02 janeiro 2009

FAZENDO DE 2009 UM ANO DIFERENTE

Iniciando mais um ano em nossas vidas, todos sem exceção temos alguns desejos em comum. Queremos ser felizes, atingir ideais, metas traçadas, mudar hábitos, em suma, sermos melhores do que fomos até hoje.
O grande problema é que com o passar do tempo e a volta a rotina diária, esquecemos desses compromissos e mergulhamos de cabeça no trabalho, no estresse, na luta pelo dinheiro, pelo poder, por posições de destaque, entrando na roda viva onde gastamos nossa preciosa energia vital.
É importante que tenhamos em mente alguns preceitos que podem definir o sucesso ou falha da nossa empreita.
1) Em relação a nossa felicidade, vamos pensar em alguns pontos
- Não coloque sua felicidade nas mãos de quem quer que seja. Frases do tipo, "se ele me deixar eu nunca poderei ser feliz, ou se ela não me aceitar assim minha vida não tem sentido", devem ser abolidas do nosso dicionário. A direção da sua vida física e espiritual é 100% responsabilidade sua.
- Não coloque a responsabilidade de sua felicidade em Deus. Um Pai por mais amoroso que seja, não pode fazer a nossa parte no projeto. Sua felicidade ou tristeza é resultado de como você se coloca diante da vida. Deus é sempre por nós, mas não assume o que é nosso.
- Se permita ser feliz. è interessante como muita gente diz querer a felicidade, mas não se permite, mantém padrões de comportamento presos no passado de culpa e mágoa.
2) Traçando metas
- Não exija tanto de você. Aos poucos, devagar, também chegaremos lá. Cada um segue um ritmo de vida, de evolução. Não se compare com outros, respeite as suas características, mantendo sempre acessa a vontade de melhorar. Trace objetivos alcançaveis.
- Se perdoe. Não possível conciliar evolução com autosabotagem.
- A felicidade está ao seu lado. A maioria de nós ainda não percebeu que a maravilha da vida está no caminho e não na meta. O percorrer a trilha é que faz a diferença. Erros e acertos são parte do processo. Na maioria das vezes quando chegamos no alvo, já temos interesse em outro melhor e mais difícil. Quem nunca desejou tanto ir a uma festa e quando chegou lá não foi tão bom assim? A angústia, a ansiedade, a alegria, a espera da festa foram melhores que a festa em si.
O evangelho de Jesus nos mostra o exemplo de Jairo, um dos principais do tempo de cafarnaum, segundo Marcos, Mateus e Lucas. Jairo tinha a filha doente, ela era dada como morta até que Jesus ordenou "Talita, cumi!". Talita é uma palavra em aramaico que expressa uma forma carinhosa de se dirigir a uma criança. A ordem significava "menina, levanta!". O próprio Jesus havia dito que a menina não estava morta, mas dormia, mas riram dele.
A atitude de Jairo nos sugere a forma de encararmos esse ano que se inicia. Ter atitude, fé, acreditar e acima de tudo quebrar paradigmas. Ora, Jairo era chefe da sinagoga, ou seja, no templo de Cafarnaum, era ele quem resolvia o que ia ser lido, quem leria a Torá, qual seria o sacrifício, etc... Falamos aqui de um judeu que entendia profundamente da lei. É sabido de todos que Jesus era visto como um rebelde, e que era perseguido pelos doutores da lei judaica.
Jairo mesmo tendo conhecimento dessa atitude, se prostrou diante de Jesus, o chamou de Mestre e confiou a vida da sua filha a ele. Mateus nos fala que Jairo se dirigiu a Jesus nesses termos - "Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá."
É tempo de mudança! Podemos manter nossa atitude de boi de boiada e seguir o fluxo da vida, ou podemos assumir nossa parte e realmente colocar nossas metas em prática, não importando se outros riem, se caçoam de nossas expectativas e crenças. Jairo quebrou paradigmas e teve sua filha de volta. E você, quando vai ter sua vida de volta? Até quando sua felicidade dependerá de outros e tudo será culpa de Deus? Para aqueles que já se decidiram pelo caminho estreito, é hora de ampliar e aplicar nossos conhecimentos em nosso favor, praticando a caridade em primeiro lugar conosco mesmo.
Paz e luz! Um 2009 de esperança e certeza para cada um nós.
Sérgio

21 dezembro 2008

JESUS PSICOTERAPEUTA. Dr. LUIZ PAIVA.

Abstraindo-nos de qualquer sentimento religioso ou reverencial à figura histórica de Jesus, constatamos que a mensagem que nos legou possui inequívoca aplicabilidade ao homem de todas as épocas. Ela é atemporal.

Jesus foi o Mestre por excelência, não só por dominar todo o conhecimento teológico e escritural judaico de sua época, mas por evidenciar em sua doutrina o Evangelho, a Boa Nova, conhecimentos que transcendem a Filosofia, a Psicologia, a Pedagogia, a Sociologia etc. de nossos tempos. Ele responde às mais pungentes indagações filosóficas, ao mesmo tempo em que desvela a natureza humana e a maneira desta ser transformada para a construção de uma sociedade feliz, composta por indivíduos felizes, realizados. “O Reino de Deus está dentro de vós.”

Revelava assim a nossa natureza crística que nos cabe conhecer ou reconhecer, num encontro profundo conosco mesmo. É a descoberta da nossa verdadeira identidade espiritual, de seres eternos em busca da perfectibilidade. Jung, notável psiquiatra suíço, criador da “Psicologia Profunda”, identificava, já há algumas décadas, o principal arquétipo do homem, a que ele chamou de Self, a instância perfeita de nossa individualidade, que irradiando a sua energia pura, conduz o aperfeiçoamento da personalidade humana em sua marcha evolutiva.

Jesus representa, de alguma forma, o psicoterapeuta do gênero humano, de todos os homens. Sua mensagem vem, sobretudo, salvar-nos de nós mesmos, que insistimos em prestigiar o nosso lado sombrio (a sombra – outro arquétipo junguiano) pela adesão a falsos valores, ao egoísmo e ao orgulho, manifestações diretas do culto ao ego.

Por que a infelicidade se multiplica por toda a parte, hoje e desde o princípio da história, senão pela atitude do homem que elege o ter em detrimento do ser, optando pelo efêmero e as aparências, esquecendo o que é eterno e essencial?

Por que o brasileiro, antes considerado um povo cordial, hoje possui uma das sociedades mais violentas do mundo? A resposta está na nossa adesão ao consumismo voraz, insaciável e a um individualismo insensível. Onde estão os valores de solidariedade e afetividade dos nossos avós? Onde a amizade, a simplicidade, o respeito, a tolerância que nos caracterizavam como povo? O Brasil foi engolfado pelo pior da globalização, cuja teoria econômica repousa no capitalismo selvagem e no individualismo socialmente irresponsável, que nos faz regredir aos primitivos tempos da nossa organização social. A sua inconsistência, em todos os aspectos, fica patente por esta crise econômica mundial em que estamos submersos, se já não o fosse pela fome que acomete mais da metade do Planeta.

León Denis, iluminado filósofo espírita, antecipando-se aos tempos que vivemos, já dizia em seu livro O Problema do Ser do Destino e da Dor: “A filosofia da escola, depois de tantos séculos de estudo e de labor, é ainda uma doutrina sem luz, sem calor, sem vida. (...) Daí o desânimo precoce e o pessimismo dissolvente, moléstias das sociedades decadentes, ameaças terríveis para o futuro, a que se junta o ceticismo amargo e zombeteiro de tantos moços da nossa época; em nada mais crêem do que na riqueza, nada mais honram que o êxito.”

Jesus veio nos salvar desta opção pela infelicidade, mostrando-nos a nossa filiação divina e nossa destinação gloriosa. Ele mesmo foi o protótipo do homem realizado, conectado com o seu Self, iluminado pelo Deus interior, fagulha divina que somos todos nós. Dele falam os Evangelhos: sabia ensinar e falar “com poder e com toda autoridade”. “Ficavam todos convencidos daquilo que ele dizia” (Mc 1,22) “porque dele saia uma força que curava todos os males” (Lc 6,19). Sua terapia era a sua doutrina de amor e seu instrumento terapêutico a sua própria personalidade.

Jesus obviamente não foi um psicoterapeuta como modernamente entendemos, no sentido de tratar traumas e neuroses e transtornos de personalidade, mesmo porque não dispunha na época destes recursos conceituais. Ele o foi no sentido lato, mas profundo, pois conhecia plenamente os processos psíquicos construtivos e destrutivos da vida. Ele detinha as qualidades precípuas do terapeuta, pois quem mais senão ele atingiu a integração da personalidade, a identidade e a individuação? Jung frisa que o próprio terapeuta é o próprio método ou a própria terapia. Nenhum terapeuta pode ultrapassar a si próprio na terapia.


No Livro dos Espíritos, obra básica de Allan Kardec, este assim faz a pergunta nº 625 aos espíritos: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo?” Resposta: “Jesus.”
Simples assim. Assim é que Jesus vem a ser o paradigma, o terapeuta imortal que através dos séculos temos buscado na nossa ânsia de libertação, de felicidade. Mas como tem sido mal interpretado! As interpretações dogmáticas de sua doutrina têm-se constituído em verdadeira camisa de força a desnaturá-la e limitá-la.

Em outra pergunta, a 621, indaga-se: “Onde está escrita a lei de Deus?” Resposta: “Na consciência.” Jesus vem a ser, portanto, o nosso guia para adentrarmos os caminhos do nosso interior psicológico, no processo de integração de nossa personalidade, descoberta de nossa autêntica identidade e conseqüente individuação, ou crescimento, ou evolução psicoespiritual. Isso só acontece pela vivência da lei de Deus, insculpida que está na intimidade de nossa própria consciência. E a lei de Deus, já nos ensinava o Mestre incomparável, é a vivência do amor em suas manifestações mais puras de solidariedade, cooperação, tolerância e fraternidade para com o próximo.

Luiz Antonio de Paiva é psiquiatra e vice-presidente da Associação Médica Espírita de Goiás

19 novembro 2008

XIFÓPAGOS E REENCARNAÇÃO - Dr. Ricardo Di Bernardi

Os chamados xifópagos, conhecidos a nível popular como gêmeos siameses, são aqueles que apresentam seus corpos unidos por um segmento físico. Comumente se observa o uso indevido do termo xiPÓfago, ao invés da designação correta xifópago. A nomenclatura provém de xifóide que é o apêndice terminal do osso esterno (com s ), situado na frente do tórax onde se unem as costelas, isto porque muitos dos xifópagos estudados eram unidos por esta parte do corpo. As ligações (físicas ) podem se efetuar por diversos órgãos ou segmentos corporais , inclusive inviabilizando a gestação ou a sobrevivência de ambos os recém-natos.
Nas situações onde DUAS ENTIDADES ESPIRITUAIS se ligam à esfera espiritual materna e posteriormente ao fluido vital do óvulo, ocorrendo a fecundação, o ovúlo fecundado (zigoto ) sob a influência de duas energias espirituais diferentes tende a se bipartir. No início da embriogênese quando o ovo inicia sua multiplicação, há pela presença de dois espíritos, a separação em duas células que desenvolverão dois organismos filhos.
No processo normal quando há duas entidades espirituais ligadas ao ovo (óvulo fecundado ), a dita separação determina o surgimento de gêmeos univitelineos (idênticos ). No entanto, no caso dos xifópagos , permanecem unidos durante a gestação originando a ligação física entre os dois corpos. Ligação esta que pode se efetuar, inclusive, por órgãos vitais impossibilitando a intervenção cirúrgica especialmente em determinadas áreas do planeta onde os recursos são ainda rudimentares na área médica. Do ponto de vista da CIÊNCIA ESPÍRITA , temos a informação que as pessoas se vinculam energéticamente a outras pela sua postura mental. Há casos, onde esta fixação atinge níveis patológicos de ligação e intercâmbio energético-vibratório.
Espíritos que se odeiam mutuamente, por exemplo, mantém um fluxo de energia entre si prendendo-se reciprocamente. Em muitas circunstâncias, não há possibilidade ,a curto ou mesmo a médio prazo, de se dissolver estas ligações para a recuperação psíquica dos envolvidos. À medida que os anos passam, a imantação se acentua atingindo níveis graves de comprometimento do corpo astral (perispírito) de ambos.
A anestesia temporária, pela terapia da reencarnação , poderá servir de impulso renovador na reconstituição da normalidade.
Considerando sempre que os pais são copartícipes do processo , os vínculos comuns do pretérito é que os leva a vivenciar esta situação. Não são portanto vítimas inocentes de uma lei natural injusta e arbitraria. O reencontro comum pelas afinidades que os atraem por sintonia energética nada mais é que o merecimento ou lei natural de causa e efeito a qual se opera automaticamente.
Inimigos que estabelecem vínculos expressivos e desequilibrantes, retornam juntos e unidos. Não conseguem se separar, jungidos pelo laço extrafísico que se expressará pela equivalente ligação biológica.
Em outros casos, por exemplo obsessões de naturezas diversas onde a dupla se realimenta por vias anormais , e mútuas, só a drenagem para a periferia física dessa ligação extrafísica , poderá facilitar o rompimento energético estabelecido. Renascem então, ligados.
A visão espiritual do processo , além de poder contribuir cientificamente em futuro próximo, para a compreensão da gênese do problema, serve desde já, também, para alertar com relação as consequências das fixações monoideísticas desequilbradas. A terapia da prece, no sentido da doação energética, é o recurso ideal e indispensável para suavizar as dores bem como para apontar soluções . Soluções que em futuro próximo para eles (xifópagos ) se descortinará: A reconciliação, levando a união pelo vínculo normal e saudável do amor...
FUSÀO ENTRE CHAKRAS :

Nos casos onde a mútua magnetização patológica, entre dois espíritos, se opera a nível intelectual, o intercâmbio de forças em desarmonia se estabelece entre seus chakras (Centros de Força) coronários que se situam no corpo energético no alto das cabeças dos espíritos em vias de reencarnarem . Tal situação ocasiona uma verdadeira fusão de energias podendo agir como um só modelo perispiritual de crânio. Assim, a exteriorização física se fará como um modelo único de cabeça para dois corpos.
Em casos de menor intensidade do mesmo fenômeno, observaremos uma união entre dois crânios: Teremos , portanto, xifópagos ligados por dois crânios.Os casos acima comentados são alusivos a ligações a nível mental ou intelectual como, por exemplo: perseguições intelectuais mútuas.
Quando observamos órgãos unidos a nível torácico , o desequilíbrio costuma ser a nível dos sentimentos e o chakras envolvidos são o cardíaco e o gástrico (umbilical ). Quando a união é basicamente pelo aparelho digestivo ou abdomen, ela expressa uma desarmonia mútua a nível emocional (paixões patológicas) , as quais determinaram uma ligação intensa e desequilibrada a nível do chakra gástrico.
A existência de órgãos únicos como por exemplo no aparelho digestivo demonstra a fusão dos chakras gástricos que se comportam como um único chakra. Fusão esta determinada pela intensa troca patológica de vibrações a nível das emoções.

Dr. Ricardo Di Bernardi, é médico homeopata, autor de diversos livros entre eles Gestação - Sublime intercâmbio e presidente do
ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis SC
Acesse no Youtube um interessante vídeo sobre o assunto
http://br.youtube.com/watch?v=TTSK_JWO_Q4&feature=related

02 novembro 2008

SER DOENTE OU ESTAR DOENTE? EIS A QUESTÃO.

A busca pelo equilíbrio, pela saúde, domina o pensamento da humanidade desde a sua criação. A medicina avança a passos largos para cada vez saber muito de pouco, se especializando nos detalhes, mas uma boa parte dos profissionais da saúde já não aceita esse conceito reducionista e tenta lançar um olhar holístico sobre o dilema saúde-doença. Porém esbarramos aí em um atavismo, um padrão inadequado de comportamento que nos provoca o desequilíbrio, uma vez que fugimos da causa verdadeira das mazelas que nos afligem.
A definição de doença varia conforme a crença, a cultura, o entendimento e a época. Podemos definí-la como uma perda do equilíbrio das nossas estruturas físicas. Essa desarmonia pode ser fruto de uma inflamação, de uma infecção, de lesões degenerativas, etc. Baseado nisso o tratamento será feito com medicações alopáticas específicas, atuando nos sintomas.
Ao contrário, uma visão mais ampla pode nos sugerir que a doença física tenha causas variadas. Em algumas doenças temos o que Ramatís chama de "verter para a carne". Ao longo das nossas vidas sucessivas vamos acumulando energia negativa que acompanham nossos atos e pensamentos. Em alguns casos a doença é fruto da "drenagem" dessa energia dos corpos sutis para o físico.
Podemos ter na doença uma missão. Alguns espíritos já são suficientemente evoluídos para exemplificarem a outros um sofrimento produtivo, que se baseia no maduro vivenciar da dor, com a resignação ativa, ou seja, fazendo de tudo para melhorar, mas sem revolta, sem vitimização e sem deixar que isso atrapalhe o crescimento espiritual.
A expiação também é uma opção de causa de doença. Compulsoriamente somos chamados a resgatar atos pretéritos dessa forma, não como castigo, mas para nos mostrar onde erramos, e como devemos priorizar necessidades.
Independente da causa, da origem, do motivo, a forma correta de enxergar a doença é como uma oportunidade.
O sofrimento de uma forma geral não tem sentido nas nossas vidas se não nos leva a reflexões profundas. Não adianta passar pela vida nos enganando. Todos vamos desencarnar, vamos ter sofrimentos, adoecer, etc, isso faz parte da vida. A forma como enxergamos isso é que faz a diferença. Podemos ter um sofrimento que nos acompanha por toda a existência e desencarnarmos sem que ele tenha nos ensinado nada. A questão importante é porque as pessoas se recusam a encarar isso de frente?
A causa principal é o medo. Temos medo de sair da zona de conforto que criamos para nossas vidas, e nos acomodamos em situações absurdas de convivência que nos impedem de crescer, mas não aumentam o sofrimento temporário que provavelmente nos libertaria para vôos mais altos e sadios. Outra causa é o orgulho. Como adimitirmos que estamos errados? É mais fácil culpar outros e seguir em frente como se fossemos vítimas de tudo. E acima de tudo não mudamos porque dói. É doloroso crescer.
O problema de tudo isso é que mantemos um padrão de comportamento que mostra aos outros o que temos de pior. E na maioria das vezes os mais atingidos são justamente aqueles que mais gostamos.
Se mudássemos nossa forma de enxergar a doença e as dificuldades, com certeza a cura estaria mais perto. Não somos doentes. Estamos doentes! Somos filhos da perfeição, da luz. Somos luz! Mas porque nos prendemos a conceitos arcaicos de culpa e pecado nos vemos como devedores eternos e não entendemos que não é pelo sofrimento que cresceremos, mas pelo amor, pela transformação interior. Todo esse processo começa pela auto-análise e pelo auto-perdão. Precisamos nos sentir merecedores.
O maior exemplo disso é a parábola do filho pródigo. O pai ao ver o filho retornando a casa, não o enxotou, não o reprimiu, mas saiu correndo e se lançou em seu pescoço, oferecendo a ele o que de melhor tinha. Assim é nosso Pai conosco. O seu amor nos constrange. É certo que alguns de nós preferem ser surrados, sofrer, chorar, ser tratados como empregado, mas a vida nos reitera a todo momento que do Pai só receberemos amor e oportunidades.
Não somos doentes. Vamos aproveitar nosso estado de saúde eterna, e concentrar nossas energias no necessário para nosso crescimento.
Paz e Luz!


03 outubro 2008

A INTOLERÂNCIA

"E que os tenhais em grande estima e amor por causa da sua obra".
-Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:13).

O apóstolo dos gentios não poderia ter sido mais atual em suas afirmações. Ao exortar os tessalonicenses sobre a importância da fraternidade verdadeira, convidava a enxergar em cada um o que ele faz de melhor, a respeitar e amar as pessoas pelo que elas fazem dentro do plano traçado pelo Cristo e não dentro da nossa ótica distorcida.
Na verdade, essa advertência deve ser estendida a todos os setores da nossa vida, na família, no trabalho, na amizade, e na religião. Emannuel no livro fonte viva, capítulo 24, discorre sobre essa lição de forma brilhante. Realmente é muito mais fácil dedicarmos nossa amizade àqueles que concordam conosco, porém talvez essa não seja a maneira mais efetiva para o nosso crescimento espiritual.
A ótica reencanacionista nos mostra que vivemos entre aqueles que podem nos oferecer a melhor oportunidade de evolução, mesmo que aparentemente pareça ser diferente. A filha rebelde pode ser justamente a companheira do passado que abandonamos. O filho com doença incurável no plano físico pode ser o irmão que induzimos ao suicídio. Toda dificuldade tem raízes profundas em atos anteriores e não devem ser encarados como acaso, mas como uma organizada tentativa dos planos superiores em nos mostrar o que necessitamos.
A medida em que vamos formando nossas opiniões sobre questões importantes, vamos criando uma espécie de bolha de isolamento, onde passamos a nem sequer avaliar a opinião alheia, de tão certo nos julgamos. Isso nos coloca em uma zona de conforto, onde aparentemente somos auto suficientes e tudo pode ser equacionado com nosso ponto de vista. É cômodo, mas pode ser perigoso, pois nos tira a capacidade de deixar aberta a porta para questionamentos e mudanças.
O problema fica pior quando passamos a ser hostis, ou desrespeitosos com pontos de vista diferentes. Infelizmente esse é um problema comum entre espíritas. Somos os herdeiros intelectuais dos hebreus. Julgamo-nos portadores da verdade mais completa que há na terra e passamos a desprezar qualquer ponto de vista em contrário, mesmo que Kardec tenha exortado o contrário, e nunca tenha fechado questão sobre o fim dos ensinamentos que seriam naturalmente enviados pela espiriualidade maior, uma vez que o mundo necessita continuar evoluindo em todos os aspectos.
Olhando por esse ângulo fica fácil entender que toda intolerância com o próximo baseada em discordância de opinião é insensata. Isso não significa não ter opinião formada sobre as questões que nos são importantes, mas simplesmente observar de forma isenta e tentar aprender, ou pelo menos exercitar nossa paciência e tolerancia.
Cada um segue na vida dentro do melhor que pode. Raríssimas hoje são as pessoas que de alguma forma não procuram estar conscientes, não buscam a reforma íntima, a melhora de seu estado emocional, a estabilidade das emoções, etc... Cada um segue por uma estrada que evidentemente tem um fim em comum, mas poderemos demorar a nos encontrar no fim, e nem porisso os que pensam diferente desmerecem nosso apoio.
Paulo é categórico em afirmar que todos os lutam por uma vida melhor e atuam de forma a implantar o evangelho na terra merecem nosso amor e grande estima. Não fala se a pessoa é da nossa religião, ou mesmo se tem uma religião. O que importa são as obras. Devemos realmente fazer um esforço nesse sentido, pois os principais beneficiados seremos nós mesmos.
Não há sentido em conviver somente com quem reza na nossa cartilha, e descatar opiniões em contrário. Na história da medicina vemos que muitas formas de cura, cirurgias, medicamentos, tiveram sua implantação adiada somente porque contrariava interesses nem sempre humanitários. Fazemos isso em nossas vidas diariamente. Por não abrir mão de velhos conceitos mantemos nossas relações desgatadas e infelizes, não abrimos nossa mente nem o coração para pessoas que aparentemente divergem dos nossos pontos de vista, mas que um exame mais minucioso mostraria se tratarem de trabalhadores do Cristo que agem por caminhos diferentes daqueles que elegemos.
A intolerância nos atrapalha em todos os aspectos. Retarda nosso crescimento, adia possibilidades maravilhosas de sanarmos nossas deficiências e conhecermos pessoas interessantes que poderiam nos ajudar muito. É hora de abrir o coração para mudanças, para o diferente, para o contraditório, com respeito e sabedoria.
Que a paz de Jesus nos abrace a todos.