusive, como d
oenças físicas de causas ignoradas como, por exemplo, a fibromialgia.
A abordagem e condução adequada do quadro complexo promovem um grande alívio, não só ao necessitado presente, quanto aos inúmeros envolvidos.
Os bolsões se formam a partir de experiências trágicas envolvendo coletividades. A energia de baixa vibração, que é condensada durante um episódio desses, é de tal forma potente que repercute sobre os envolvidos por milênios.
Não apenas as pretensas vítimas sofrem as conseqüências da influência, mas também, e especialmente, os chamados algozes. Como sabemos não existem vítimas inocentes, por isso a relação dos envolvidos não é de culpado e inocente, mas de doentes internados em uma mesma enfermaria.
Ao prestarmos assistência a um necessi
tado vinculado a um acontecimento desse porte, temos a oportunidade de aliviarmos aquele sofredor, e a maioria dos inúmeros envolvidos na tragédia.
Os médiuns costumam perceber a origem do problema como uma cena de guerra, de imolações, de genocídio. A cena é acessada através do necessitado presente. Ela fica como uma realidade virtual vibrando em sua mente, e na dos outros partícipes da experiência.
A grande quantidade de envolvidos que mantêm vínculo de memória com o acontecimento é que o torna real em uma dimensão virtual. Quando os médiuns percebem a cena, muitos dos espíritos que ali aparecem estão encarnados, mas mantêm sua mente ainda vibrando em sintonia com aquela dor. Outros já estão libertos do vínculo de dor, são apenas formas pensamento na mente do necessitado que se culpa pelo desastre.
Outros espíritos, em estado de total demência, se mantêm fixados naquela realidade, repetindo sofrida e indefinidamente as cenas que os desequilibraram, ignorando que pertencem a um passado longínquo.
Ao abordarmos a realidad
e virtual através dos caminhos oferecidos por um dos partícipes, com a ajuda dos mentores, desfazemos a força das energias negativas que perpetuavam a estrutura emaranhada daquela realidade virtual aparentemente perene.
Os envolvidos, que se mantém conectados, em espírito, àquela realidade, são libertados e recolhidos a casas de tratamento no astral. As formas pensamento são desfeitas. A aceitação de um passado doloroso é obtida por vítimas e perpetradores, então aquela triste realidade virtual é transformada energeticamente em um estado ameno, pacífico e construtivo.
A manipulação e transformação das energias materiais oferecidas pelos médiuns é realizada pelos mentores, o que permite a construção de albergues, escolas, e hospitais aonde a força mental coletiva de um grupo de doentes mantinha construções etéreas de dor, sombra e desespero.

Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores;
ali haverá pranto e ranger de dentes.
Mateus 25:30

O ranger de dentes é trocado pela esperança e pela instrução. O amor é a fonte de energia poderosa que transforma a dor em evolução, a paciência em redenção e a dedicação em luz.
A técnica de abordagem dos bolsões se inicia com a proteção do grupo de trabalho mediúnico e o revestimento dos trabalhadores em energias protetoras, representadas simbolicamente por vestimentas especiais, que permitem o trabalho em desdobramento em regiões de baixíssima vibração.
O grupo de médiuns, assessorados pelos mentores, transitam pelos vales de sombras recolhendo os mais graves. Os desequilibrados são sedados com energias calmantes, em tons de azul claro, e sua vibração é transmutada, em qualidade, pela cor violeta.

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte,
não temeria mal algum, porque tu estás comigo;
a tua vara e o teu cajado me consolam.
Salmos 23:4
Após esse preparo energético os líderes rebeldes dos grupos de degredados são doutrinados, através de diversas técnicas que envolvem desde regressão de memória até progressão no espaço-tempo.
Na maioria das vezes os mentores prepararam caravanas de servidores do Cristo com as mais diversas especia
lidades, os caboclos que protegem os trabalhadores e cercam a área da excursão bendita. Os preto-velhos experientes em transmutação de energia, as Servas de Maria, enfermeiras caridosas.
O número de
entidades atendidas costuma ser contado entre centenas e milhares, por isso um complexo sistema de transporte é também previamente montado.
Os médiuns percebem apenas parte do processo, apenas aquilo que precisam para dirigir adequadamente o esforço mental de auxílio.
O conhecimento do processo
é de extrema importância, pois a energia doada conscientemente é mais potente e plástica do que aquela sem um propósito específico. A vontade e o amor do médium fortalecem exponencialmente a energia que ele doa de boa vontade.
Assim, quando as entidades todas foram recolhidas, passamos a transformar o ambiente inóspito em jardins, hospitais, albergues, escolas, conforme a orientação dos mentores repassada através da intuição dos médiuns.
E acontecerá que todo aquele que invocar
o nome do Senhor será salvo
Atos dos Apóstolos 2:21
A paz construída, em uma localidade habitada anteriormente por desespero e culpa, ressoa como bálsamo nas feridas ainda cruentas dos espíritos unidos por uma história de enganos caóticos. O que permite uma lenta, porém indubitável, recuperação dos doentes sob a assistência dos médicos do espaço nos Hospitais das Colônias Espirituais.


Giselle Fachetti Machado

17 agosto 2008

Animismo e Mediunidade em Crianças - Dr. Ricardo Di Bernardi

CONCEITO
Mediunidade em crianças, significa, que a criança tem percepção extra-sensorial isto é , capta, sente, e se inter-relaciona com outras dimensões; dimensões estas conhecidas pela designação de “mundo espiritual”.
Muitos consideram estas relações como meras fantasias infantis, mas, apesar destas fantasias existirem ( e são situações importantes para a criança e devem ser objeto de estudo do psicólogo e do pediatra), há também percepções espirituais claras, definidas, com diálogoslúcidos contendo informações comprovadamente desconhecidas pela criança, a serem confirmadas pelo estudioso.




LEMBRANÇAS DE VIDAS PASSADAS
Há crianças que se recordam, inclusive, de vidas passadas, conforme os milhares de casos documentados em inúmeras universidades. Em Virgínia, USA, por exemplo, Yan Stevenson, neuropsiquiatra, em seus arquivos, tem 2.000 crianças fichadas, com relatos bem detalhados. Tratam-se de crianças que informam muitas minúcias de vidas pretéritas, as quais são exaustivamente pesquisadas e, por fim, comprovadas. Tais informações compreendem a chamada Memória Extra-Cerebral (MEC), que não pertence ao cérebro, mas, sim, a uma outra estrutura energética (espiritual), da criança. São vivências que o espírito experienciou em vidas anteriores, gravadas nos seus corpos sutis, cujas vibrações extravazam para o consciente do infante.



FORMAS PENSAMENTO
Voltando às visões da criança, e excluindo-se as chamadas fantasias infantis, há situações em que a criança plasma determinada imagem (ideoplastia ou forma-pensamento), a qual é vitalizada com bioenergia (energia vital, fluido vital, prana). Exemplificativamente, se a criança crê, firmemente, no bicho-papão, e alguém sempre o descreve em detalhes, ela mentalmente criará a figura e alimentará esta forma-pensamento com sua energia dando-lhe vida aparente (transitória). Um médium vidente pode, facilmente, enxergar esta ideoplastia criada pela criança, decorrente de uma educação mal-orientada.


PERCEPÇÃO DE ESPÍRITOS
No entanto, existem muitas situações em que a criança, realmente, vê espíritos.
Nesta fase, isto é, até os 7 anos de idade (e, principalmente, até os 4), o infante tem seu corpo energético (espiritual) ainda não totalmente fixado ao corpo biológico. As “sobras” do corpo energético se constituem em janelas psíquicas, ou seja, aberturas para a percepção do campo espiritual. Algumas crianças, com a mielinização cerebral (amadurecimento dos neurônios), em idade um pouco mais avançada, “fecham” estas janelas psíquicas, fixando mais intensamente o perispírito e perdem esta facilidade de contato. Assim, não se deve falar, ainda, em mediunidade no sentido de mediunidade-tarefa propriamente dita.


SUGESTÕES DE CONDUTA
A mediunidade, bem explicada e bem conduzida, é idêntica à inteligência. Não é perigosa, a não ser se utilizada equivocadamente, incompreendida ou negada, etc. Em geral, diante de crianças que estejam enxergando espíritos, é recomendável:
1) Não negar ou afirmar que a criança NÃO ESTÁ VENDO. Ela (no caso) está vendo mesmo. Se negarmos, a criança acreditará que não é normal, ou está “pirada”;
2) Procurar identificar o nível ético da entidade extrafísica, por meio de perguntas (feitas à criança) sobre a conversa do espírito e avaliar as respostas;
3) Em se tratando de um ser de padrão ou grau evolutivo superior (“anjinho da guarda”), procurar estabelecer um diálogo fraterno, respeitoso porém atento com a entidade;
4) Em se tratando de um espírito sem a menor responsabilidade, mas sem intenções nocivas, procurar entrar em contato com o protetor espiritual do mesmo pedindo o seu afastamento, sem agressividade, com amor, e mentalmente solicitando o amparo dos nossos mentores espirituais;
5) Em se tratando de espíritos em situação de desequilíbrio mental, ou com intenções negativas, recomenda-se procurar um centro espírita, evitando-se, do contrário, certos trabalhos espirituais “pagos”, pois tais não são amparados por espíritos de luz;
6) Finalmente, ler e estudar o assunto, para inteirar-se das questões espirituais, a fim de fornecer explicações corretas às crianças.
Com isto, os resultados são muito bons, e estas crianças, cada vez mais sensitivas, acham-se mais abertas ao conhecimento e à espiritualidade superior.



Ricardo Di Bernardi é médico homeopata e presidente do ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis - Sc

04 abril 2008

PORQUE O MAGNETISMO ? Dr. Dezir Vencio


Um resumo para recordar.

HISTÓRICO

Magnetismo (Magnetum)-nome dado ao ima (exemplo de poder de atração)

Magnetista ou Magnetólogo-nome dado a quem se dedica ao seu estudo

Magnetizador - quem pratica / emprega o magnetismo

Mesmer (1779)- Teoria do Fluido Universal

Séc. XIX (James Braid)- alguns aspectos do Magnetismo Animal foram aceitos pela ciência oficial.


ALLAN KARDEC E O MAGNETISMO



AK fez uma larga experiência( 35 anos) de aprofundados estudos teóricos, práticos e comparados da ação e dos efeitos do Magnetismo :
- Revista Espírita ( RE )- junho/1858 “Ciência Magnética deveria ser inseparável da compostura;
- LE – Q-555 : Ligações entre as ciências Magnética e Espirírita- o conhecimento lúcido dessas ciências que formam uma única.;
-LM cap II do maravilhoso e do sobrenatural itens 15 e 16
. 1tem 15 – do mesmo modo que o Magnetismo , ele ( o Espiritismo), nos revela uma Lei senão desconhecida, pelo menos mal compreendida : conhecem-se os efeitos chegamos a Lei ( a ignorância da Lei gera a superstição ). O conhecimento da Lei acaba com o MARAVILHOSO os fenômenos entram na ordem das coisas Naturais.

Item 16- os fenômenos Espíritas , assim como os Magnéticos, antes que se lhes conhecesse a causa tiveram que passar por prodígios.

ESE- cap. XIX item 12
Pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo, os milagres se tornarão completamente compreensíveis-serao efeitos naturais.
Cap. XXVIII item 77
O Magnetismo nos dá a conhecer o poder da ação fluídica e o Espiritismo nos revela outra força poderosa na mediunidade curadora e a influencia da prece.

A GENESE – cap. XV item 9
Os fenômenos Magnéticos e o Espiritismo mostrando a Naturalidade do
Poder da Dupla Vista de JESUS
OBRAS PÓSTUMAS- Item 61
O Espiritismo não faz senão substituir o Magnetismo , ou antes, vestir-se
Com o seu nome. Não se pode roubar à matéria as Leis Magnéticas, do
Mesmo modo que, ao Espírito, as Leis puramente espirituais.

RE- ed. Marco de 1858- Art. Magnetismo e Espiritismo
O Magnetismo preparou o caminho do Espiritismo e os rápidos progressos desta última doutrina são incontestavelmente devidas à vulgarização das idéias sobre a primeira. Dos fenômenos Magnéticos, do Sonambulismo e do Êxtase
Às manifestações espíritas há apenas um passo.


Quando o pensamento está em alguma parte, a ALMA também aí está, pois que é a alma quem pensa. O pensamento é um atributo.
O Espírito quer , o Perispirito transmite e o corpo executa..
A nossa vontade atua mais sobre nós que fora de nós; produz uma atividade maior no cérebro e em todos os plexos e daí resulta uma emissão maior e mais intensa na ação;vontade com maiores firmeza e continuidade resulta em emissão abundante e intensa.
“Vontade e Confianca ( FÉ) tornao mais eficiente a ação Magnética todas as vezes que empregais com Fé o Magnetismo e visando exclusivamente a obter alívio para a humanidade , vossos guias vos auxiliam, pela ação do Magnetismo Espiritual, imperceptível para vós”.
Segundo orientação didática proposta por AK podemos dizer que o Magnetismo ( PASSE) divide-se em três modalidades :
- ESPIRITUAL- os fluidos provem basicamrente do mundo espiritual
-MAGNÉTICO- conta com maior profusão fluídica do magnetizador(passista)
( vital, anímico ,magnético etc)
-MISTO- conjugação fluídica proporcinal: espiritual e humano (magnético)


Contando com sua larga experiência de 35 anos de aprofundados estudos teóricos , práticos e comparados da ação e dos efeitoe do Magnetismo AK , o Codificador do Espiritismo, soube reconhecer a importância dessa unidade (Espiritismo e Magnetismo são uma única ciência)

FONTES PARA CONSULTAS



- AK
-JACOB MELO
- Manual Prático do Passista
- Reavaliando Verdades Distorcidas
- MICHAELUS
- Magnetismo Espiritual


COMPLEMENTANDO ITEM ITEM 15 LM cap. II :

- A Gênese- cap. XIII item 13
- O Céu e o Inferno primeira parte cap X item 10
- RE- ed. Outubro de 1859 Art. Os Milagres
- RE ed 1860. Art. O Maravilhoso e o Sobrenatural.