13 setembro 2015

Conexão espirital entre os gêmeos - Dra Giselle Fachetti

 Não existem padrões em relação às conexões espirituais.A experiência dos gêmeos, entretanto, é muito intensa. Sei por vivê-la pessoalmente.Mesmo que um dos gêmeos não sobreviva à gravidez, ou à primeira infância, o vínculo parece persistir, como tenho ouvido em relatos tanto de encarnados quanto dos desencarnados (em nossos trabalhos de assistência espiritual mediúnica).
Os sobreviventes são pessoas que sempre parecem carregar uma pendência íntima, algo não resolvido, uma dor profunda.Isso pode gerar algumas dificuldades na vida física e nos relacionamentos.
A visão do filósofo Bert Hellinger é muito esclarecedora.A terapia por ele criada, a constelação familiar, tem ajudado muito as pessoas que perderam entes queridos de formas incomuns.O fato da perda ocorrer quando recém-nascidos faz com que se pressuponha que não haverá dor para o irmão que sobrevive, mas, a realidade é oposta.
O luto que não é adequadamente vivido e elaborado gera sentimentos confusos. E, até doença. Ainda mais em quem não sabe ainda expressar a dor. O fato da família considerar que uma perda precoce é de menor importância, ou de esquecer o morto, é muito penoso para a dupla energeticamente vinculada.
Por dois motivos: O sobrevivente fica com a impressão que se fosse ele aquele que faltasse ele também não faria diferença, que também seria esquecido. E ainda por cima se sente menos merecedor da vida em relação ao morto, como se devesse algo a ele. Não entende por que ele sobreviveu e o outro não, qual o critério de escolha?
Esses sentimentos são inconscientes e frutos de uma fantasia infantil, desconhecida pelos pais e pelo próprio gêmeo, mas que se for adequadamente elaborada vai dar novo impulso ao personagem em sofrimento.
A forma de elaborar isso é:
1- Primeiro: Reconhecer que sua irmã é sua irmã, é a segunda (terceira...ou quarta??) filha de seus pais, sua irmã gêmea que nasceu doente, viveu pouco tempo mas faz parte da família e deve ser reconhecida como membro dessa família.
2 - Segundo: Admitir que se isso aconteceu é por que a harmonia universal assim exigia, a experiência rápida na terra vivida por sua irmã foi importante e necessária.
3- Terceiro:O fato de sua mãe não a ter visto impediu que ela elaborasse essa dor e o luto adequadamente. Ela, portanto, deveria poder fazer isso, ainda que de forma simbólica.
(Esse era um erro que nós médicos cometíamos muito, achávamos que se não permitíssemos que a mãe visse seu filho morto, ou mal-formado, sua dor seria menor. Ledo engano.)
4- Quarto:O gêmeo sobrevivente também deveria viver o luto, após chorar a perda e reconhecer a dor dessa perda ele ficaria liberado para viver sua própria vida plenamente, sem culpa.
5 - Quinto: Na realidade, depois desse exercício simbólico de reconhecimento da perda você poderá sentir-se como representante de sua irmã na vida física. Uma missão que o tornará alegre, necessário e importante.E, tudo de bom que fizer e conquistar poderá dedicar a ela, em honra dela. 
Funcionaria como se você tivesse sua força vital duplicada por desfrutar da experiência encarnatória, neste período, pelos dois. Depois de viver assim por algum tempo, lembrando e honrando sua irmã, ela se sentirá reconhecida e reverenciada, passará, então, a ser uma memória doce.
Esses exercícios são mentais, realizados com respeito e profundidade. Deve haver preparo pessoal e do ambiente para o exercício que corresponde à prece e à meditação. Esses exercícios permitem a nossa conexão com os nossos sentimentos mais elevados e com os espíritos queridos.Podem ser realizados de forma individual, mas se for um exercício vivido solenemente pela família será muito mais produtivo.
E, com a força desse amor, que você mal conhece mas te inunda o espírito, ela se libertará para novas experiências de aprendizado, lá no mundo espiritual ou, até mesmo aqui na terra, através da reencarnação.
E isso repercutirá em você como força, alegria, determinação, coragem, e principalmente esperança e confiança no futuro.Procure ler os livros do Bert Hellinger, serão esclarecedores.O auto-conhecimento é um caminho de libertação mas de difícil trânsito, pois exige coragem e persistência. Porém, tenha certeza, vale a pena.
Giselle Fachetti Machado - Médica ginecologista

04 setembro 2015

PSEUDOHERMAFRODITISMO E REENCARNAÇÃO - Dr. Ricardo Di Bernardi

Reencarnação e Patologia do Sexo

Considerando a diversidade de conceituação existente na leitura psicológica, médica, filosófica e outras, a respeito dos enunciados supra mencionados, cumpre inicialmente nos posicionarmos a respeito do significado que estamos atribuindo a cada uma das denominações a ser estudada.

Chamaremos de intersexualismo os casos individuais que, desde o nascimento apresentam a genitália ambígua, ou seja, aquela que suscita pesquisa médica, por vezes minuciosa, para a definição do sexo. São os casos clínicos de recém-natos em que apenas o exame externo ou ectoscópico não permite, em geral, determinar se aquela pequena criatura é do sexo masculino ou feminino.

Nesses casos, recorrem-se a métodos laboratoriais, radiográficos ou cirúrgicos para o esclarecimento e encaminhamento correto do problema. São designados esses casos de intersexualismo, também de pseudo-hermafroditismo, pois hermafroditismo seria a existência completa dos órgãos reprodutores dos dois sexos em um mesmo indivíduo.

O intersexualismo ocorre, sem dúvida, por fatores genéticos e embriológicos, que por sua vez são consequência da influência energética do estado patológico do espírito. A profunda desarmonia existente nos núcleos psicossexuais do inconsciente irradiam ondas magnéticas para a periferia, influenciando sobre as moléculas de D.N.A (genes), que pelas suas características energéticas de alta especialização passarão a responder com as anomalias físicas consequentes. O uso da sexualidade e do sexo de forma confusa, desequilibrada, e nitidamente fora dos padrões éticos, levando ao sofrimento de outros, foram fatores que determinaram  a profunda desarmonia nos núcleos psicossexuais  do perispírito.

O modelo ou matriz astral, em estado desorganizado, foi a causa ou fonte geradora da manifestação física intersexual. Lembramos que há casos em diferentes níveis, diferentes gradações, determinando consequencias, também , em graus corrrespondentes.

Nos bebês intersexuais, após a análise médica do caso envolvendo cariograma com corpúsculo de Baar (que identifica o sexo feminino quando presente em mais de 5% das células) e a cirurgia é indicada, torna-se de grande importância o amparo psicológico e espiritual da criança na sequência do acompanhamento do caso.

Dr. Ricardo Di Bernardi é médico pediatra, homeopata. Fundador e presidente do ICEF em Florianópolis. Autor de vários livros entre eles - Gestação Sublime intercâmbio.
http://www.estantevirtual.com.br/autor/ricardo-di-bernardi

17 agosto 2015

O Perispírito e os Orgãos Psicossomáticos

Fonte : Núcleo Espírita Nosso Lar

Quando realizou seu trabalho na Codificação, Allan Kardec colocou a existência do corpo espiritual como sendo um dos alicerces no qual se assentava a fenomenologia mediunica.
Chamou esse corpo de ''perispírito'', designando-o como o elo invisível, fluídico, a unir o princípio espiritual ao princípio material.
Disse tratar-se do veículo transmissor do desejo do Espírito ao corpo físico, como também das impressões desse último à apreciação do próprio Espírito.
Concluiu também, que o corpo espiritual é feito de uma variação do fluido universal, retirada do orbe onde o Espírito está encarnado.
Sem o perispírito, disse o Codificador, o Espírito, fundamentalmente abstrato, não poderia agir sobre a matéria, ficando impossibilitado de encarnar-se para vivênciar suas experiências evolutivas.
Explicou ainda, que o corpo espiritual exerce um papel muito importante na saúde física, pois alterações na sua estrutura fluídica são capazes de perturbar a ordem molecular no corpo carnal, podendo levar ao enfraquecimento orgânico e originar doenças.
Em um de seus estudos, publicado na Revista Espírita, ano de 1866, Allan Kardec demonstrou que o corpo material e o espiritual são provenientes da mesma fonte, isto é, do fluido básico universal.
''A natureza íntima da alma, isto é, do princípio inteligente, fonte do pensamento, escapa completamente às nossas investigações. Mas sabe-se agora que a alma é revestida de um envoltório ou corpo fluídico, que dela faz, após a morte do corpo material, como antes, um ser distinto, circunscrito e individual.
A alma é o princípio inteligente considerado isoladamente; é a força atuante e pensante, que não podemos conceber isolada da matéria senão como uma abstração.
Revestida de seu envoltório fluídico, ou perispírito, a alma constitui o ser chamado Espírito, como quando está revestida do envoltório corporal, constitui o homem.
Ora, posto que no estado de Espírito goze de propriedades e faculdades especiais, não cessou de pertencer à humanidade.
Os Espíritos são, pois, seres semelhantes a nós, pois cada um de nós torna-se Espírito após a morte do corpo, e cada Espírito torna-se homem pelo nascimento.
"Esse envoltório (o perispírito) não é a alma, pois não pensa: - é apenas uma vestimenta; sem alma, o perispírito, assim como o corpo, é uma matéria inerte privada de vida e de sensações.
Dizemos matéria porque, com efeito, o perispírito, posto que de uma natureza etérea e sutil, não é menos matéria como os fluidos imponderáveis e, demais, matéria da mesma natureza e da mesma origem que a mais grosseira matéria tangível, como logo veremos'' - (Revista Espírita, número de março de 1866, artigo "Introdução ao estudo dos fluidos espirituais", item 4).
A Codificação espírita revelou os princípios básicos a respeito de todas as questões importantes para quem pratica, estuda e pesquisa o Espiritismo.
Consultando "O Livro dos Espíritos" pode-se encontrar instruções capazes de apontar rumos a serem seguidos no estudo das operações espirituais.
São perguntas e respostas que dão a entender que o perispírito é algo mais que uma massa fluídica homogênea e que o fluido perispiritual se divide entre os órgãos do corpo físico.
Na questão 137, por exemplo, Kardec pergunta aos Espíritos superiores se poderia haver uma divisão do Espírito durante a reencarnação:
Pergunta: - O mesmo Espírito pode encarnar-se de uma vez em dois corpos diferentes?
Resposta: "Não. O Espírito é indivisível e não pode animar simultaneamente duas criaturas diferentes".
Na questão 140, logo à frente, indaga:
Pergunta: - Que pensar da teoria da alma subdividida em tantas partes quantos são os músculos, presidindo cada uma das diferentes funções do corpo?
Resposta: "Isso depende do sentido que se atribuir à palavra alma. Se por ela se entende o fluido vital, está certo; se o Espírito quando encarnado, está errado. Já dissemos que o Espírito é indivisível: ele transmite o movimento aos órgãos através do fluido intermediário, sem por isso se dividir".
Na questão acima, o Codificador aprofunda a questão 137 e pergunta ao Espírito de Verdade sobre a possibilidade da alma se dividir em tantas partes quantas fossem os órgãos do corpo carnal, durante a encarnação. A entidade responde que tudo dependia do sentido que se atribuía à palavra "alma". Se por ela se entendia o fluido vital, estava certo. Quer dizer, haveria uma divisão fluídica dos fluidos perispirituais (fluido vital) em torno dos órgãos materiais. Se por ela se entendia o "Espírito", estava errado, pois tinha afirmado anteriormente que o Espírito era indivisível.
Na questão 140-A, o Codificador complementa:
"A alma age por meio dos órgãos e estes são animados pelo fluido vital que se reparte entre eles e, com mais abundância, nos que são os centros ou focos do movimento".
As obras subsidiárias do Espiritismo também nos trazem importantes revelações sobre a estrutura do perispírito. Nesse estudo, a opção de pesquisa foram os livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, devido à reconhecida idoneidade do médium. Em várias mensagens publicadas nas suas obras, os seus guias espirituais revelaram que o perispírito trata-se de uma organização fluídica complexa e que o corpo carnal seria um grosseiro reflexo dele.
Vejamos o que diz, por exemplo, André Luiz, no livro "Evolução em Dois Mundos": - "Para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação" - (Capítulo 2, Corpo Espiritual, item Retrato do Corpo Mental).
"Todos os órgãos do corpo espiritual e, consequentemente, do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo à necessidade do campo mental em seu condicionamento e exteriorização no meio terrestre" - (Capítulo 4, Automatismo e Corpo Espiritual, item Gênese dos Órgãos Psicossomáticos).
Pergunta: Qual a importância existente entre o baço e o centro esplênico, se o baço pode ser extirpado sem maiores prejuízos à continuação da existência do encarnado?
Resposta: Compreendamos que a extirpação do baço em sua expressão física no corpo carnal não significa a anulação desse órgão no corpo espiritual e que, interligado a outras fontes de formação sangüínea no sistema hematopoiético, prossegue funcionando, embora imperfeitamente, no campo somático atento às articulações do binário mente-corpo
 - (Capítulo Corpo Espiritual e volitação, 7ª questão).
Embora tais revelações mediúnicas não tenham a chancela do Controle Universal dos Espíritos, essas mensagens fornecem indícios lógicos e racionais mostrando que o perispírito é de fato um organismo complexo, dotado de células e de tecidos.
E, o que é mais interessante, de órgãos funcionais, como aqueles que se têm no corpo físico. Mas, será que são reais? Sim, tudo indica que são tão verdadeiros como os do corpo carnal, só que constituídos por uma estrutura material menos densa.
Tanto um como o outro são obras milenares construídas pelo pensamento do Espírito na sua ascensão para Deus.
Chega-se assim à definição que: o perispírito é o elo fluídico que une o corpo físico ao Espírito, permitindo sua atuação no meio material; que é o veículo das sensações, dando condições ao Espírito de se comunicar com o meio exterior onde existe; que reflete o corpo mental do Espírito; que o corpo carnal é um reflexo do perispírito; que esse corpo possui órgãos fluídicos criados pela projeção do próprio Espírito, tão reais quanto os órgãos do corpo carnal.

04 agosto 2015

Os Planos Espirituais - Dr. Ricardo Di Bernardi

Os espíritos, ou nós mesmos, quando estávamos  livres do invólucro material, habitávamos planos espirituais que, na realidade, são planos materiais de outra dimensão ou planos astrais.

Quando se diz que o universo é infinito, todos nós tendemos a imaginar uma linha horizontal ou vertical que jamais termina...  No entanto, a infinitude do Universo vai além disso.

 Vivemos em um mundo físico tridimensional, (comprimento, altura e largura) e sabemos pelas instruções psicográficas e psicofônicas da existência de outras dimensões no universo, que também são  infinitas.

“Planos materiais de outras dimensões”.
Os chamados planos espirituais, são  locais ou dimensões onde entidades espirituais vivem. Como, “espírito”, realmente é o princípio inteligente, na realidade o termo mais adequado seria o de “planos materiais de outras dimensões”.  Isto porque os espíritos vivem nestas dimensões e se relacionam através do  seu corpo espiritual ou corpo astral. Assim as escolas, locais de recuperação e tratamento onde os espíritos são preparados para o retorno, ou novo mergulho em nossa dimensão física, são constituídos  de matéria  oriunda do mesmo fluido cósmico universal do qual se derivam todas as outras dimensões de matéria no universo.

“Gravidade e Atração sobre a Matéria Perispiritual”.
Os espíritos agrupam-se, associam-se, conforme seu grau de evolução espiritual e afinidade. A lei de sintonia, sempre presente, determina que as vibrações semelhantes  se atraiam, ou melhor,  se sintonizem  por similitude de frequência vibratória.

Assim como num receptor de televisão ou rádio,  passamos a captar a frequência que escolhemos ao girar o botão, recebendo  a  imagem e   o  som  transmitidos  pela  emissora  que opera na frequência correspondente; os espíritos são atraídos pelas comunidades  espirituais onde o nível vibratório lhes é afim.

Apesar da relatividade das dimensões, os planos espirituais mais elevados podem se situar mais distantes dos astros  originariamente habitados  (consideramos a Terra em nosso caso).   Já  os planos espirituais constituídos por entidades mais simples e ignorantes, portanto com o perispírito mais denso ou “pesado” ficam sujeitos, inclusive, à lei de gravidade permanecendo, por isto,   mais próximos a Terra.

Da mesma forma como a  atmosfera que circunda a Terra permanece presa a ela pela força gravitacional, os espíritos mais limitados, com menos aquisições evolutivas, agrupam-se em colônias espirituais mais próximas à superfície do planeta.

A Lei Universal da Gravidade, que é uma lei de Deus, determina que a massa física do globo exerça atração sobre a matéria perispiritual que constitui o corpo dos espíritos.

Lembramos que, sem dúvida, estes conceitos aqui emitidos são relativos à questão das diferentes dimensões, porém quanto mais atrasado o espírito, mais sujeito ele se acha às leis físicas universais.

Recomendamos a leitura de “A Vida Além do Véu” de Vale Owen “Nosso Lar” , ditado pelo espírito de André Luiz  e “A Gênese” de Allan Kardec,  todos da editora FEB. Estas obras trazem informações basilares e  interessantes sobre o tema.

Dr. Ricardo Di Bernardi www.icefaovivo.com.brImagem removida pelo remetente.
É autor de livros entre eles Gestação Sublime intercâmbio. 
http://www.estantevirtual.com.br/autor/ricardo-di-bernardi

20 julho 2015

Perdão que alivia


O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.


O amadurecimento nos leva a repensar atitudes e relevar muitas coisas que eram tidas como extremamente importantes. A intencionalidade por trás dessa atitude pode ser diversa, mas todas as vezes que abrimos mão da mágoa, da tristeza e de lembranças negativas saímos ganhando.
É importante compreender que o perdão não é um sentimento, mas um estado de espírito, uma disposição interna de realizar algo. Mas eu só consigo colocar em prática uma intenção se estou realmente convencido de que essa é a atitude correta a ser feita.
Paulo, na sua carta aos Coríntios fala sobre o amor. O amor é um sentimento. É através desse sentimento que poderemos chegar à conclusão verdadeira  que a melhor atitude para nós mesmos é conseguir perdoar. Enquanto não tivermos essa convicção íntima a energia não flui de maneira adequada e não nos traz a paz e a certeza de que precisamos para tomar as atitudes necessárias.
Mas como tudo na vida, perdoar é um processo. E como todo processo, tem começo, meio e fim e pode ser treinável. Eu posso educar a minha mente, o meu espírito, o meu cérebro a agir de forma a ficar com a melhor parte. Basta entender.
Vamos fazer uma analogia. Imagine a sua memória como uma imensa caixa de brinquedos. Ali tem coisas novas e velhas, boas e ruins, bonitas e feias. O problema é que todas as vezes que meu espírito pensa, para que esse pensamento chegue à minha mente ele precisa passar pela minha caixa de memórias. Então é fácil entender que ele sai do meu espírito de forma pura e cristalina na sua essência, mas ao passar pelo emaranhado de memórias que carregamos ele se "contamina" e chega no cérebro já modificado pelas coisas que guardo, que armazeno em meu interior.
É por isso que todas as religiões dizem que perdoar é o caminho para a leveza interior. Porque se consigo limpar essa caixa, os meus pensamentos passam a alcançar meu cérebro sem tanta coisa pendurada e aí consigo ter mais foco, mais agilidade e mais conexão com o alto.
No processo de perdoar é importante compreender que nossa memória funciona como uma resistência elétrica. Imagine um ferro de passar roupas. Se você o ligar na tomada ele ficará quente. Enquanto ele estiver conectado a tomada, continuará quente. Porém, mesmo que você o desligue e ele permaneça desligado por meses, no instante em que ele for conectado à tomada se aquecerá novamente. Assim é nossa memória e seus conteúdos. Eles não vão desaparecer. Sempre que houver uma conexão as lembranças boas ou ruins vão encher nosso cérebro nos trazendo as mesmas sensações.
É preciso ressignificar, ou seja, dar um significado novo àquela lembrança. Uma das formas de fazer isso é entrar em contato voluntário com a lembrança dentro de um estado meditativo, nos colocando como observadores do processo, abertos para ver a nossa parte e de coração escancarado para entender os porquês do outro.
Jesus nos lembra no evangelho de Mateus que a estrada é estreita mas que o jugo é leve pra quem se dispor a trilhar esse caminho que traz verdade e vida. Nunca vai ser fácil perdoar verdadeiramente. O crescimento espiritual é das tarefas mais difíceis que temos. Mas as consequências de se tomar essas atitudes volitivamente são maravilhosas. A cada conquista uma alegria imensa.
No processo de perdoar comece por você mesmo. Pegue leve. Tudo vai dar certo. Abra mão das listas de defeitos alheios, das listas de frases ditas nas brigas, das lembranças de atitudes tomadas no calor das discussões. Sejamos menos históricos, não precisamos voltar vinte anos atrás sempre que surge um determinado assunto. É tempo de seguir em frente com leveza. 
Paz e luz!