19 janeiro 2009

Jesus e os fluidos. Jacob Melo


A qualidade desses fluidos lhe conferia (a Jesus) imensa força magnética, secundada pelo incessante desejo de fazer o bem.” – Allan Kardec, in.: A Gênese, Cap. XV, item 2 – Superioridade da natureza de Jesus.

Embora com destaque especial no Ocidente, também é conhecido e respeitado no Oriente. Sendo, a nosso ver, o maior e mais evoluído Espírito que passou pela Terra, Jesus possuía a superlatividade em praticamente todos seus sentidos e percepções. Daí, d’Ele os melhores exemplos de amor e humildade, de perseverança e renúncia, de sabedoria e ação, de cura de corpos e de almas. Seu nome traz impregnada a força de sua vidacurta em extensão, incomensurável em profundidade. O registro de sua passagem pela Terra, ainda que mesclado de interesses os mais diversos e tendo sofrido as mutações e adaptações patrocinadas pelos mais variados narradores, tradutores e historiadores, continua preservando toda a pujança de uma doutrina de exemplo e ação, amor e coragem.

Tamanho o brilho de Jesus que muitas religiões o igualam a Deus. Decorre tal fato, assim percebo, tanto do reconhecimento de sua inigualável força moral quanto por seus feitos ainda incomparáveispopularmente tidos por milagres.

É exatamente nesses "milagres" que vamos encontrar um Jesus profundo conhecedor das leis Naturais. Não apenas daquelas leis que estão limitadas ao saber da época ou mesmo de hoje, porém da intimidade, extensão e sutileza de tudo e todos fenômenos fluídicos (por “fluídicos” queremos nos referir aos reflexos e às influências do psiquismo humano e do mundo espiritual sobre o mundo dos fluidos). Evidências disso não faltam...

Quando Ele falava que a definiria a cura de determinada enfermidade (Mc 10, 46-52), induzia o paciente à mobilização de todo potencial fluídico (anímico) próprio em seu próprio benefício. — Com certeza, nessas ocasiões Ele coadjuvava no processo através da emissão de sutilíssimos e penetrantes fluidos, posto que oriundos de um Ser Harmônico.

Ordenando que ficassem curados (Mc 1, 40-42), os enfermos de toda espécie recebiam vigorosos potenciais fluídicos de reparação, vindo seus organismos a participarem de monumentais transformações, tamanha a profundidade e o alcance daqueles fluidos. — Sem dúvida, esses fluidos eram orientados por uma vontade que sabia, por uma determinação que “queria”, de fato, fazer... e que fazia.

O poder de ação magnética de Jesus se patenteava máxime em vitalidade quando determinava que aquele que parecia morto retornasse à vida (Lc 8,49-56). — Na momentânea ou aparente quebra do circuito vital, onde os princípios vitais demoravam-se na execução ou registravam dificuldade em fazer seus papéis de conectores entre os reinos do Espírito com o da Matéria, o fluxo magnético do Mestre ampliava os campos magnéticos e seus potenciais de atração do paciente, favorecendo, quase que instantaneamente, ao pronto restabelecimento do circuito chamado vida.

Sob seu comando, Espíritos em situações infelizes, Espíritos obsessores em violentos processos de vingança e ódio (Mt 8, 28-34), simplesmente se acalmavam, retirando-se da zona de percepção de suas vítimas. — É quando fica mais evidente que à força fluídica Ele impunha sua irresistível força moral, a qual potencializava a primeira.

Situação excepcional foi registrada quando a mulher hemorroíssa (Mt 9, 20-22), vencendo a multidão que o cercava e, mesmo estando, acreditamos, extremamente debilitada, que perdia sanguemais de 12 anos, conseguiu tocar-lhe as vestes; na ocasião, não apenas aquela criatura obteve a cura imediata e definitiva quanto Jesus, mesmo cercado, tocado e apalpado por inúmeros que o rodeavam, registrou que d’Ele saíra “uma virtude”, vindo a perguntar: “Quem me tocou?”. — grandes doadores fluídicos têm condições de doação expontânea, com efeitos tão positivos, quando uma “fontecarente dele se acerca de maneiraatrativa, assimilativa” (atração magnética por assimilação, onde, no dizer de Kardec, as moléculas mal-sãs são substituídas pelas sãs). E, mais que isso, detentores da prática e do conhecimento dos campos fluídicos, tanto em suas feições de exteriorização quanto de usinagem (produção fluídica), conseguem detectar, mormente em situações complexas quanto a ocorrida com a hemorroíssa, o circuito usinagem-doação fluídica, ali representado pelaextração de uma virtude”.

Mas, ao contrário do que quase sempre lembramos, nem de “resultados positivos” foi registrada a ação fluídica de Jesus em nosso meio. (Colocamos entre aspas o termoresultados positivosporque pretendemos destacar a relatividade da expressão, que nem sempre o que achamos seja o melhor e o mais correto realmente o é e vice versa; até porque o efeito a curto prazo nem sempre coincide ou corrobora com suas conseqüências no longo prazo).

Nesse enfoque, analisemos apenas duas dessas situações que muito têm intrigado alguns.

Quando Jesus curou o cego de Betsaida (Marcos, 8, 22-26), notamos que não houve, ao contrário de outras vezes, uma instantaneidade na ação fluídica, pelo menos no nível do que a maioria esperava. Embora pretendendo deixar reflexões para muitos outros campos, a Jesus foi levado um cego (o que sugere que o cego não queria ver) para ser “tocado”. Depois, passou argila (arreia da rua) com saliva (do próprio Jesus) sobre os olhos do deficiente que, abrindo-os, ainda viavultos humanos como se árvores fossem”, ao que foi preciso o Senhor acrescentarnova imposição das mãos”. Ficam as perguntas: Teria o fluido de Jesus fraquejado na ocasião? Não seria uma demonstração da necessidade da como um dos importantes móveis do sucesso das curas? Não estaria Jesus testando a confiança dos assistentes? Ou não quereria Ele apenas deixar claro que muitas outras formas e técnicas de cura existem? Dentre tantas indagações, ressalta que o Carpinteiro de Nazaré tinha total domínio da ação fluídica de que era detentor. Evidencia-se tal conclusão quando, ao final da operação, percebe-se que, mesmo a contragosto, o cego voltou a ver. Como Jesus nunca desprezava uma oportunidade de registrar mais e novos ensinamentos à humanidade, com certeza aproveitou-se do estado de refratareidade do cego para demonstrar que, mesmo a contragosto do paciente, a força fluídica, quando bem direcionada, supera qualquer barreira ou obstáculo.

Quando Jesus ressuscitou mortos, conforme falamos acima, deixou patente a dimensão de seu domínio sobre o mundo fluídico, mas é no exemplo da figueira ressequida (Mt 21, 18-22) que o Maior Nazareno se supera (força de expressão apenas), até porque é neste exemplo que Ele mais foge dos padrões daquilo que chamamos de “resultado positivo”. O que os tradutores vulgarmente chamam de “maldição da figueira improdutiva” demonstra o quanto Ele sabia manipular os fluidos, qualquer que fosse o sentido. Sabendo que, por magneticamente incompatíveis,  haveria instabilidade magnética entre os fluidos d’Ele emanados e objetivamente direcionados e o circuito vital da planta posteriormente ressequida, deixou notável demonstração da lei dos fluidos, os quais sofrem interferência de ordem moral, mas que, nem por isso, deixam de ser físicos, são anímicos mesmo. Significa dizer que, num exemplo de convite ao homem à perseverança e à frutificação positiva perene e não apenas sazonadamente, sempre restam observações valiosas para estudos noutros terrenos, como o fluídico. — Ressalte-se ainda que Ele, no caso, demonstrava pretender ressaltar a extensão de sua força fluídica pois, numa outra passagem (Lc 13, 6-9), O reencontramos fazendo uma parábola sobre uma figueira estéril, à qual Ele recomenda se espere mais um ano, mesmo fazendo três que ela não produzia frutos e, caso no período não venha a dar figos, então seja cortada (e não amaldiçoada).

Vemos muitas pessoas condenando outras com a pecha de “mau-olhado”, a elas atribuindo personificações inferiores. Na verdade, os portadores desse “podermagnético, que fazem murchar plantas, aniquilar animais e adoecer crianças, nada mais são que pessoas dotadas de potenciais fluídico-magnéticos de grave incompatibilidade com reinos inferiores ou mais sensíveis. São criaturas que, reconhecidamente, têm o poder de exteriorização de consistentes campos fluídicos. O mal está no não direcionamento a algo positivo, no não condicionamento de uma vontade firme, na falta de uma estrutura de moral nobre e de uma vivência da auto-doação e da ajuda desinteresseira.

Da mesma maneira que Jesus, fonte do amor entre os seres, pôde, com seus fluidos, atuar numa planta de maneira desintegrante, os que possuem mau-olhado ou campos fluídicos muito densos e/ou incompatíveis a ponto de interferirem negativamente junto a outrem, também podem redirecionar seus potenciais, suas usinas fluídicas e seus campos vitais para o sentido do bem comum, da ajuda ao próximo.

Observações no dia-a-dia demonstram que pessoas portadoras de tais características magnéticas, quando se propõem a ajudar através da transmissão do passe ou da doação fluídica consciente e responsável, respaldada na reforma moral e no desejo sincero de fazer o bem, conseguem obrar verdadeiros milagres, para os outros e, por conseqüência, para si mesmas.

A questão, pois, como tão bem aprendemos e apreendemos com Jesus, é de controle, educação e direcionamento. Para tanto, necessário estudar, fundamental praticar, indispensável amar.

Parafraseando o que disseram os Espíritos da Codificação, também nestes casos, “Jesus é o nosso modelo e guia”. 

Nota: De cada caso, apenas registrei uma das citações de O Novo Testamento a fim de não tornar maçante a leitura.

Jacob Melo é autor dos livros "A cura da depressão pelo magnetismo", "Manual do passista", "Há coisas boas por todos os lados"entre outros.

02 janeiro 2009

FAZENDO DE 2009 UM ANO DIFERENTE

Iniciando mais um ano em nossas vidas, todos sem exceção temos alguns desejos em comum. Queremos ser felizes, atingir ideais, metas traçadas, mudar hábitos, em suma, sermos melhores do que fomos até hoje.
O grande problema é que com o passar do tempo e a volta a rotina diária, esquecemos desses compromissos e mergulhamos de cabeça no trabalho, no estresse, na luta pelo dinheiro, pelo poder, por posições de destaque, entrando na roda viva onde gastamos nossa preciosa energia vital.
É importante que tenhamos em mente alguns preceitos que podem definir o sucesso ou falha da nossa empreita.
1) Em relação a nossa felicidade, vamos pensar em alguns pontos
- Não coloque sua felicidade nas mãos de quem quer que seja. Frases do tipo, "se ele me deixar eu nunca poderei ser feliz, ou se ela não me aceitar assim minha vida não tem sentido", devem ser abolidas do nosso dicionário. A direção da sua vida física e espiritual é 100% responsabilidade sua.
- Não coloque a responsabilidade de sua felicidade em Deus. Um Pai por mais amoroso que seja, não pode fazer a nossa parte no projeto. Sua felicidade ou tristeza é resultado de como você se coloca diante da vida. Deus é sempre por nós, mas não assume o que é nosso.
- Se permita ser feliz. è interessante como muita gente diz querer a felicidade, mas não se permite, mantém padrões de comportamento presos no passado de culpa e mágoa.
2) Traçando metas
- Não exija tanto de você. Aos poucos, devagar, também chegaremos lá. Cada um segue um ritmo de vida, de evolução. Não se compare com outros, respeite as suas características, mantendo sempre acessa a vontade de melhorar. Trace objetivos alcançaveis.
- Se perdoe. Não possível conciliar evolução com autosabotagem.
- A felicidade está ao seu lado. A maioria de nós ainda não percebeu que a maravilha da vida está no caminho e não na meta. O percorrer a trilha é que faz a diferença. Erros e acertos são parte do processo. Na maioria das vezes quando chegamos no alvo, já temos interesse em outro melhor e mais difícil. Quem nunca desejou tanto ir a uma festa e quando chegou lá não foi tão bom assim? A angústia, a ansiedade, a alegria, a espera da festa foram melhores que a festa em si.
O evangelho de Jesus nos mostra o exemplo de Jairo, um dos principais do tempo de cafarnaum, segundo Marcos, Mateus e Lucas. Jairo tinha a filha doente, ela era dada como morta até que Jesus ordenou "Talita, cumi!". Talita é uma palavra em aramaico que expressa uma forma carinhosa de se dirigir a uma criança. A ordem significava "menina, levanta!". O próprio Jesus havia dito que a menina não estava morta, mas dormia, mas riram dele.
A atitude de Jairo nos sugere a forma de encararmos esse ano que se inicia. Ter atitude, fé, acreditar e acima de tudo quebrar paradigmas. Ora, Jairo era chefe da sinagoga, ou seja, no templo de Cafarnaum, era ele quem resolvia o que ia ser lido, quem leria a Torá, qual seria o sacrifício, etc... Falamos aqui de um judeu que entendia profundamente da lei. É sabido de todos que Jesus era visto como um rebelde, e que era perseguido pelos doutores da lei judaica.
Jairo mesmo tendo conhecimento dessa atitude, se prostrou diante de Jesus, o chamou de Mestre e confiou a vida da sua filha a ele. Mateus nos fala que Jairo se dirigiu a Jesus nesses termos - "Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá."
É tempo de mudança! Podemos manter nossa atitude de boi de boiada e seguir o fluxo da vida, ou podemos assumir nossa parte e realmente colocar nossas metas em prática, não importando se outros riem, se caçoam de nossas expectativas e crenças. Jairo quebrou paradigmas e teve sua filha de volta. E você, quando vai ter sua vida de volta? Até quando sua felicidade dependerá de outros e tudo será culpa de Deus? Para aqueles que já se decidiram pelo caminho estreito, é hora de ampliar e aplicar nossos conhecimentos em nosso favor, praticando a caridade em primeiro lugar conosco mesmo.
Paz e luz! Um 2009 de esperança e certeza para cada um nós.
Sérgio

21 dezembro 2008

JESUS PSICOTERAPEUTA. Dr. LUIZ PAIVA.

Abstraindo-nos de qualquer sentimento religioso ou reverencial à figura histórica de Jesus, constatamos que a mensagem que nos legou possui inequívoca aplicabilidade ao homem de todas as épocas. Ela é atemporal.

Jesus foi o Mestre por excelência, não só por dominar todo o conhecimento teológico e escritural judaico de sua época, mas por evidenciar em sua doutrina o Evangelho, a Boa Nova, conhecimentos que transcendem a Filosofia, a Psicologia, a Pedagogia, a Sociologia etc. de nossos tempos. Ele responde às mais pungentes indagações filosóficas, ao mesmo tempo em que desvela a natureza humana e a maneira desta ser transformada para a construção de uma sociedade feliz, composta por indivíduos felizes, realizados. “O Reino de Deus está dentro de vós.”

Revelava assim a nossa natureza crística que nos cabe conhecer ou reconhecer, num encontro profundo conosco mesmo. É a descoberta da nossa verdadeira identidade espiritual, de seres eternos em busca da perfectibilidade. Jung, notável psiquiatra suíço, criador da “Psicologia Profunda”, identificava, já há algumas décadas, o principal arquétipo do homem, a que ele chamou de Self, a instância perfeita de nossa individualidade, que irradiando a sua energia pura, conduz o aperfeiçoamento da personalidade humana em sua marcha evolutiva.

Jesus representa, de alguma forma, o psicoterapeuta do gênero humano, de todos os homens. Sua mensagem vem, sobretudo, salvar-nos de nós mesmos, que insistimos em prestigiar o nosso lado sombrio (a sombra – outro arquétipo junguiano) pela adesão a falsos valores, ao egoísmo e ao orgulho, manifestações diretas do culto ao ego.

Por que a infelicidade se multiplica por toda a parte, hoje e desde o princípio da história, senão pela atitude do homem que elege o ter em detrimento do ser, optando pelo efêmero e as aparências, esquecendo o que é eterno e essencial?

Por que o brasileiro, antes considerado um povo cordial, hoje possui uma das sociedades mais violentas do mundo? A resposta está na nossa adesão ao consumismo voraz, insaciável e a um individualismo insensível. Onde estão os valores de solidariedade e afetividade dos nossos avós? Onde a amizade, a simplicidade, o respeito, a tolerância que nos caracterizavam como povo? O Brasil foi engolfado pelo pior da globalização, cuja teoria econômica repousa no capitalismo selvagem e no individualismo socialmente irresponsável, que nos faz regredir aos primitivos tempos da nossa organização social. A sua inconsistência, em todos os aspectos, fica patente por esta crise econômica mundial em que estamos submersos, se já não o fosse pela fome que acomete mais da metade do Planeta.

León Denis, iluminado filósofo espírita, antecipando-se aos tempos que vivemos, já dizia em seu livro O Problema do Ser do Destino e da Dor: “A filosofia da escola, depois de tantos séculos de estudo e de labor, é ainda uma doutrina sem luz, sem calor, sem vida. (...) Daí o desânimo precoce e o pessimismo dissolvente, moléstias das sociedades decadentes, ameaças terríveis para o futuro, a que se junta o ceticismo amargo e zombeteiro de tantos moços da nossa época; em nada mais crêem do que na riqueza, nada mais honram que o êxito.”

Jesus veio nos salvar desta opção pela infelicidade, mostrando-nos a nossa filiação divina e nossa destinação gloriosa. Ele mesmo foi o protótipo do homem realizado, conectado com o seu Self, iluminado pelo Deus interior, fagulha divina que somos todos nós. Dele falam os Evangelhos: sabia ensinar e falar “com poder e com toda autoridade”. “Ficavam todos convencidos daquilo que ele dizia” (Mc 1,22) “porque dele saia uma força que curava todos os males” (Lc 6,19). Sua terapia era a sua doutrina de amor e seu instrumento terapêutico a sua própria personalidade.

Jesus obviamente não foi um psicoterapeuta como modernamente entendemos, no sentido de tratar traumas e neuroses e transtornos de personalidade, mesmo porque não dispunha na época destes recursos conceituais. Ele o foi no sentido lato, mas profundo, pois conhecia plenamente os processos psíquicos construtivos e destrutivos da vida. Ele detinha as qualidades precípuas do terapeuta, pois quem mais senão ele atingiu a integração da personalidade, a identidade e a individuação? Jung frisa que o próprio terapeuta é o próprio método ou a própria terapia. Nenhum terapeuta pode ultrapassar a si próprio na terapia.


No Livro dos Espíritos, obra básica de Allan Kardec, este assim faz a pergunta nº 625 aos espíritos: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo?” Resposta: “Jesus.”
Simples assim. Assim é que Jesus vem a ser o paradigma, o terapeuta imortal que através dos séculos temos buscado na nossa ânsia de libertação, de felicidade. Mas como tem sido mal interpretado! As interpretações dogmáticas de sua doutrina têm-se constituído em verdadeira camisa de força a desnaturá-la e limitá-la.

Em outra pergunta, a 621, indaga-se: “Onde está escrita a lei de Deus?” Resposta: “Na consciência.” Jesus vem a ser, portanto, o nosso guia para adentrarmos os caminhos do nosso interior psicológico, no processo de integração de nossa personalidade, descoberta de nossa autêntica identidade e conseqüente individuação, ou crescimento, ou evolução psicoespiritual. Isso só acontece pela vivência da lei de Deus, insculpida que está na intimidade de nossa própria consciência. E a lei de Deus, já nos ensinava o Mestre incomparável, é a vivência do amor em suas manifestações mais puras de solidariedade, cooperação, tolerância e fraternidade para com o próximo.

Luiz Antonio de Paiva é psiquiatra e vice-presidente da Associação Médica Espírita de Goiás

19 novembro 2008

XIFÓPAGOS E REENCARNAÇÃO - Dr. Ricardo Di Bernardi

Os chamados xifópagos, conhecidos a nível popular como gêmeos siameses, são aqueles que apresentam seus corpos unidos por um segmento físico. Comumente se observa o uso indevido do termo xiPÓfago, ao invés da designação correta xifópago. A nomenclatura provém de xifóide que é o apêndice terminal do osso esterno (com s ), situado na frente do tórax onde se unem as costelas, isto porque muitos dos xifópagos estudados eram unidos por esta parte do corpo. As ligações (físicas ) podem se efetuar por diversos órgãos ou segmentos corporais , inclusive inviabilizando a gestação ou a sobrevivência de ambos os recém-natos.
Nas situações onde DUAS ENTIDADES ESPIRITUAIS se ligam à esfera espiritual materna e posteriormente ao fluido vital do óvulo, ocorrendo a fecundação, o ovúlo fecundado (zigoto ) sob a influência de duas energias espirituais diferentes tende a se bipartir. No início da embriogênese quando o ovo inicia sua multiplicação, há pela presença de dois espíritos, a separação em duas células que desenvolverão dois organismos filhos.
No processo normal quando há duas entidades espirituais ligadas ao ovo (óvulo fecundado ), a dita separação determina o surgimento de gêmeos univitelineos (idênticos ). No entanto, no caso dos xifópagos , permanecem unidos durante a gestação originando a ligação física entre os dois corpos. Ligação esta que pode se efetuar, inclusive, por órgãos vitais impossibilitando a intervenção cirúrgica especialmente em determinadas áreas do planeta onde os recursos são ainda rudimentares na área médica. Do ponto de vista da CIÊNCIA ESPÍRITA , temos a informação que as pessoas se vinculam energéticamente a outras pela sua postura mental. Há casos, onde esta fixação atinge níveis patológicos de ligação e intercâmbio energético-vibratório.
Espíritos que se odeiam mutuamente, por exemplo, mantém um fluxo de energia entre si prendendo-se reciprocamente. Em muitas circunstâncias, não há possibilidade ,a curto ou mesmo a médio prazo, de se dissolver estas ligações para a recuperação psíquica dos envolvidos. À medida que os anos passam, a imantação se acentua atingindo níveis graves de comprometimento do corpo astral (perispírito) de ambos.
A anestesia temporária, pela terapia da reencarnação , poderá servir de impulso renovador na reconstituição da normalidade.
Considerando sempre que os pais são copartícipes do processo , os vínculos comuns do pretérito é que os leva a vivenciar esta situação. Não são portanto vítimas inocentes de uma lei natural injusta e arbitraria. O reencontro comum pelas afinidades que os atraem por sintonia energética nada mais é que o merecimento ou lei natural de causa e efeito a qual se opera automaticamente.
Inimigos que estabelecem vínculos expressivos e desequilibrantes, retornam juntos e unidos. Não conseguem se separar, jungidos pelo laço extrafísico que se expressará pela equivalente ligação biológica.
Em outros casos, por exemplo obsessões de naturezas diversas onde a dupla se realimenta por vias anormais , e mútuas, só a drenagem para a periferia física dessa ligação extrafísica , poderá facilitar o rompimento energético estabelecido. Renascem então, ligados.
A visão espiritual do processo , além de poder contribuir cientificamente em futuro próximo, para a compreensão da gênese do problema, serve desde já, também, para alertar com relação as consequências das fixações monoideísticas desequilbradas. A terapia da prece, no sentido da doação energética, é o recurso ideal e indispensável para suavizar as dores bem como para apontar soluções . Soluções que em futuro próximo para eles (xifópagos ) se descortinará: A reconciliação, levando a união pelo vínculo normal e saudável do amor...
FUSÀO ENTRE CHAKRAS :

Nos casos onde a mútua magnetização patológica, entre dois espíritos, se opera a nível intelectual, o intercâmbio de forças em desarmonia se estabelece entre seus chakras (Centros de Força) coronários que se situam no corpo energético no alto das cabeças dos espíritos em vias de reencarnarem . Tal situação ocasiona uma verdadeira fusão de energias podendo agir como um só modelo perispiritual de crânio. Assim, a exteriorização física se fará como um modelo único de cabeça para dois corpos.
Em casos de menor intensidade do mesmo fenômeno, observaremos uma união entre dois crânios: Teremos , portanto, xifópagos ligados por dois crânios.Os casos acima comentados são alusivos a ligações a nível mental ou intelectual como, por exemplo: perseguições intelectuais mútuas.
Quando observamos órgãos unidos a nível torácico , o desequilíbrio costuma ser a nível dos sentimentos e o chakras envolvidos são o cardíaco e o gástrico (umbilical ). Quando a união é basicamente pelo aparelho digestivo ou abdomen, ela expressa uma desarmonia mútua a nível emocional (paixões patológicas) , as quais determinaram uma ligação intensa e desequilibrada a nível do chakra gástrico.
A existência de órgãos únicos como por exemplo no aparelho digestivo demonstra a fusão dos chakras gástricos que se comportam como um único chakra. Fusão esta determinada pela intensa troca patológica de vibrações a nível das emoções.

Dr. Ricardo Di Bernardi, é médico homeopata, autor de diversos livros entre eles Gestação - Sublime intercâmbio e presidente do
ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis SC
Acesse no Youtube um interessante vídeo sobre o assunto
http://br.youtube.com/watch?v=TTSK_JWO_Q4&feature=related