23 maio 2011

Questões sobre um Atentado Terrorista

Questões efetuadas por jornalista espírita
Respostas:  Dr. Ricardo Di Bernardi- ICEF 
 
1ª Questão: O ato terrorista de 11 de setembro de 2001 abalou não somente os Estados Unidos, ele abalou o mundo de uma maneira geral. Nesse acontecimento a Espiritualidade já estava ciente do que estava por vir? 
RDB-  A espiritualidade tem consciência do que está no coração e na mente dos encarnados. Acompanha minuciosamente, as tendências de todos nós. Nossos ódios, nossos amores, nossos planos. Percebe quais as atitudes que estamos arquitetando em nossos espíritos. 
No entanto, os espíritos não interferem em nosso livre-arbítrio. No último momento, os terroristas poderiam mudar suas decisões, dependeria apenas deles. 

2ª Questão: O fato citado pode ter sido amenizado pela espiritualidade? 
RDB - Os fatos sempre são amenizados pela espiritualidade. Amenizados no sentido de que todos, inclusive os terroristas, tem seus protetores espirituais. É imprescindível, no entanto, que os assistidos abram sua mente e seu coração em sintonias energéticas capazes de assimilar as boas intuições. 

3ª Questão: Por que os Espíritos não nos alertaram do evento de 11 de setembro? O mesmo para outros eventos do gênero- Eles podem ou devem interferir em nossos atos?
RDB- Se houvesse interferência total de espíritos, como de Jesus, Maria, ou mesmo de Deus, alterando o curso dos acontecimentos, não existiria estupros, ou crimes hediondos, pois Deus não permitiria. Não existe esta ação ou interferência direta. Há sol, mas quem se coloca à sombra não recebe o sol. Quem está mergulhando no lodo não percebe a luz do sol. É necessário colocar a cabeça para fora da lama para vê-lo. O sol existe e está disponível. A proteção espiritual também, desde que se sintonize com ela.

4ª Questão: Alguns dizem que este acontecimento, por mais abominável que seja, em longo prazo, vai trazer benefícios para a humanidade, pois fará com que o homem repense seu papel perante a vida, embora isto aconteça pelo caminho mais árduo. Existe, realmente, o “mal necessário”? 
 RDB- “O mal é necessário que venha, mas ai daquele por intermédio do qual ele vem”. Palavras de um sábio. Mal necessário significa que: como estamos chafurdando no lodo a sujeira é inevitável, mas não deixa de se sujeira e... Continua valendo a orientação de banhar-se com nas águas do bom-senso. .

5ª Questão: Como são acolhidas essas pessoas que morreram de forma brutal? Há uma atenção especial da espiritualidade? 
RDB- Sem dúvida. Situações excepcionais geram atendimentos excepcionais. Há multiplicação e deslocamentos das equipes de socorro no mundo espiritual.

6ª Questão: Sabemos que cada um tem suas “dívidas” e sabemos também que as provas e expiações são diferentes para cada um de nós. Mas, diz-se que essas pessoas que morreram no atentado teriam de certa forma, o mesmo nível evolutivo. Está correto? 
RDB- Não. Apenas tinham determinados pontos em comum. Da mesma forma, as características e consequências do desencarne delas também são individualmente diferentes.

7ª Questão: Em quase todo acidente percebemos que a espiritualidade de certa forma “retira” algumas pessoas dessa situação de risco: uns desistem de viajar na última hora, temos pessoas que se atrasam, pneus furam... Por que isso ocorre? 
RDB- Trata-se de pessoas que não tinham nenhuma sintonia com o evento. O automatismo da sintonia energética (Lei de Deus) as afasta.

8ª Questão: Há uma onda de ódio e sentimento de vingança no mundo devido a este atentado, como também a outros do mesmo padrão. Quais as consequências, para a humanidade, destas vibrações negativas? 
RDB- Dependerá da evolução deste sentimento. Poderá se diluir, poderá se acentuar. Poderá se regionalizar ou se estender. Conforme a evolução  do mesmo poderão  haver  consequências correspondentes.

9ª QuestãoAlém do ódio, vemos também o medo de uma nova guerra ou de grandes catástrofes que toma conta do mundo inteiro. André Luiz em Nosso Lar relata uma situação semelhante quando da eclosão da Segunda Guerra Mundial. Como o medo pode   agravar este cenário? 
RDB- Pode alimentar o inconsciente coletivo fornecendo energias ou fluidos para os obsessores.

10ª QuestãoPara melhorar o nível das vibrações... Então... Por outro lado também há uma onda de solidariedade poucas vezes vista no globo, qual o efeito disto? 
São energias positivas que os mentores utilizarão para minorar sofrimentos de outros.

11ª Questão: Há cenas chocantes de pessoas que, ao perceber uma morte iminente em uma tragédia, se suicidam. Como é considerado este suicídio pela espiritualidade? 
RDB- É suicídio, embora com atenuantes. Cada caso tem uma repercussão específica. Depende do sentimento de cada um, depende do grau de informação e de muitos outros fatores. Não é possível colocar todos num mesmo grau de responsabilidade.

12ª QuestãoSabemos que o espírito sempre evolui e que não há atraso na evolução. Como encarar a atitude destes terroristas? 
RDB- Sempre evolui “em termos”. Você não está melhor hoje, sexta-feira, pois seu humor pode estar pior que ontem, quinta-feira. Ontem, você fez caridade, auxiliou pessoas, trabalhou muito etc. Hoje, se você está irritado e foi deselegante com sua irmã, não atuou com caridade, etc. Isto é involução? Não! Não se pode medir a evolução por fragmentos de uma encarnação, mas no todo. Nos fragmentos de uma vida pode existir uma aparente involução. Deve-se observar em um contexto mais amplo.

13ª Questão: Como podemos contribuir para mudar a situação do planeta?
RDB- Amando, trabalhando, pensando na Paz. Sentindo a Paz.


Ricardo Di Bernardi é médico pediatra, homeopata, palestrante espírita internacional, autor de diversos livros.
 http://www.estantevirtual.com.br/qau/Ricardo%20Di%20Bernardi

09 maio 2011

Tratamento espiritual das doenças físicas



Palestra feita na primeira jornada médico-espírita de Goiás
A cura espiritual na história

A história nos narra que a crença na capacidade do homem em interagir no processo de saúde e doença vem de longe. Os magos da Caldéia e os brâmanes da Índia buscavam curar pela aplicação do olhar, estimulando o sono e a letargia. No templo da deusa Ísis, às margens do Nilo, a imposição das mãos era usada pelos sacerdotes iniciados, para tentar aliviar o sofrimento de milhares de pessoas. Os gregos, que incluíram no seu modo de vida muita coisa do Egito, usavam a fricção das mãos no tratamento dos doentes. O Pai da medicina moderna, Hipócrates também cita a imposição das mãos.
Quando observamos a tradição judaico-cristã, é interessante notar o contraste. No novo testamento algo em torno de 30 referências à curas feitas por Jesus, seja impondo as mãos, seja soprando, usando barro, deixando sair energia (virtude), etc, mas no antigo testamento, estranhamento somente uma referência de cura por imposição das mãos feita por Naamã, que nem judeu era, conforme nos narra o excelente Pastor Caio Fábio.1
Claro está que Kardec, o grande codificador do espiritismo, não inventou nada ao falar de mediunidade, de cura, de energia, de influência espiritual, mas somente organizou, catalogou, usou a razão e extirpou as idiossincrasias existentes nas crenças superficiais. Mas o que é mais importante, a cura pela transferência de energia entre pessoas sempre existiu no mundo.
A questão não é mais acreditar. Esse tempo já passou! A questão é como utilizar esse conhecimento na nossa própria saúde e no auxílio ao próximo. Manter a descrença nesses fatos é uma escolha dolorosa, que limita a forma como buscamos o equilíbrio energético e espiritual.
Estudamos nesse artigo o tratamento espiritual das doenças físicas, mas não restringimos o tratamento ao processo de envolvimento energético comumente feito por médiuns no centro espírita, aqui nos referimos ao conceito amplo, onde qualquer atitude positiva, volitiva de doação de energia positiva, com ou sem a interferência de trabalhadores espirituais ocorra.
É possível curar o corpo físico atuando energeticamente?
Os inúmeros exemplos de todas as crenças religiosas, seja no passado ou atualmente, nos mostram que é possível.
Sobre isso, Kardec discorre com clareza no capítulo XIV da gênese2 :
“18. - O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.
19. Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde.”
Com estudo, disciplina e perseverança, é possível treinar nossa capacidade de irradiar energia em prol do outro, momentaneamente mais necessitado.
É aconselhável curar o corpo físico atuando energeticamente?
No livro dos médiuns3, os espíritos esclarecem a Kardec que eles se ocupam de boa vontade com a saúde daqueles que lhe interessam. Ou seja, sempre que houver merecimento, positividade, e um propósito bom na cura, ela ocorrerá.
Chico Xavier, no livro plantão de respostas4, que descreve as respostas dada pelo excelente médiun às perguntas ao vivo, feitas no programa pinga-fogo, nos fala que :
“...muitas vezes uma doença física, ou determinada provação em nossa vida doméstica, nos poupa de acidentes afetivos ou acidentes materiais, ou de fenômenos extremamente desagradáveis em nossa vida...”
O resultado dessa equação só não é mais positiva porque insistimos na cura automática, sem rever valores, conceitos e principalmente atirudes, e exigimos a cura rápida para que voltemos a cometer as mesmas atrocidades de antes.
A origem espiritual das doenças.
De forma geral, podemos dizer que o padrão da nossa energia espiritual determina tendências para saúde ou doença, numa tentativa contínua do espírito verter para a carne as anomalias energéticas que se traduzem em doenças físicas, numa forma direta e rápida de harmonizar aquilo que estragamos em outras vidas. As exceções dizem respeito às doenças que procuramos nessa vida, por exemplo, câncer após anos de cigarro, infarto após crise de estresse, diabetes relacionada ao excesso de peso e hábitos de vida incosequentes.
A forma como essa energia adulterada do corpo espiritual atinge nosso corpo físico, obedece à hierarquia espiritual que se inicia no espírito5, caminha pelo corpo mental6-7, atua no perispírito8, influenciando o duplo etérico9-10 e o corpo físico.
Entre todos esses corpos, o ponto de ligação se faz por centros de forças eletromagnéticas11-12, também chamados de chacras, que no corpo físico se ligam, cada chacra principal a uma glândula endócrina e ao cérebro, alterando assim a homeostase corpórea.
O papel do terapeuta
Entender a nossa pequenez nesse processo de cura aonde ainda não compreendemos nada, e somos somente agentes da misericórdia divina atuando através do amor que cura.
Não julgar nunca. Lembrar que somos contra atitudes negativas e equivocadas, mas nunca contra as pessoas que as praticam.
Assumir o conceito espírita de saúde-doença, deixando de lado os atavismos que nos fazem enxergar um Deus sádico que brinca com as pessoas e passando a entender que tudo está certo, na hora certa e passamos por aquilo que melhor nos convém frente a imensidão de coisas que ainda precisamos melhorar.
Treinar-nos na capacidade de identificar padrões de comportamento que levam a doenças físicas e espirituais. Somente mudando a essência, a raiz do problema é que conseguiremos nos transformar.


Referências
1 – Pastor Caio Fábio - A imposição de mãos: uma rápida história e reflexão.
2 – Allan Kardec – A gênese.
3 – Allan Kardec – O livro dos médiuns.
4 – Francisco Xavier – Plantão de respostas. Pinga-fogo II.
5 – Allan Kardec – O livro dos espíritos.
6 – André Luiz (Chico Xavier) – Evolução em dois mundos.
7 – Ernesto Bozzano – Pensamento e vontade.
8 – Emmanuel (Chico Xavier) – Roteiro.
9 – Marlene Nobre – A alma da matéria.
10 - André Luiz (Chico Xavier) – Nos domínios da mediunidade.
11 - André Luiz (Chico Xavier) – Missionários da luz.
11 - André Luiz (Chico Xavier) – Entre o céu e a terra.

05 maio 2011

Onívoros ou viciados em carne? Dra Giselle Fachetti

O ser humano emergiu do selvagem através de um elaborado sistema evolutivo orquestrado pela espiritualidade superior. Neste complexo e gradual processo desenvolveu diversas habilidades que propiciaram sua sobrevivência em ambiente inóspito.

A capacidade de assimilar alimentos variados foi crucial na sobrevivência da espécie humana. Essa característica é uma das variantes fundamentais para o sucesso de uma espécie, por que reflete sua capacidade de adaptação.
Assim, o homem é onívoro em sua origem e, isso contribuiu para perpetuação de nossa espécie. O processo evolutivo não se encerrou com a passagem do selvagem para a razão, ele continua ainda hoje e, destina o homem a angelitude.
Estamos vivendo um processo contínuo e muito bem planejado. Sabemos que a superioridade da espécie humana sobre os outros seres da criação não é pressuposto de poder ilimitado e absoluto, pelo contrário, é pressuposto de responsabilidade.
Se nos dirigimos à angelitude pelo exercício da vida física teremos que, mesmo nesta dimensão, aperfeiçoarmos todos os processos biológicos para que se tornem mais sutis, delicados e eficientes. A transformação se dá inicialmente no espírito e se transfere ao corpo físico por ressonância vibratória da essência espiritual.
Os coordenadores espirituais do processo evolutivo terrestre há bilhões de anos trabalham as inúmeras variáveis desse complexo desafio em seus laboratórios celestiais para que possamos chegar aos limites máximos da evolução humana em nosso planeta.
A transformação da terra de mundo de provas e expiações para orbe regenerativo está em curso e, tempo há para a concretização de cada uma das etapas de tão grandioso projeto.
A ferramenta de transformação é o amor e, o aprendizado do amor é o programa educativo em andamento. O imediatismo distorce e fragiliza qualquer grande projeto.
Quando pretendemos construir virtudes pela repressão de desejos e hábitos ainda arraigados, em oposição à construção de virtudes pela valorização de conquistas já obtidas, estamos repetindo processos falidos em incontáveis oportunidades pretéritas.
Revisemos a história. Quantas punições inúteis, quantas masmorras, quantas fogueiras, quantos crimes travestidos de defesa da fé e da pureza. Pretensas defesas de virtudes e reais exercícios do orgulho e do autoritarismo.
Estamos em um mundo cujo progresso é evidente, porém, não é homogêneo. Ocupamo-nos em buscar soluções para o surto de obesidade em algumas nações, enquanto em outras, assistimos, ainda hoje, o desencarnar de crianças esquálidas sem acesso sequer a água potável.
Ao nos depararmos com tamanha diversidade deveríamos reconhecer a sua utilidade, as diferenças são instrutivas. Elas propiciam análises sob uma ótica mais abrangente. Essa capacidade de enxergarmos múltiplas facetas de uma só verdade nos torna mais humanos, no sentido mais positivo que o adjetivo humano possa ter.  
Enxergarmos mais do que apenas o nosso ponto de vista é sermos capazes de abstrairmos. Abstração é, obviamente, irmos além do concreto, e nos oferece a possibilidade de nos conectarmos com a grandiosidade do universo e com seus valores maiores, aqueles frutos do amor.
O amor gera a compaixão, a fraternidade, a solidariedade. Esses sentimentos devem unir os humanos entre si e, devem, também, nortear suas relações com os outros seres da criação.
Necessitamos da alimentação carnívora, em graus variados dentro de uma mesma população A premissa de que deveríamos abolir a alimentação carnívora por ser um vício odioso é parcial e restrita.
Analisemos, caso todos os terráqueos deixassem de comer carne bovina de hoje para amanhã, o que aconteceria?
Os rebanhos seriam abandonados pelos criadores, ou não? Sem dúvida seriam, já que os pecuaristas deixariam de obter lucros com “seus animais”. Nesta situação proliferariam livremente? Estaríamos, sem dúvida, diante de um acidente ecológico de dimensões trágicas.
As transformações graduais permitem a adaptação e a sobrevivência, portanto a proposta de redução progressiva do consumo de energia de origem animal pelos seres humanos é plausível e factível.
Sabemos que todos os excessos são perniciosos e, constituem atitudes viciosas. A carne é de difícil digestão, se putrefaz no intestino e gera desconforto gastrointestinal quando consumida de forma abusiva. São reais as “ressacas” de carne após lautos churrascos.
Entretanto, o corpo humano necessita de substâncias que não existem em fontes vegetais. As gestantes vegetarianas têm mais anemia que as onívoras. A cianocobalamina, vitamina B 12, previne alguns tipos de anemias.
A cianocobalamina só existe em fontes animais, ou em sínteses de laboratório, através da manipulação genÃ?mica de bactérias. Os vegetarianos têm a opção de usar uma substância sintética para corrigir sua eventual deficiência.
Caso fossemos vegetarianos degenerados em carnívoros viciosos, não haveria sequer uma única molécula necessária à manutenção da homeostase orgânica que estivesse ausente em um cardápio verde.
Como seres em evolução, estamos nos desligando de necessidades mais grosseiras, mais viscerais. É um longo processo, alguns estão mais avançados neste caminho biológico. Outros ainda não o iniciaram. A superioridade não se encontra em abolirmos a carne de nosso prato. Ela se encontra em aumentarmos o amor em nosso coração.
O amor puro irradiado de nosso coração promoverá mudanças necessárias e urgentes, tanto em nossa alimentação como em nosso relacionamento com as outras criaturas de Deus.
Ao equilibrarmos nossos hábitos alimentares, ao evitarmos excessos, conquistaremos saúde física estável. A carne, os doces, as massas, as gorduras devem ter seu consumo limitado, reduzido. Quando toda a humanidade optar por uma alimentação balanceada reduziremos paulatinamente o número de cabeças nos rebanhos e a população de aves e suínos das granjas.
Hoje deveríamos promover o exercício da compaixão. Ao aceitarmos a realidade de que não aboliremos a alimentação carnívora de um dia para o outro, se nos descortinam frentes importantes de atuação cristã, frentes tais como a luta para que a sociedade humana se adapte a uma alimentação cada vez mais frugal.
Iniciemos por reivindicarmos normas de criação e abate dos animais condizentes com a presunção de sermos efetivamente humanos. A crueldade com os animais que servem ao homem deve ser banida. Sua criação deve respeitar necessidades e hábitos de cada espécie.
Devemos buscar o controle, inclusive, das técnicas de plantio e colheita dos vegetais que consumiremos ou, seremos intoxicados por pesticidas contidos nos coloridos legumes e frutas que supomos isentos de toxinas materiais ou etéreas.
A transformação que esperamos envolve uma atitude sustentável em relação à produção de alimentos com responsabilidade ecológica e social.
Trata-se de uma proposta muito maior do que abolir a proteína animal de nosso cardápio diário. Trata-se de abolirmos o que é negativo de nossa existência, de forma gradual e perseverante.
Se hoje ingiro um bife do tamanho da palma da minha mão e, não mais dois quilos de picanha em uma única refeição, eu estou efetivamente colaborando para o progresso da humanidade.
Lutemos por causas viáveis respeitando a adequada oportunidade de escalarmos cada degrau por sua vez. E mais, respeitemos os que ainda engatinham nessa jornada. Só assim, construiremos uma rede social produtiva e construtiva, que honra verdadeiramente o seu mestre maior, Jesus, O Cristo.

25 abril 2011

Jornada médico-espírita de Goiás - Dra Giselle Fachetti

Palestra que será feita na primeira jornada médico-espírita de Goiás
Bases científicas e morais em favor da vida

Esse é um assunto de grande interesse e pretendo abordá-lo por um ângulo diferente de raciocínio. Estamos em um ambiente Espírita. Todo sabe que o abortamento provocado é incompatível com a caridade cristã e, que o abortamento espontâneo reflete a vontade do Pai em nosso benefício.
Entretanto, existem grupos poderosos se organizando para ampliar as possibilidades de abortamento dentro da legalidade, ou melhor, não sujeito à punição por lei. Tais esforços estão progredindo no legislativo brasileiro e devemos estar preparados para defendermos a vida além de nossas trincheiras.
Por isso, levantaremos argumentos laicos em defesa da vida considerando, ainda, as repercussões orgânicas e psíquicas de tais ações.
Enquanto ocorrem 90 milhões de nascimentos por ano na terra, ocorreriam 50 milhões de abortos no mesmo período, desses, cerca de 30 milhões seriam provocados.
Esses números são repetidos em diversas publicações, o que não os torna, de fato, reais. São estimativas que pretendem nortear decisões, porém, sua autenticidade não pode ser comprovada.
Um olhar laico para essa questão permite uma abordagem que repercuta de forma mais abrangente. Aqueles que valorizam a ética e a cidadania, ainda que desconheçam as realidades extra-físicas, terão uma oportunidade de se defrontarem com os dados que ofereceremos e, após uma reflexão poderão construir suas próprias opiniões, livres da manipulação ideológica parcial que vem sendo orquestrada.
Pretendemos que as opiniões se formem sobre dados reais e convicções íntimas e, não em função de idéias de grupos políticos radicais, que se digladiam buscando o poder e medindo suas forças conforme imponham, ou não, seu pensamento ao povo.
O abortamento é a interrupção da gravidez antes que o feto alcance 500g de peso ou 20 semanas de gestação, ou seja, enquanto a vida do concepto é inviável fora do útero materno.
Inicialmente, a palavra abotto origina-se da união da proposição latina ab, dando geralmente a idéia de afastamento, mais a palavra ortus, também latina, que significa nascimento, resultando a expressão abortus ou não-nascimento. Ainda refere-se a "interrupção da gravidez fora do seu termo natural", com isso, a morte referida traduz a não conclusão do tempo gestativo da mulher e do feto e, a morte deste.
Os abortamentos podem ser classificados como espontâneos ou provocados.
O abortamento espontâneo pode ser de uma forma simplificada e resumida, dividido em precoce, tardio e habitual. O abortamento provocado, por sua vez pode ser punido por lei ou não estar sujeito a punição legal.
O evento espontâneo ocorre em cerca de 10 a 20 % das gravidezes clinicamente diagnosticadas.
A constituição brasileira permite a interrupção da gravidez quando a gestação representa risco de vida para a mãe, ou quando, é resultado de estupro. Sendo desnecessária a comprovação da agressão sexual ou a obtenção de autorização judicial para que a intervenção cirúrgica seja efetuada.
O processo de abortamento espontâneo se dá pelo trabalho de abortamento, muito semelhante ao trabalho de parto. Ocorrido o óbito embrionário os demais tecidos ovulares também degeneram. Isso leva a uma redução no volume da gravidez e uma menor aderência da placenta à parede uterina. Aparecem contrações uterinas regulares que levam a uma dilatação do colo do útero. Assim o conteúdo intra-uterino pode ser expulso. O processo pode ser completo ou incompleto, com maior ou menor grau de sangramento.
O grande risco do abortamento provocado é a dilatação abrupta do colo uterino, por ação de instrumentos sólidos ou medicamentos indutores de contrações não fisiológicas, em uma gravidez que por estar em curso, tem seu volume habitual e a placenta firmemente ligada à decídua endometrial materna.
Hemorragias podem ser conseqüentes a lesões do colo uterino, de órgãos adjacentes ou pela presença de restos placentários ainda aderidos à parede uterina. Infecções ocorrem pela presença de restos de tecido desvitalizado na cavidade uterina, ou mesmo, pela contaminação direta pela utilização de instrumentos inadequados para a dilatação cervical e retirada da gravidez de seu sítio de implantação.
Atualmente a esterilidade, como conseqüência de um abortamento provocado, não é tão freqüente quanto já foi, mas existe. A infecção subseqüente pode, por sua vez, levar a obstrução das trompas de falópio ou aderências intra-uterinas que impedem uma futura gravidez.
O sentido da vida deve ser discutido filosoficamente quando se cogita em admitir que a vida embrionária não tenha o mesmo valor que a dos já nascidos.
Se a vida no planeta Terra é fruto de uma grande seqüência de coincidências, seu valor não seria maior no ventre materno do que fora dele.
A teoria de Darwin foi fruto de uma brilhante e longa observação da natureza e permitiu que novas questões relativas á origem das espécies fossem abordadas. Não temos como negar que se trata de uma explicação lógica para muitos eventos da natureza.
Entretanto, existem questões que a seleção natural e o acaso não esclarecem. A evolução da vida no planeta terra sendo fruto meramente do acaso é um evento estatisticamente impossível.
Senão vejamos: a possibilidade de que apenas a metade das enzimas necessárias ao metabolismo protéico de uma célula sejam obtidas pela combinação aleatória de moléculas é de 1/10 elevado a 1000. Ou seja, quase impossível.
Se analisarmos a produção por combinação aleatória das 100 mil proteínas necessárias para o metabolismo de um mamífero, o tempo necessário para que essas coincidências ocorressem seria maior do que a idade do nosso sistema solar.
A teoria de Darwin explica e comprova parte da verdade relativa à origem da vida no planeta. O próprio Darwin não pretendia, com sua teoria, confrontar a doutrina teísta, tanto que guardou seus manuscritos por longos vinte anos antes de publicá-los.
Ele, brilhantemente, concluiu que cada célula portaria informações de todo o organismo, isso antes do conhecimento dos genes, mas não explicou os saltos genéticos que propiciaram fases de grande proliferação da vida na terra.
Até hoje uma questão aparentemente simples não foi explicada. O que faz que uma célula totipotencial embrionária se diferencie em um ou outro tecido? Como se forma um organismo tridimensional a partir de uma célula? A forma e tamanho dos órgãos nem sempre são características definidas por genes, já que eles se manifestam através da síntese de proteínas específicas.
Além disso, já verificamos que o crescimento de um fígado transplantado se dá conforme o tamanho do receptor e, não do doador, que é o dono do patrimônio genético.
Á essas questões Rupert Sheldrake pretendeu explicar com a tese da existência de campos mórficos. Esses campos existiriam além do indivíduo, preservando e transmitindo modificações de hábitos e aprendizado de grupos de animais.
Além dessa tese, a tese da auto-regulação permite que entendamos a influência do todo na parte e, vice-versa. O universo é uma rede de conexões que permitem que haja influência de cada parte no todo e, do todo em cada parte.
Entretanto, ainda assim faltam dados para o entendimento da vida. A presença de um planejamento inteligente parece ser a única teoria capaz de explicar todos os aspectos da origem da vida no universo.
Isso não torna as outras teorias falsas, o que nos mostra é que a verdade universal ainda não é conhecida e, que várias evidências científicas apontam para o planejamento inteligente. O que entendemos é que essas teorias apenas explicam parte do quebra-cabeças e, quando pretendemos torná-las absolutas elas se fragilizam.
Entretanto o planejamento inteligente permite que interconectemos todas as teses e, entendamos tanto suas limitações quanto sua importância real. A idéia do planejamento inteligente oferece à vida física uma importância especial, pois existe pressupõe um sentido e um objetivo maior para essa experiência.
Os defensores da legalização do abortamento provocado, ou como o eufemismo que agora propõem, da descriminalização da interrupção da gravidez, alegam que a mulher tem direito de decisão sobre seu próprio corpo.
Sem dúvida é uma realidade, entretanto devemos considerar algumas premissas básicas do direito. Primeiro é que em nossa constituição o maior direito entre todos os direitos humanos é o direito à vida.
A democracia nos ensinou que nosso direito termina aonde começa o do próximo. Portanto achamos claro que o exercício do direito de escolha seja feito enquanto não existe outro indivíduo envolvido na questão, ou seja, antes da concepção. E, é para isso que se prestam os mais variados métodos contraceptivos adaptáveis aos mais diversos perfis de saúde dos casais.
Portanto, se a vida é o direito primordial, é necessário que saibamos em que momento ela se inicia. Para os embriologistas não é fato questionável que se inicie no momento da fecundação. Pois o zigoto é efetivamente a célula que formará o novo organismo vivo em sua complexa estrutura.
Outra questão que se impõe é se o embrião sente, se ele teme? Existem inúmeros estudos de psicologia que detectaram que traumas vividos ainda durante a vida intra-uterina, vieram a desencadear fobias no infante, ou no adulto.
Estudos comprovam uma ligação emocional do recém nascido com sua mãe, comprometida em sua qualidade, quando essas mães não aceitaram a gravidez. Situação que é mais grave quando as mães chegaram a tentar o abortamento provocado.
A literatura nos relata casos em que o recém nascido se recusava a aceitar o peito materno, mas mamava normalmente em uma estranha. Ao estudarem a mãe em questão, foi constatado que ela havia tentado o abortamento no início daquela gravidez.
O abortamento não punido por lei vem sendo realizado na rede pública. A lei não exige a comprovação de que aquela gestação foi fruto de estupro. Tal fato torna o processo acessível para os casos de gravidezes indesejadas ou não planejadas. São os primeiros passos do processo de legitimação da interrupção voluntária da gravidez.
A questão da dor e desespero materno são, obviamente, significativas. Entretanto, o embrião, que não participou do ato criminoso será punido com pena capital apesar de inocente. Essa é a única circunstância em que se aceita a pena capital em nossa sociedade. E perguntamos, qual a justiça de uma pena que pune não o verdadeiro criminoso, o estuprador, porém um inocente, o embrião?
Os psicólogos têm grande experiência com mulheres que já fizeram abortos no passado. É um processo vivido com dor, ainda que esta seja negada (Bert Hellinger). A dor emocional que acompanha a mulher que provocou um abortamento é de tal ordem que geralmente faz adoecer.
O que vemos em nosso dia a dia, em clínica ginecológica, é que a maioria absoluta das mulheres que passaram pela experiência de um abortamento provocado vive esse processo com culpa. Elas se mostram arrependidas e, imaginam que não conseguirão superar essa dor.
Sabemos que é possível vencer essa situação com auxílio terapêutico e espiritual. E, que não serão necessárias diversas encarnações para expiação dessa falta. Sabemos que o amor cobre a multidão dos pecados e que nenhum de nós encarnados tem um passado incólume. Portanto todos buscamos a reparação de nossos equívocos e, todos seremos bem sucedidos ao buscarmos os caminhos do amor.
Ainda assim, devemos reconhecer que mesmo que o indivíduo faça uma opção racional e lógica por uma interrupção de uma gravidez, as chances de haverem severas seqüelas emocionais são bastante significativas e, os argumentos legais e feministas não oferecem alívio para esse tipo de dor.
Existem grupos organizados em defesa da descriminalização do abortamento provocado patrocinados por entidades internacionais que se identificam com a causa do planejamento familiar. Existem grupos políticos influentes no congresso cujas bases se remetem aos grupos feministas de esquerda. Essas organizações trabalham de forma discreta e insidiosa. Estão usando os casos extremos como meio de mobilização.
Os termos estão sendo modificados, a utilização da descriminalização do abortamento e da antecipação terapêutica do parto. Este último, eufemismo, para interrupção de gravidezes nas quais os fetos tenham defeitos congênitos severos. Eufemismo, pois, seria terapêutico se tratasse alguma doença, o que, certamente, não ocorre.
A grande questão é que se propõe a realização dos abortamentos provocados pelo serviço público de saúde para que um menor número de mulheres morram por práticas inseguras. Qual é a chance real de que as mulheres com uma gravidez indesejada obtenham essa assistência no serviço público?
Hoje, todos, sabemos das grandes deficiências de nosso sistema público de saúde. Sabemos ainda que exista um prazo para que se realize o abortamento provocado sob assistência médica com alguma segurança, antes da 14ª semana da gestação.
Façamos um paralelo. Pensem vocês, uma mulher com seis filhos, pobre, precisa de uma laqueadura tubária para não mais gestar, pois tem dificuldades com os métodos reversíveis. Será que ela conseguiria essa cirurgia pelo SUS? Quanto tempo ela levaria para conseguir?
Bem, se fosse um abortamento, a criança já teria nascido no momento em que chegasse sua vez.
Voltemos à questão dos números. Os livros textos repetem incansavelmente os mesmos números assustadores sobre os índices de mortalidade materna no abortamento inseguro. Números esses inexatos. Ao verificarmos os registros de óbitos e dados do SUS, esses números não estão lá registrados.
Alega-se que ocorrem entre 1.000.000 e 1.500.000 abortamentos inseguros, por ano, no Brasil. Os números que encontramos são tão dispares que variam entre 300.000 e 3.000.000, por ano, em nosso país.  
Teoricamente a mortalidade do abortamento provocado inseguro deveria ser três vezes superior aos índices de mortalidade materna.
Os índices de mortalidade materna no Brasil são de 75/100.000 nascidos vivos (2007). Esse índice foi corrigido em relação às sub-notificações. Quando não se estuda detalhadamente os prontuários das mulheres mortas em idade reprodutiva existe um sub-registro que colocaria os índices em 54/100.000 nascidos vivos. Podemos inferir, portanto, que pode haver um erro nos registros de cerca de 25%, para menos.
Quando buscamos os números absolutos de mortes maternas temos valores bem inferiores ao que esperaríamos, se tal fosse a real freqüência de abortamentos inseguros. Vejamos, se tivermos 1.500.000 abortamentos inseguros por ano, com mortalidade três vezes maior que a mortalidade materna em gestações que evoluem ao seu termo. Esperaríamos que tivéssemos cerca de 3.375 mulheres mortas por abortamento inseguro a cada ano em nosso país.
Qual o registro que encontramos?
Em 2007 a mortalidade materna no Brasil, foi, em números absolutos do DATA SUS de 2175 mulheres. Dessas 133 morreram por abortamento. Geralmente os livros textos relatam que 13% das mortes maternas ocorrem por abortamento. Os números do DATA SUS mostram valores menores.
Seria esse número inferior ao esperado em função de sub-notificação?
Existem recursos estatísticos, e técnicos, para se detectar as mortes maternas não reportadas, que permitem os ajustes de dados nas taxas que relatamos. Os índices de correção não seriam maiores que 25%.
Assim, os números de 2007 e dos anos seguintes podem conter erros nas casas de centenas, mas, definitivamente, não na casa de milhares.
O Data SUS mostra que morreram 118 mulheres por aborto em 2008 e, 160 em 2009. Ainda que corrijamos esses índices acima dos fatores de correção teremos não mais que 300 mortes por anos por abortamento.
Na realidade não deveríamos ter que contar uma morte sequer já que absolutamente todas as vidas são essenciais, inclusive desses 1.500.000 embriões.
O que pretendemos mostrar é que existe uma deliberada manipulação de números para impressionar a opinião pública com o fim de obter a legalização de um procedimento que é contrário a consciência da maioria de nossa população.
Vejamos os número de mortes de mulheres por outras causas, DATA -SUS /2009.






CAUSAS ÓBITO
MENACME
QQ IDADE
GRAVIDEZ,PARTO E PUERPÉRIO
1.707
 -
ABORTO
   160
 -
AGRESSÃO
3.284
4.163
ACIDENTE TERRESTRE
   950
6.733
NEOPLASIA GENITAL
2.933
11.644
NEOPLASIA MAMÁRIA
3.015
11.925
SUICÍDIO
1.396
1.805

A agressão à mulher causa 20 vezes mais mortes que o abortamento, o câncer de mama da mesma forma. Será, então, verdadeiro o argumento que se fizermos esses abortamentos pelo SUS teremos significativa redução do número de mulheres mortas?
Não seria prioridades reduzirmos os índices de mulheres mortas por câncer de mama, câncer de colo de útero e suicídio? Tais números são bastante expressivos em relação aos de mortes maternas por abortamento.
E quanto aos profissionais envolvidos nesse processo? Os servidores do SUS que realizariam o abortamento provocado são médicos, médicos ginecologistas e obstetras.
Os médicos que já trabalham pelo SUS não são obrigados a realizar qualquer procedimento contrário a sua ética e moral.
A maioria dos médicos tem postura contrária à realização desse procedimento. A estrutura de saúde teria que realizar concursos públicos específicos para obstetras comprometidos com a realização dos abortamentos provocados.
Imaginemos a situação de um profissional que admite publicamente sua posição em conformidade com a realização dos abortamentos provocados diante de uma população que tem 90% de reprovação a essa ação.
Discutamos ainda os custos desses procedimentos. São procedimentos cirúrgicos realizados em ambiente hospitalar sob anestesia. Será que nosso combalido sistema de saúde suportaria mais esse gasto? De onde sairiam os recursos?
Se existem recursos para essas intervenções, ainda ilegais, por que esses recursos não são hoje usados para proporcionar partos sob analgesia para as mulheres assistidas pelo SUS?
Tal benefício é previsto na tabela do SUS, mas raramente suas beneficiárias obtêm esse privilégio. Ainda hoje, no ano 2011 as brasileiras têm seus partos como as mulheres da idade média os tinham, com dor, muita dor...
Assistência a mulher deveria envolver uma sólida orientação sobre métodos contraceptivos, a disponibilização desses métodos, o acompanhamento cuidadoso do planejamento pré-concepcional, do Pré – Natal, do parto e dos primeiros anos de vida dos infantes.
Assim reduziríamos não só a mortalidade materna, mas também a mortalidade Peri-natal.
A educação por si só reduz a taxa de fecundidade e, a redução isolada desta taxa permite dramática redução nos índices de mortalidade materna. Quando reduzimos a taxa de fecundidade de oito filhos por mulher para dois filhos por mulher, na ausência de qualquer risco na gravidez, diminui a chance de uma mulher morrer por causa ligada à maternidade de 1:16 para 1:63. A mesma melhora é vista na redução da mortalidade materna de 800 para 200 por 100.000.
Concluímos que medidas efetivas de educação e assistência à mulher, em termos de sua saúde reprodutiva, terão maior impacto positivo quanto aos riscos da maternidade do que a legalização do abortamento provocado em gravidezes indesejadas ou não planejadas.