02 outubro 2006

Alcoolismo: Enfoque Paranormal - Dr. Ricardo di Bernardi



Dr. Ricardo Di Bernardi *


As drogas, de maneira simplificada, podem ser classificadas em três grandes grupos: drogas estimulantes, entorpecentes e alucinógenas.

O álcool acha-se incluído no grupo das drogas entorpecentes. Chamam-se entorpecentes drogas que retardam ou desaceleram a atividade do sistema nervoso central, são tranqüilizantes, anestésicos ou soníferos.

Embora o álcool possa, inicialmente, dar uma sensação de bem estar, com o passar do tempo passa a alterar a química do organismo tornando-se indispensável ao indivíduo que física e psiquicamente torna-se dependente ou prisioneiro do álcool. Seu uso constante passa a gerar um estado de desânimo com perda do interesse pelo trabalho, pelo estudo e pela vida.

Estudos desenvolvidos pela pediatria demonstram que a principal causa da existência de jovens alcoolistas é a falta de núcleo familiar organizado e estável.

Muitas vezes o álcool surge como mecanismo de fuga dos jovens à solidão em que vive desde criança. A falta de amor em família provoca desajustes que freqüentemente desaguam no alcoolismo. As freqüentes separações dos pais, o abandono do lar por um deles, ou as energias de conflito graves entre os genitores é causa mais flagrante da busca do álcool pelo jovem.

O alcoolismo, além de grandes lesões nos órgãos do viciado, determina sérios problemas aos recém-nascidos quando a gestante é usuária da droga. O álcool pode causar lesões no feto que se desenvolve no útero materno, podendo chegar a causar a chamada “ Síndrome do Alcoolismo Fetal ”, com deficiência mental, atraso do desenvolvimento, defeitos cardíacos e inclusive microcefalia (cérebro pequeno).

O dependente do álcool, além de estar física e mentalmente prejudicado, traz inúmeros problemas para a sociedade, criando atritos, brigas e freqüentemente se envolvendo com amizades que o levam a ambientes onde o crime espreita.

Sob o ponto de vista espírita um dos aspectos a ser considerado é a obsessão espiritual sobre os alcoólatras. O dependente do álcool é, em muitos casos, acompanhado por dois tipos de obsessores: os ectoparasitas, e os endoparasitas espirituais.

Chamam-se ectoparasitas aqueles espíritos que costumam freqüentar bares ou locais de bebedeira se alimentando dos vapores etílicos que absorvem para seu corpo espiritual. Os endoparasitas espirituais são de mais grave conseqüência, pois se ligam ao corpo espiritual (perispírito) do beberrão, prendendo-se ao chakra esplênico do mesmo, onde vampirizam o fluido vital (energia vital ).

O alcoolista crônico costuma ser rodeado de larvas energéticas que se fixam ao seu perispírito. Fato este descrito por autores espirituais e também observados por videntes.

Quando o viciado ingere álcool, há uma expansão de sua consciência e as energias ou fluidos desequilibrados, que se encontravam retidos, saem para a superfície da sua aura, atraindo os perseguidores espirituais.

O alcoolismo é um triste flagelo da humanidade e, como tal, necessita de urgentes providências por parte de todos nós que estamos livres deste pesadelo.

Trabalhemos pelo próximo orientando-o. Desenvolvamos a amizade e o amor, que o álcool não será destruidor da saúde, da paz e da harmonia familiar.

05 setembro 2006

A VERDADEIRA PROPRIEDADE


Diz uma antiga lenda budista que uma Rei andava pelos campos com o príncipe herdeiro, então uma criança de 10 anos de idade. Mostrava a ele todo o reino. Este, encantado com tanta coisa, pergunta ao Pai :

- Pai, tudo isso é seu ?

O Rei então responde – Não filho, só peguei emprestado de você.

Vivemos em um mundo movido pelo dinheiro. A maior aspiração da humanidade é ficar extremamente rica, e de preferência, rapidamente, com o menor esforço possível. Ao longo dessa caminhada, nem sempre muito ética, vamos deixando pra trás valores simples e saudáveis e nos apegando a coisas supérfluas, que nos afastam do nosso verdadeiro destino e pior, nos fazem perder a saúde física e mental. Essa corrida impensada atrás do dinheiro, nos faz viver como se nunca fossemos morrer, e morrer como se nunca tivéssemos nascido. (Dalai Lama)

O espiritismo nos explica que a nossa verdadeira propriedade está nos nossos conhecimentos, nos sentimentos vivenciados e situações experienciadas.

Se refletirmos um pouco chegaremos rapidamente a algumas conclusões :

- Verdadeiramente não possuímos nada nesse mundo. Vejamos quantas fortunas foram dilapidadas, quantas famílias milionárias perderam tudo num piscar de olhos. Além do mais, diz a célebre frase – “Caixão não tem gaveta!”

- Pense no seu corpo físico. Ele não é você! Ele nem chega a ser seu. Você o pegou emprestado das substâncias do planeta Terra que sua mãe ingeriu pela alimentação, e você devolverá essas substâncias quando desencarnar. Ele é uma roupa perfeita, extremamente bem construída, que você temporariamente utiliza para se manifestar nesse plano físico. Cabe a você cuidar dele o melhor que puder, mas um dia ele fatalmente volverá ao manancial terráqueo.

- Nossos Pais e filhos. Eles também não são nossos! Por mais incomodo que seja isso, eles são criaturas independentes, que em outras vidas tiveram outras personalidades, e que nessa vida precisam evoluir tanto quanto você, e para isso vão sofrer, vão adoecer e um dia vão desencarnar, como todos nós.

Refletindo sobre isso chegamos a conclusão de que a única propriedade verdadeira é aquela que não enxergamos. Tudo que for palpável, não pode ser uma propriedade eterna, eu simplesmente estou utilizando-a temporariamente.

Nossos sentimentos, esses sim, nós os carregamos e eles são nossos. O prazer que tenho em conversar com um amigo, o amor que sinto pelos meus entes queridos, a felicidade de estar junto aos nossos quando eles necessitam, a alegria de poder ajudar ao próximo e me manter no caminho da evolução crística...

A vida passa muito rápido, e é formada de pequenas coisas, de lembranças, de situações cotidianas, que nos deixam mais ou menos integrados com a espiritualidade superior. Ela deve ser um exercício contínuo de desapego. Desapegar-se do dinheiro, das posses, da pose, de cargos, de pessoas que nos escravizam, desapegar-se do próprio sofrimento, e assumir aquilo que temos de melhor, deve ser a nossa orientação.

Vamos acumular dinheiro celestial, que é o amor. Essa moeda é a única capaz de pagar nossas despesas no plano espiritual, e nós a obtemos abundantemente quando passamos a enxergar todas as situações como sendo importantes para nos melhorarmos e para ajudar ao próximo mais próximo. Jesus dizia que a casa do meu Pai tem muitas moradas. Qual morada você quer escolher para sua próxima vida?

21 agosto 2006

Plenitude e Equilíbrio: Sabedoria para a mulher viver bem cada ciclo de sua vida! PARTE 4 - INVERNO



Inverno: do Corpo à Alma

“Se permaneceres no centro

e abraçares a morte com todo teu coração

viverás para sempre.

-Tao Te Ching

Com o envelhecer nos re-contatamos com o círculo da vida, sem começo nem fim e estamos diante da morte do corpo físico. A nossa cultura não nos prepara para este momento e nos vendem sempre a ilusão de poder evitá-lo. Isto nos fragmenta e adoece.

Assim como na natureza, o inverno da vida é o momento de ir às profundezas, de se voltar para o interior, lá onde está a semente da essência, o alimento da vida que, certamente, continua indefinidamente. Não há mais lugar para o apego e a ilusão da matéria, da superfície, do supérfluo. Toda tentativa de confronto com o movimento da energia, de fora para dentro resulta em dor, sofrimento e morte. A falsa morte que está sempre nos ameaçando quando não abraçamos, em vida, a verdadeira morte. Morte que conforme nos ensina a natureza, é vida que permanece, que continua, que se fortalece, se renova e segue adiante.

O corpo já não tolera qualquer agressão à sua essência e é preciso ouvi-lo e respeitá-lo. Alimentar-se só do que é bom e puro, do que nutre as células do corpo sem destruí-las, movimentá-lo em sintonia com sua delicada constituição, flexibilizar pensamentos e mente produzindo um campo de leveza que ajude a alma na sua passagem final. Este é o momento definitivo que, segundo as tradições orientais, estrutura o padrão do novo re-começo que, mais à frente, se apresenta.

No seu livro maravilhoso,”Na Casa da Lua”, (Objetiva, 1995) Jason Elias, um terapeuta norte-americano, resgatando o espírito feminino da cura, diz que:

“A mulher idosa viaja de volta no tempo e no espaço para descobrir seu self mais jovem, a criança segue adiante e elas se encontram no centro onde só existe uma”...

Esta imagem do círculo, onde fim e começo se encontram e da presença de um centro, um ponto eqüidistante onde estamos seguros e plenos, traz paz e serenidade ao meu coração e à minha alma. Talvez seja isto que está aí para ser visto e compreendido por nós, mulheres e homens em busca de felicidade.

10 agosto 2006

Plenitude e Equilíbrio: Sabedoria para a mulher viver bem cada ciclo de sua vida! PARTE 3 - OUTONO



Cíclica como a lua, a mulher vivencia intensamente cada fase de sua vida, transformando-se corpo, mente e espírito em novas e profundas metamorfoses.
Como um círculo sem começo nem fim, as fases do desenvolvimento feminino se assemelham às estações do ano.


O Outono é a Menopausa da Mulher, os 50 anos.


Momento de colher os frutos, o “outono” é o tempo em que a mulher, grávida de si mesma, recolhe o sangue, antes produzido e vertido no processo de gerar outras vidas, para agora nutrir a si mesma, alimentando o corpo que se prepara para alçar vôo em direção à alma. São anos decisivos, de profundas mudanças, quando a plenitude, o bem-estar e a felicidade estão na ordem direta do desapego a tudo que não é essencial.

O novo equilíbrio hormonal indica o fluxo da vida, pois na menopausa, enquanto estão diminuídos os hormônios ovarianos, aumentam os índices dos hormônios da hipófise e são ativados os centros energéticos superiores, facilitando a introspecção, o desenvolvimento do saber intuitivo, a religiosidade, o despertar maior da consciência.

Saber equilibrar os cuidados com o corpo que se fragiliza, com as imensas e novas possibilidades de desenvolvimento no campo da alma, é o grande desafio deste momento.

07 agosto 2006

Plenitude e Equilíbrio: Sabedoria para a mulher viver bem cada ciclo de sua vida! PARTE 2 - VERÃO



Cíclica como a lua, a mulher vivencia intensamente cada fase de sua vida, transformando-se corpo, mente e espírito em novas e profundas metamorfoses.
Como um círculo sem começo nem fim, as fases do desenvolvimento feminino se assemelham às estações do ano.



O Verão representa a fase de maturidade sexual, do casamento e da gravidez.


Assim como a natureza a estação do verão feminino é um longo período em que prepondera o fogo das paixões, a chama do amor, o contato com a dor e a alegria na vida conjugal, as separações, a experiência da gravidez, do parto, da amamentação, os mistérios do ser mulher, amante e do ser mãe.

As flutuações hormonais que a mulher vivencia com sua natureza cíclica lhe permite contatar com toda uma dimensão de aspectos variados do seu ser que lhe surgem como “outras” personalidades a serem identificadas, acolhidas e, se for o caso, transformadas. Além do aspecto purificador biológico da menstruação, percebo que as mutações psíquicas vivenciadas pelas mulheres a cada fase do ciclo menstrual são determinantes no desenvolvimento e amadurecimento do seu ser-humano-mulher.


Novamente a receita é clara: estar atenta e presente, buscar no interior, na essência, os caminhos a seguir, aliar-se às forças do seu ser feminino, criar canais de percepção do que é verdadeiro ao seu redor, despertar o seu “eu-real”, seu “terapeuta-interno” que é sempre, num primeiro momento um “eu-observador amoroso” de você mesma. “No centro sentimos leveza” dizem os sábios e é nos “centrando” que podemos enfrentar e vencer a fragmentação que nos adoece.


Muitas vezes para tudo isto precisamos de ajuda. Ela vem não só através da Medicina e da Psicoterapia, em suas várias vertentes, como também através dos Círculos de Mulheres em torno da questão da Espiritualidade; das Danças Circulares Sagradas; os Grupos de Oração; as atividades artísticas, as filantrópicas e outros encontros.