06 maio 2014

Preparando crianças para o reencarne


Existe na espiritualidade um local de amor dedicado ao preparo de espíritos que desencarnaram como crianças e adolescentes e que precisam reencarnar. Esse local é chamado de Lar da criança menino Jesus e está localizado junto à Colônia Esperança, coordenada por Eurípedes Barsanulfo.
Desde 2003 nosso grupo mediúnico tem tido o prazer de poder visitar esse local durante o desdobramento consciente, e temos aprendido muito, além de nos trazer um imenso prazer poder interferir positivamente de alguma forma na vida desses pequenos.
O espírito não tem idade, esse ensinamento é óbvio, mas esses irmãozinhos acolhidos naquela casa de luz, permanecem ainda muito ligados à materialidade do planeta, e a maioria conserva a forma do momento do desencarne. Na sua maioria passaram por processos dolorosos, que buscaram sozinhos, recalcitrando no erro e na dor, ou por processos expiatórios necessários ao desenvolvimento de aspectos específicos, sempre visando a evolução espiritual, nosso desiderato final comum.
Gostaria de trazer dois aspectos que observamos com frequência na assistência amorosa a esses irmãos. Os mentores nos orientam sempre a trabalhar neles a diminuição da culpa e do remorso. Durante o preparo reencarnatório, quando as provações são discutidas e implementadas, o excesso de culpa pode atrapalhar, impondo sofrimentos desnecessários, exatamente como fazemos aqui na Terra, já reencarnados. 
Os mestres sempre nos lembram que Deus é um Pai amoroso, misericordioso, e não aquela figura soturna e vingativa apresentada no velho testamento. Aquela interpretação era necessária naquele momento histórico, não mais. Dessa forma, hoje mesmo podemos estar nos sabotando, exigindo de forma muito rígida, atitudes que virão com o tempo, com a perseverança, mas de maneira leve. Temos uma urgência desnecessária em nos corrigir, e nos transformamos nos nossos piores obsessores.
O trabalho no Lar da criança nos mostra que tudo deve ser feito dentro de um equilíbrio. Há tempo de cobrança, de planejamento, de aprendizado, de execução. É Eclesiastes sempre presente nas nossas vidas. Sabedoria de Salomão. 
Outro aspecto digno de nota é que todas as crianças sem exceção nos pedem para auxiliá-las a não ter facilidades excessivas. Quando ouvimos isso e vemos como as crianças de hoje são tratadas, fica bem claro o paradoxo. Hoje, criamos crianças folgadas e sem compromisso com a espiritualidade. Porém é exatamente o contrário que elas estão nos pedindo.
Imagine-se como um Pai ou Mãe que permanecesse na espiritualidade enquanto o filho de coração reencarna. O que você desejaria a ela? Suplicaria aos futuros Pais que o orientassem na honestidade e na ética? Pediria que eles tivessem uma orientação religiosa qualquer, sabedores que a vida eterna é a vida espiritual?
Bom, aqui estamos! Cabe a nós fazermos isso no hoje, aqui e agora. Esse é o melhor momento para colocar em prática aquilo que as crianças nos pedem antes de reencarnar. Elas querem ser tratadas com amor, carinho e respeito, mas não pedem facilidades excessivas, ganho sem mérito. Não vamos estragar a programação da espiritualidade, colocando em nossos filhos, sobrinhos, netos e amigos, conceitos que não se coadunam com a vida espiritual.
Vivemos temporariamente na carne, mas com objetivos espirituais. Tudo passará, menos aquilo que conquistarmos em espírito. Quando a situação for boa, desfrute-a. Quando a situação for ruim, transforme-a. Quando a situação não puder ser transformada, transforme-se.
Paz e luz!

19 janeiro 2014

“As Ordens da Ajuda”, segundo Bert Hellinger. - Dagmar Ramos


“As Ordens da Ajuda”, segundo Bert Hellinger. 

                                                                por  Dagmar Ramos
 

Sabedoria -   Bert Hellinger
 

O sábio concorda com o mundo tal como é,

sem temor e sem intenção. 

Está reconciliado com a efemeridade

e não almeja além daquilo que se dissipa com a morte. 

Conserva a orientação, porque está em harmonia,

e somente interfere o quanto a corrente da vida o exige. 

Pode diferenciar entre:

é possível ou não, porque não tem intenções. 

A sabedoria é fruto de uma longa disciplina e exercício,

mas aquele que a possui, a possui sem esforço. 

Ela está sempre no caminho e chega à meta,

não porque procura.

Mas porque cresce. 
 

Bert Hellinger nos fala da “arte” da ajuda (As Ordens da Ajuda – Atman Editora), como uma faculdade que, por um lado, pode ser aprendida e por outro, exige do ajudante uma sensibilidade para compreender aquele que procura ajuda. Compreender o que é adequado no momento, o que dá e o que tira força, o que pode erguer o que procura ajuda acima de si mesmo, para “algo mais abrangente”.
Ele vê a ajuda como compensação, como algo que serve não só ao que recebe mas ao que doa. Em relação aos nossos pais, esta “compensação” diante do presente grande demais que recebemos deles, a nossa própria vida, só é possível através do passar adiante para os nossos próprios filhos, para a vida que segue.
Portanto, o tomar e o dar, diz ele, “acontecem em dois níveis, entre pessoas equiparadas, exigindo reciprocidade e entre pais e filhos, superiores e necessitados, quando o tomar e dar se assemelha a um rio que leva adiante o que recebe em si”.  Essa ajuda última, pressupõe que nós tenhamos recebido e tomado, somente assim teremos a necessidade e a força de ajudar outros.   
Percebemos, com freqüência, nas Constelações Familiares, situações onde, por diversas razões, o “filho” não tomou dos pais, ou de um deles, tudo que deveria, ficando portanto com este bloqueio no fluxo natural do amor e da ordem, com prejuízo para o seu desenvolvimento e amadurecimento, revelados, muitas vezes, na dificuldade em dar, em passar adiante e também em receber de forma madura.

Focando principalmente na “ajuda” no âmbito da terapia, Bert Hellinger nos apresenta as suas “Ordens da Ajuda”: 

1ª-  Dar apenas o que se tem e somente esperar e tomar o que se necessita”.

Portanto a desordem aqui acontece quando uma pessoa quer dar o que não tem, e a outra quer tomar algo de que não precisa. Também ocorre quando uma pessoa não pode dar algo porque tiraria da outra algo que só ela pode ou deveria fazer. Portanto, existem limites no dar e no tomar. Pertence à arte da ajuda, nos diz B. Hellinger, percebê-los e se submeter a eles. 

2ª- “Nos submetermos às circunstâncias e somente interferir e apoiar à medida que elas o permitirem.”

Olhar junto com aquele que procura ajuda, pois o querer ajudar contra as circunstâncias enfraquece tanto o ajudante quanto aquele que espera ajuda ou a quem ela é oferecida ou, até mesmo, imposta.
Na situação de uma doença hereditária, por exemplo, ou nas conseqüências de acontecimentos gerando  circunstâncias externas e internas inalteráveis, não admiti-las leva a ajuda ao fracasso.
...”Para muitos ajudantes o destino do outro parece difícil e querem então mudá-lo, nem tanto porque são procurados para tal , mas porque o próprio ajudante não consegue suportar este destino. E quando o outro, mesmo assim, se deixa ajudar por eles, não é tanto porque precise disso,  mas porque deseja ajudar o ajudante. Então esta ajuda se torna tomar e o tomar a ajuda, doar”.
 

A ajuda na relação entre pais e filhos.

“ Os pais dão e os filhos tomam. Os pais são grandes, superiores e ricos, os filhos pequenos, necessitados e pobres.”

Bert Hellinger nos fala aqui do profundo amor mútuo que liga pais e filhos em que o dar e o tomar podem ser quase ilimitados. Os filhos podem esperar quase tudo de seus pais e os pais estão dispostos a dar quase tudo aos seus filhos. Isto é necessário, na sua opinião, é a ordem nesta relação. Entretanto, alerta, “é a ordem enquanto os filhos ainda são pequenos, pois com o avançar da idade, os pais devem ir colocando limites aos filhos, com os quais estes podem entrar em atrito e dessa forma, amadurecerem.”

Colocar limites então, é a condição para que os pais possam preparar os filhos para a vida de adultos e isto é prova de um grande amor. Muitos filhos ficam com raiva de seus pais porque preferem manter a dependência original, contudo “é justamente porque os pais se retraem e desiludem essas expectativas, que ajudam seus filhos a se libertarem dessa dependência e, passo a passo, a agirem por própria responsabilidade.”  Somente assim, continua, “os filhos tomam o seu lugar no mundo dos adultos e se transformam de tomadores em doadores”.

 

3ª – “Colocar-se como adulto diante do adulto que procura ajuda; evitar a relação de transferência com os pais”.

Bert Hellinger neste tópico nos alerta sobre os riscos de querermos substituir os pais daqueles que nos procuram para ajuda, evitando assim as chamadas transferência e contra-transferência.  Ressalta porém as condições em que, momentaneamente damos continência enquanto ajudantes, ao sentimento expresso por aquele que teve precocemente um movimento interrompido em direção aos pais. Neste momento estamos representando os pais reais do cliente, sem pretensão de ser melhor ou maior que eles, evitando assim o desprendimento dele de seus pais reais.
Quando lidamos com crianças, a mesma observação é válida e ao estabelecermos sintonia com os pais reais, respeitando-os “de coração”, a ajuda pode ser eficaz mesmo que momentaneamente temos que representar para elas, os pais afastados numa situação de interrupção prematura do movimento em direção aos filhos.
“A desordem neste caso seria permitir que um adulto faça reivindicações ao ajudante como uma criança aos seus pais, e que o ajudante trate o cliente como uma criança, para poupá-lo de algo que ele mesmo precisa e deve carregar – a responsabilidade e as conseqüências”, afirma Bert Hellinger na obra já citada.

 

4ª- “A empatia do ajudante deve ser menos pessoal e  sobretudo sistêmica”.

Não se envolver pessoalmente com o cliente, esta a 4ª ordem da ajuda, segundo Bert Hellinger, mas vê-lo fazendo parte de uma família. Desta forma o ajudante pode, ao entrar em sintonia com o campo familiar do cliente, perceber quem nesta família precisa realmente de ser respeitado, visto e a quem o cliente precisa se dirigir para reconhecer os passos decisivos e caminhar.
Muitas vezes esta “empatia sistêmica” é sentida como dura pelo cliente, particularmente quando este está manifestando reivindicações infantis. Ao contrário aquele que procura uma solução, de maneira adulta, sente o procedimento sistêmico como uma “libertação e uma fonte de força”.
Na relação professor-aluno a observação desta “ordem” é fundamental para que o professor-ajudante possa encontrar soluções nos conflitos trazidos pelo aluno-cliente, geralmente frutos de emaranhamentos familiares complexos. À medida que o professor está mais em contato com sua própria ordem familiar, estará mais preparado para esta ajuda diante do aluno e da escola. 

5ª- “O amor sem julgamento”.

Sair do julgamento, da diferenciação entre os bons e os maus, da preocupação com a “opinião pública” são instrumentos imprescindíveis para ampliarmos nossa consciência e agir de forma profunda na ajuda que pretendemos. Estar a serviço da reconciliação e não do conflito é dar imediatamente espaço no coração para aquele que é criticado pelo cliente, acusado de algoz de seus pretensos males. Neste caso, se damos lugar na nossa alma àquele que é alvo da crítica do cliente, estamos antecipando o que ele ainda precisa fazer, o movimento em direção à reconciliação. 
 

Observação, percepção, compreensão, intuição e sintonia.
 

Bert Hellinger, ao discorrer sobre estas “qualidades” do ser humano, nos orienta sobre a “gama de possibilidades” no ato de ajudar.
A observação é “aguda, precisa e direcionada para os detalhes”. E por ser tão precisa, ele diz, “é também limitada, próxima, resoluta, penetrante e, de certa forma, impiedosa e agressiva”. É a condição para a “ciência exata e para a técnica moderna”, conclui.
A percepção é “distanciada”. Embora seja imprecisa nos detalhes, abrange a vista, vê o todo, os detalhes, mesmo imprecisos, ao seu redor e no  seu lugar, percebe simultaneamente várias coisas. Um outro lado da percepção é que ela “entende o observado e o percebido ... ela vê por trás do observado e percebido, entende o seu sentido, acrescentando à observação externa e à percepção, uma compreensão”. A compreensão “pressupõe observação e percepção”. Sem a observação, afirma, “o observado e percebido permanecem sem relação”.  A observação, a percepção e a compreensão compõem um todo, na opinião de Bert Hellinger e apenas quando atuam juntas é que “percebemos, de forma que podemos agir de um modo significativo e sobretudo, também ajudar de um modo significativo”.
A intuição é “a compreensão súbita da próxima ação a ser realizada”. Enquanto a compreensão, neste conceito, é mais geral, entendendo todo o contexto e todo o processo, a intuição, ao contrário, reconhece o próximo passo e por isso é exata. A relação entre a intuição e a compreensão é semelhante à relação entre a observação e a percepção, na sua opinião.
A sintonia é “a percepção que vem de dentro, em um sentido amplo”. Está também direcionada a uma ação, principalmente a uma ajuda que conduz à ação. A sintonia exige que “eu entre na mesma vibração do outro, que chegue à mesma faixa de onda, sintonize com ele e, assim, entenda-o”. Para entendê-lo, preciso também entrar em sintonia com sua origem, principalmente com seus pais, mas também com seu destino, suas possibilidades, seus limites, com as conseqüências de seu comportamento, sua culpa e, finalmente, com sua morte.
Então eu posso de fato ser o instrumento preciso e adequado da ajuda, numa ordem superior: 

            “ Em sintonia, eu me despeço de minhas próprias intenções, meu      

 julgamento, meu superego e daquilo que ele quer, DO QUE EU DEVO E PRECISO FAZER. Isso quer dizer: eu chego à mesma sintonia comigo e com o outro. Dessa forma, o outro também pode entrar em sintonia comigo, sem se perder, sem precisar ter medo de mim. Também posso estar em sintonia com ele e permanecer em mim mesmo. Não me entrego a ele, em sintonia com ele conservo a distância e, exatamente por isso, posso perceber precisamente o que eu posso e devo fazer, quando eu o ajudo. Por isso a sintonia é também passageira. Dura somente o tempo que dura a ação que ajuda. Depois disso cada um volta à sua vibração especial. Por isso, não existe na sintonia transferência nem contratransferência, nem a chamada relação terapêutica, portanto, nenhuma tomada de responsabilidade pelo outro. Cada um permanece livre do outro.” 

Estas observações, percepções, compreensões, intuições de Bert Hellinger, embora mais direcionadas à ajuda no processo psicoterapêutico, estão em sintonia, na minha opinião, com a ajuda também na relação professor-aluno.  Tomar consciência destas qualidades inerentes e/ou passíveis de aprendizado e treinamento, podem contribuir para um processo educacional que contribua para a formação do Ser Humano.
 
Dagmar Ramos é médica homeopata e facilitadora das Constelações Familiares. Trabalha ainda com psicossíntese e dependência química.

19 maio 2013

Dinâmica Energética no Resgate coletivo - Dr. Ricardo Di Bernardi

Nestas semanas que se sucederam ao infeliz episódio de incêndio em uma boate, no Rio Grande do Sul, ocasionando o desencarne coletivo de 241 pessoas, nós temos lido, em conceituados jornais e revistas espíritas, conceitos e explicações extremamente tímidas no que concerne às causas do lamentável evento.
Desde as primeiras obras psicografadas por Chico Xavier no século passado já eram mencionados os fenômenos de fluxo das energias, as sintonias entre campos vibratórios do psicossoma e o magnetismo impresso nas moléculas do corpo espiritual. Campos energéticos que atraem outros semelhantes pelo automatismo da Lei de Ação e Reação.   Estamos em pleno século XXI e constrangidos, observamos o deficiente conhecimento desta fenomenologia por significativo segmento dos adeptos  do Espiritismo. 
Associando-se ao precário estudo, há uma excessiva preocupação a não atribuir-se o fenômeno da “culpa” às vítimas correlacionando o fato às vidas pretéritas. Prefere-se uma postura semelhante às religiões tradicionais, entendendo que o fenômeno decorreu do livre arbítrio de todos e de uma mera fatalidade. A Doutrina Espírita não é assim.
É verdade que a espiritualidade superior não arquiteta uma meticulosa ação que reúne num mesmo lugar, criminosos de ontem para se tornarem vítimas de iguais sofrimentos causados a terceiros. Sucede sim, é a Espiritualidade Superior amparar amorosamente àqueles que trazem em sua estrutura, em seus tecidos perispirituais o magnetismo que os ligará automaticamente a um determinado fato.   Os campos vibracionais do perispírito são geradores de ondas que exteriorizam arquivos pretéritos e essas energias buscam, pelo automatismo da natureza, situações pontuais.
Também, é verdade que atribuir a mera causalidade fatos de tamanha gravidade como desencarnes coletivos, seria demonstrar o desconhecimento da Lei Universal  e do  mecanismo perfeito e automático da dinâmica energética que todos  Seres geram com  atos, pensamentos e sentimentos. Em função da falta de profundo mergulho em obras como “Mecanismos da Mediunidade” e  “Evolução em Dois Mundos “ lemos posturas, aparentemente modernas, de críticas às explicações do resgate coletivo, tais como no circo em Niterói R.J.,   quando o emérito  Chico Xavier recebeu, psicograficamente, informações de que também em um circo romano aquelas pessoas participaram de atrocidades.  
Existem no perispírito, de cada um de nós, trilhões de núcleos energéticos que armazenam os detalhes do “modus vivendi” das mais longínquas encarnações. Cada núcleo destes emite uma frequência de onda com características específicas. O conjunto dessas energias gera uma vibrante psicosfera que determinará fragilidades, tendências, vocações e valores, os quais pela “Lei de “Ação e Reação” proporcionam altíssimas probabilidades de sermos atraídos á determinados eventos.                
A concepção de um Deus antropomórfico, pleno de emoções, embora esteja distante da real proposta da filosofia espírita é, infelizmente, ainda uma realidade em nosso meio.  Ainda existem entre nós os  que imaginam Deus como interveniente em questões específicas e até mínimas de uma pessoa. Deus é  Inteligência e  Amor Universal, imutável e suas Leis são as Leis Naturais de um automatismo perfeito. Nós próprios somos co-criadores e construtores do nosso destino. 
O papel dos espíritos superiores que supervisionam as reencarnações não é  nem organizar incêndios em circos nem enviar para tais locais pessoas para pagarem o mal que fizeram, como uma pena de talião, “olho por olho dente por dente”.   
Não há necessidade de se regatar o mal com sofrimento nem este é o mecanismo do Amor Universal, sem dúvida é trabalhando e amando que se resgata, preferencialmente. Só abrirá a porta da dor quem não buscou a porta do labor e do amor. Apesar disto, enquanto  existirem catástrofes no nosso orbe, a dinâmica das energias determinará uma  tendência a magneticamente atrair a esses  locais  os Seres que trazem  em seus campos perispirituais  as moléculas cujas vibrações tem a frequência , comprimento de onda, brilho, luminosidade, cor e odor específicos compatíveis com o evento. Cabe aos Espíritos de luz, nos intuir a  modificarmos ou atenuarmos nossas  energias levando a nos isentarmos das situações que não são inexoráveis, mas evitáveis por posturas psíquicas de elevado nível vibratório. 
Amemos muito e estudemos mais.  
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Dr. Ricardo Di Bernardi www.icefaovivo.com.brImagem removida pelo remetente.
__,_._,___
-- 
NEOPE - VPCC - FEC
Núcleo de Estudo e Orientação da Pesquisa
Vice-presidência de Cultura e Ciência Espírita
Federação Espírita Catarinense

24 março 2013

Casos especiais. Dr. Ivan Herve


Numa clara demonstração do emprego da apometria na melhora e reversão dos mais variados quadros clínico, fica comprovada com os casos abaixo relatados. Nenhum deles apresenta quadro espiritualmente severos, mas sim sintomatologia ligadas a fatos passados em encarnações anteriores. Servem para demonstrar que, muitas vezes, quadros aparentemente difíceis de entender, provém de situações vividas  no passado, decorrentes de situações espirituais marcantes para aqueles pacientes. Daí o quadro clínico existente. Vamos aqui relatar apenas o quadro clínico. Isto é o presente e o passado onde ele se originou.

Caso 1 -  Paciente sofre da Síndrome do Pânico. A Síndrome surgiu quando, aos 5 anos de idade sofreu um gol no futebol. As crises que haviam passado, voltaram. Os médicos querem que volte a tomar medicamentos. No decorrer do tratamento compareceu uma encarnação em que era membro de uma equipe de jogo de pelota, comum entre os maias daquela época (800-900 AC). Nele, a equipe perdedora tinha a cabeça decepada. Tratado, o paciente ficou bem. Não conhecíamos esse jogo, mas, posteriormente  em um livro de história maia, encontramos uma fotografia reproduzindo  o mesmo.
Caso 2 – Paciente espírita,  relata que toda a vez que se mediuniza sente intenso frio da cintura para baixo. Em uma das encarnações passadas, era monge tibetano, costumava, com seu grupo, sentar-se em uma geleira a meia noite, tentando liquefazer o gelo, em busca da iluminação. O tratamento o curou.
Caso 3 – Paciente com 8 anos de idade, adotado, muito agressivo, pouco sociável e detesta crianças. No decorrer do tratamento, médiuns videntes viram a banda dos “Mamonas Assassinos”, recentemente desencarnados, cantando com o menino e a mãe. Perguntados, ambos responderam que ele tocava dia e noite as músicas do grupo. Como aceitamos o fato, conversando resolvemos o problema. Não conseguimos esclarecer a ligação da mãe e do menino com o grupo.
Caso 4  -  A menina nasceu normal. A mãe conta que moravam com uma senhora que os ajudava e era muito doente. Aos 10 meses de idade a menina foi levada pela senhora a uma casa de religião. Lá fez trabalho de troca de vida. A senhora ficou bem e a menina doente. Quando souberam do fato, saíram da casa da senhora e, desde então, procuraram auxilio médico e espiritual, sem resultado. Atualmente, a menina entende tudo mas fala bobagens, fala língua estranha, rodopia pela casa. Após vários atendimento foi negociada a sua libertação, e, agora fala claramente, bem mais calma, compreendendo tudo o que se fala. Praticamente recuperada, mas ainda continua o tratamento.

Caso 5 -    Trata-se de uma menina de 8anos que apresenta vômitos, com certa freqüência. Desde que nasceu usa plasil, diariamente. O diagnóstico médico após inúmeros exames é de flacidez pilórica. Alimenta-se excessivamente. Iniciado o tratamento compareceram companheiros de encarnações anteriores e faixas da Babilônia e de Roma onde eram glutões inveterados, que comiam excessivamente, provocavam o vômito e tornavam a comer. Tratada, ficou curada inclusive não mais tomou plasil.
Caso 6  -   Paciente com 7 anos de idade, estudante e residente no interior do estado. Em atendimento à distância, solicitado pelos familiares porque, algum tempo vem muito inibido, insone (não dorme) e por vezes agressivo. Relata que já morreu várias  vezes. Indo à igreja, com a avó, relata que ajudou a bater em Jesus Cristo. Levado a exame psiquiátrico, foi recomendada internação. Em nosso atendimento foi verificado encarnação de soldado romano na Judéia, na época de Jesus Cristo. Tratado rapidamente o quadro desapareceu, não mais retornando.

12 março 2013

ENERGIA - A consciência escolhe!

A ciência tem dificuldade em definir a energia. A visão mecanicista que confere o caráter de máquina ao ser humano diz que tudo é máquina. “O corpo é uma máquina! A mente é uma máquina! A alma é uma máquina!” (Jacque Monod) – eminente Prêmio Nobel. Pois bem, como podemos entender a energia acreditando apenas em um “fantasma” dentro de uma máquina? A palavra “energia” aponta para muito além dela mesma. Não precisamos nos identificar com o “rótulo” que a palavra tenta representar. A energia é muito mais que aquilo que tentamos explicar sobre ela. Em termos matemáticos, a energia sempre estará sendo definida segundo outros parâmetros. A mais importante de todos os tempos sem dúvida é a tão conhecida expressão: E = m.c2. Energia é o produto da massa pela velocidade da luz ao quadrado. Nesse exemplo, energia é um “ente” observável que depende de outros “entes”. No caso, energia depende da massa e da velocidade da luz. Vejamos o que outro eminente físico tem a dizer sobre a questão: “É importante perceber que, na física atual, não temos o conhecimento do que é energia. Entretanto existem fórmulas para calcular certas quantidades numéricas. É algo abstrato no sentido que não nos informa o mecanismo ou a razão para as várias fórmulas” (Richard Feynman). Energia seria uma certa abstração matemática que não tem existência fora da relação funcional com outras variáveis ou coordenadas, que de fato tem interpretação física e que pode ser medida. Sabe-se que a energia não pode ser criada e nem destruída obedecendo a tão pesquisada e confirmada lei da conservação da energia. Então, o que é energia? Podemos ficar com a clássica definição de energia como sendo a capacidade de realizar trabalho, ou a que eu prefiro, a capacidade de “fazer algo acontecer” ( David Watson). Dentro da física quântica, energia assim como sua correlata matéria são ondas de possibilidades. Possibilidades de escolha da consciência em “fazer algo acontecer” e esse “algo” é a realidade. Você cria a sua realidade!
Quando estudamos nosso corpo físico percebemos que o mesmo é constituído por cerca de 70 trilhões de células. Essas células são formadas por moléculas que são constituídas por átomos. Nesse reducionismo mental, podemos imaginar a quantidade de átomos que fazem parte do nosso corpo físico. Podemos imaginar a complexidade de funcionalidade biológica que cada órgão possui ao incluir essa infinidade de átomos na constituição dos mesmos. Cada átomo é uma unidade composta. Cada átomo apresenta em sua constituição muito mais “espaço” que “matéria” propriamente dita. A “energia” contida no espaço que delimita o átomo é que dá oportunidade ao mesmo de existir. Sem o espaço não haveria a forma. Sem a forma não perceberíamos o espaço. Seria uma natureza indivisa e una. Uma natureza repleta de energia e possibilidades. Algo fora do sistema tem que “causar” uma perturbação nessa natureza una e indivisa capaz de manifestar a forma e o espaço simultaneamente. O nosso corpo físico está inundado por espaço. O corpo físico aponta naturalmente para além dele mesmo com o simples pensar na constituição dos elementos que o compõem. O corpo físico manifesto aponta para o não manifesto que o sustenta e da-lhe a forma. Há um campo de energia sutil que envolve cada átomo, cada individualidade composta e esse campo pode ser “sentido” quando desenvolvemos uma certa sensibilidade para que o percebamos. Um campo único de energia mantém a forma e podemos entrar em contato com essa energia se focarmos a atenção nesse campo sutil que envolve o corpo físico.
O espaço que “permeia” os meus átomos é o mesmo espaço que “permeia” os seus átomos. A realidade fundamental una e indivisa une tudo o que pode se manifestar no espaço-tempo eisteniano. O mundo externo é formado pelos mesmos constituintes do mundo interno. O grosseiro e o sutil são feitos da mesma substância. A separação aparente entre o que é interno e o que é externo – acreditem – é aparente! Necessitamos dessa separação, necessitamos do espaço-tempo para obtermos conhecimento. Precisamos conhecer. Sem a aparente separação não haveria percepção e sem percepção não haveria memória e sem memória não haveria aprendizado. O problema está em não compreender a separação como aparência e o comportamento refletir essa compreensão. Podemos entender a separação como uma necessidade para a evolução e desenvolvermos uma capacidade de comportamento baseado na unidade que envolve a todos os seres sencientes. Todos os corpos físicos que estão separados são unidos pela natureza una e indivisa de uma mesma realidade não local e fundamental. Mesmo após a morte do corpo físico, ainda assim, permanece um corpo sutil que ainda é mantido pela energia dessa natureza una e indivisa sob o comando da consciência, porém agora sob uma plasticidade maior onde o externo e o interno ainda existem, mas em “frequências” diferentes e, nessa dinâmica, campos dentro de campos, uma infinidade de “moradas” podem surgir refletindo o avanço da consciência rumo a “alturas” cada vez maiores. Espaço e forma coexistem e são necessários para o aprendizado. Mas até quando? Até sermos um com o Pai. Vivemos em uma diversidade rumo a unidade. Vivemos em uma polaridade rumo a unidade.
A energia é a capacidade de fazer algo acontecer. Quanta coisa pode acontecer? Quantas possibilidades podem se manifestar para que a complexidade da consciência também se manifeste? Infinitas possibilidades. A energia, assim como a matéria (quarks) são ondas de possibilidades. A atualização das possibilidades em fato manifesto se dá pela presença da consciência. Pelo ato psíquico da observação. A sempre presença da essência de cada um de nós está em um eterno aprendizado. Seja em que campo estejamos, isto é, estejamos aqui no espaço-tempo de Einstein ou fora dele após a morte física, estaremos sempre presentes e observando e cocriando a realidade. Átomos sempre existirão a disposição para que a realidade seja cocriada. A atualização descendente das possibilidades ascendentes fará com que a realidade assim formada seja uma certa mistura em dois domínios: possibilidades e fato manifesto. Aonde quer que a consciência esteja, seja no corpo físico colapsando as possibilidades da matéria grosseira, seja no corpo sutil colapsando as possibilidades da matéria sutil, esses dois domínios da realidade sempre estarão presentes. A coerência nos faz pensar até quando existirá dois domínios da realidade? A resposta é a mesma: até o dia em que finalmente conseguirmos sermos um com o Pai. Há ainda outro ponto a ser considerado pela intuição. Parece que há uma necessidade de retorno ao mundo da matéria grosseira para que o aprendizado seja consolidado. Para que as experiências sejam “educadas”, para que o EGO seja transcendido e incluído dentro da consciência. Para que haja nova oportunidade para dar novos significados ao temas dos arquétipos. Para que haja cada vez mais identificação com a “essência” verdadeira dentro de cada um e, dessa forma, o passado seja dissolvido e qualquer outra identificação com a mente e seu oceano interno de atividades (pensamentos, sentimentos, memórias, medos, paixões, vingança e etc e etc.) também seja dissolvido e haja realmente o despertar coerente das ações plenas no momento presente, sem passado e sem futuro. Parece esquisito, mas essa realidade é possível.
Estamos “imersos” na energia que sustenta a forma. Lembrem-se sempre da síntese da evolução da forma e da energia baseado nos estudos de Teilhard Chardin e Ken Wilber: O aumento da complexidade da forma é acompanhada pelo aumento da complexidade de expressão da consciência e a energia vai se “sutilizando” nesse processo. A consciência de maneira criativa utiliza-se das possibilidades ascendentes da matéria e energia e “causa” (causação descendente e transcendente) a realidade concreta e objetiva na qual vivencia. O aprendizado se faz possível em virtude da aparente separação entre sujeito e objeto. Tudo “arquitetado” para que a consciência expresse-se e conheça. Há uma presença capaz de “observar” o conteúdo da mente (conteúdo esse feito da mesma “substância” que qualquer objeto externo e grosseiro). A visão mental é uma ferramenta poderosa, porém insisto mais uma vez que não há necessidade de identificação da “essência” (consciência) com o conteúdo da mente. Nós não somos os pensamentos, sentimentos, emoções, medo e etc da mesma forma que não somos nossos carros, casas e etc. Somos muito mais. Quanto mais nos despertarmos para a realidade transcendente, mais plenos e felizes nos tornaremos. Quanto mais conseguirmos viver o momento atual e agora, mais plenos e felizes ficaremos. Equilibrar o interno com o externo é tarefa fundamental e urgente para o momento atual. Que o nosso comportamento possa refletir essa compreensão. Coerência. É isso!
Abraços fraternos

Milton Moura


Cardiologista - Eletrofisiologista, Ativista Quântico e Facilitador Psych-K