17 fevereiro 2015

Mal de alzheimer na visão espírita - Dr. Inácio Ferreira

O mal de “Alzheimer”, assim chamado por ter sido descrito, pela primeira vez, em 1906, pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, é uma doença degenerativa com profundas causas espirituais.
À semelhança de outras patologias psiquiátricas – diria, com maior propriedade, espirituais! –, como, por exemplo, a esquizofrenia, o mal de “Alzheimer”, cujo gene desencadeante, mais cedo ou tarde, a Ciência terminará por descobrir, tem no espírito a sua origem.
Ousaria dizer, nesta rápida análise, que a referida enfermidade, que, sem dúvida, vem, dia a dia, crescendo nas estatísticas médicas, longe de ser causa de prejuízo para o espírito reencarnado, surge justamente em seu auxílio, neste período decisivo para todos os que se encontram vinculados à Evolução do planeta.
Não mais se constitui em novidade para os estudiosos do Espiritismo que muitos, de alguns lustros para cá, estão tendo as suas últimas oportunidades sobre a Terra, aonde vem ocorrendo o mesmo fenômeno que provocou em Capela o êxodo de milhões e milhões de espíritos recalcitrantes. 
 Em maioria, as vítimas do “Alzheimer” são espíritos vitimados por processos de “auto-obsessão”, necessitados de ajuste com a consciência em níveis que nos escapam a qualquer tentativa de apreciação imediata.
Não fosse assim, não se justificaria que o espírito reencarnado, por vezes, permanecesse no corpo com as suas faculdades intelectuais suspensas por tempo indeterminado – muitos enfrentam tal prova por mais de 10, 15 ou 20 anos! –, quais mortos-vivos cuja existência carnal parece ter perdido o sentido.
Não vamos aqui trazer à baila a questão das provas compartilhadas com os seus demais familiares consanguíneos, mesmo porque, infelizmente, tais familiares (existem exceções) costumam se livrar dos parentes atacados pelo “Alzheimer”, confiando-os aos cuidados de uma clínica ou, simplesmente, trancafiando-os num dos cômodos isolados da casa, insensibilizando-se.
O objetivo, porém, destas nossas considerações, que muitos amigos vêm nos solicitando, é dizer que o doente, total ou parcialmente, desmemoriado, está entregue a si mesmo para um ajuste de contas com o cristalizado personalismo de outras eras – às vezes, não tão distante assim –, com o seu despotismo inconsciente, com o seu excessivo moralismo…
Temos, neste Outro Lado da Vida, tido a oportunidade de acompanhar a muitos que se retiram do corpo, pela desencarnação, que, sem que sejam considerados insanos, se mostram completamente alheios a si mesmos, esquecidos do que foram e do que são, à mercê de reencarnações à distância das situações sócio-econômico-culturais, inclusive religiosas, em que se perderam do Cristo!
Estes espíritos, por ação da Misericórdia Divina, mergulhados num esquecimento, que não é o provocado pelo choque biológico da reencarnação, antes que, em definitivo, entrem na lista dos desterrados, terão oportunidade de recomeçar alhures, com a mente não mais obsessivamente fixada nas ideias equivocadas que vêm ruminando a muitas existências, vivendo num círculo vicioso difícil de ser rompido.
Portanto, a nosso ver, o “Alzheimer”, é uma doença auxiliar do espírito, que se, aparentemente, o desmorona intelectualmente, o faz ressurgir dos escombros de si mesmo com uma nova perspectiva existencial – bênção diante do qual alguns lustros de alienação do espírito, mergulhado em semelhante processo de “reconstrução íntima”, nada significam!
INÁCIO FERREIRA
FONTE: http://radioboanova.com.br/artigos/alzheimermalespiritualumpoliticoacimadequalquersuspeita/

07 fevereiro 2015

Doenças da alma - Dezir Vencio

Doenças da alma

Foto:Elson souto
Desequilíbrios do espírito acabam por refletir no corpo físico. Depressão e anorexia são alguns dos exemplos dos distúrbios que nos prejudicam
Thamy Gibson,Da editoria de Cdades
Em um mundo cada vez mais acelerado, a preocupação com a saúde física tem se tornado maior, no entanto, o mesmo não ocorre com a saúde espiritual. Muitas pessoas a ignoram, sem saber que ela pode ser a causa de diversas doenças que afligem o corpo humano. De acordo com o médico nefrologista Dezir Vêncio, 72, é importante zelar pelo físico, isso auxilia na melhora da qualidade de vida, porém a saúde do corpo depende da saúde do espírito. “Eu posso zelar de mim, que sou corpo, mas eu tenho que cuidar de mim, que também sou espírito”, explica.
As doenças da alma, como são popularmente conhecidas, são desequilíbrios do espírito que acabam por refletir no corpo físico. Os casos mais comuns são os de câncer. Mas o que pode causar esses desequilíbrios? Os erros e pecados cometidos aos quais o homem não busca reparar, cultivar o rancor e o ódio. As causas vêm, então, de falhas no espírito.
“Quando se erra em vida, é preciso se reparar. É preciso perdoar, cultivar boas energias dentro de si, ajudar ao próximo”, afirma o médico.
Nem todas as enfermidades causadas pela desarmonia do espírito são físicas. A depressão, por exemplo, é uma doença psicológica e bastante comum nos dias atuais. “Ela pode ter causas em vidas anteriores e causas nessa vida atual, depende do meu comportamento”, diz Dezir.
O médico explica ainda que existem casos em que a doença se manifesta por um desequilíbrio externo que acaba sendo absorvido pela pessoa. “Se um garoto vê os pais brigando muito, está em um ambiente instável, seu espírito pode se desarmonizar e ele desenvolverá a doença”, conta.
Para se prevenir, o conselho de Vêncio é conciliar o cuidado do corpo com o da alma, cultivar boas energias, perdoar, orar e meditar. Nos casos em que a pessoa já sofre com alguma doença, é possível encontrar diversos tratamentos para complementar aos cuidados médicos, como o magnetismo praticado pelas populares Benzedeiras, acupuntura, apometria, cromoterapia, entre outros. “Esses tratamentos complementares, o amor próprio, as preces, as orações, são o melhor tratamento. Nesses momentos você joga para dentro de você toda a energia positiva e você vai se auto-curar”, esclarece ele.

CAUSAS ORGÂNICAS
É importante explicar que nem todas as doenças são causadas por um desequilíbrio espiritual. Muitas delas têm causas orgânicas, “vamos supor que o seu apêndice inflamou, isso não acontece por causa espiritual, apenas não quis funcionar direito” ou por falta de vigilância, “se eu me vigiar, eu não vou pegar aids”, explica Dezir.
O médico afirma ainda que cada doença nos transmite uma mensagem de que algo está em desalinho com o nosso corpo; sendo assim, precisamos ouvir essas mensagens e mudar as nossas atitudes no intuito de alterar o nosso destino para melhor.
DOENÇAS ESPIRITUAIS MAIS COMUNS
  • Câncer: Quando o corpo sofre com um crescimento desordenado de células que invadem os limites normais do corpo e destroem tecidos adjacentes, podendo se espalhar para outras partes do corpo, em um processo conhecido como metástase.

  • Depressão: É uma doença crônica e recorrente, produz alteração do humor que tem como características a tristeza, apatia, baixa autoestima, culpa, podendo refletir no sono e apetite.

  • Anorexia: Distúrbio alimentar que gera perda de peso excessiva, acima do que é considerado saudável para o peso e idade.

  • Bulimia: São episódios de ingestão exagerada de grandes quantidades de alimentos com alto teor calórico, seguida por um sentimento de culpa. A pessoa que sofre de bulimia geralmente utiliza meios indevidos para evitar o ganho de peso, como indução do vômito, uso de laxantes e jejum prolongado.

  • Enxaqueca: Fortes dores de cabeça geralmente acompanhadas por náusea, vômito, sensibilidade a luz e ao som.

TIPOS DE TRATAMENTOS
  • Magnetismo (Benzedor): É um curador destinado a curar pessoas através de rezas combinadas com gestos, usando ainda de ervas ou qualquer outro objeto que considere ter poderes de cura.

  • Acupuntura: Tradicional da medicina chinesa, consiste em aplicar agulhas em pontos definidos do corpo buscando resultados específicos para cada caso que está sendo tratado.

  • Apometria: Trabalha a projeção da consciência mediante comandos energéticos mentais.

  • Cromoterapia: Tratamento de cores para harmonização do corpo, utiliza lâmpadas de 25 watts colocadas próximas ao corpo por um curto período de tempo.
  • Meditação: Ato de intensa concentração, que busca esvaziar a mente para depois preenchê-las com pensamentos positivos e boas energias.
  • Passe: O médium transmite fluidos espirituais benéficos ao passar as mãos diante da pessoa que deseja ser curada, pode ser realizado também através do olhar e sopro.

08 agosto 2014

Energia Sexual - Origem do masculino e do feminino

O Sexo tal qual vivenciamos agora, como seres humanos reencarnados, estruturou-se no decurso de incontáveis milhões de anos. Todos nós já tivemos inúmeras vivências que passamos tanto na dimensão física como na dimensão espiritual, isto vem ocorrendo desde que fomos projetados como fagulhas infinitesimais a jorrar da fonte Criadora. Todas as nossas aquisições, sem exceção, decorreram de inúmeras experiências adquiridas nas passagens pela vida material e pela vida extrafísica e estas inúmeras passagens ocasionaram, em cada um de nós, estímulos diversos determinando as características que hoje apresentamos.
Desde o átomo, onde o núcleo atrai os elétrons, até os seres de níveis mais elevados do universo, que trocam intensos fluxo de amor, a energia sexual pulsa como força geradora de união e progresso. É longo e infinito o caminho a ser percorrido na estrada do progresso.
A sede real do nosso sexo, não se acha, de forma alguma, no veículo físico, mas sim na profundidade espiritual, em sua estrutura complexa. Da mesma forma, a formação do sexo masculino e feminino provém de tempos imemoriais quando ainda éramos um simples princípio espiritual que se tornaria Espírito no escoar dos infinitos milhões de anos. O instinto sexual já se expressava quando os primeiros agrupamentos de mônadas celestes se reuniam magneticamente umas às outras; tais quais núcleos e elétrons se atraem no microcosmo e sóis e planetas interagem trocando energias no macrocosmo.
É sobejamente conhecido, de todo estudioso das questões espirituais, que a essência do espírito não tem sexo, mas no transcorrer de nossa longa jornada reencarnatória adquire-se peculiaridades individuais que hoje expressamos energeticamente através de uma polaridade, que pode ser mais ativa (masculina) ou mais receptiva (feminina) na esfera da sexualidade.
A polaridade masculina ou feminina presente em nós, tanto no corpo astral como na exteriorização biológica, construiu-se lentamente, desde as primeiras encarnações do princípio espiritual. Os princípios espirituais, desde o início do seu mergulho na dimensão física, traziam em sua constituição um “gênero” no teor de força, ou seja, uma condição intrínseca que se expressava em energias predominantemente ativas ou passivas. E, conforme estudamos na magnífica obra, Evolução em Dois Mundos, os Seres Coordenadores da evolução em nosso Planeta estimularam tais pendores ou tendências energéticas.  
A intensificação das tendências energéticas ativas e passivas favoreceu o futuro surgimento do masculino e feminino. O aparecimento do sexo, no veículo físico, iniciou-se nas bactérias e células primitivas nas quais já se observavam, em algumas delas, qualidades magnéticas positivas ou negativas, isto é, ativas ou receptivas. Essas tendências, segundo informações de autores extrafísicos, foram estimuladas pelos Orientadores Espirituais encarregados do progresso do planeta Terra. O surgimento do masculino e do feminino elaborou-se lenta e gradativamente, portanto, desde a origem do Espírito.  

Dr. Ricardo Di Bernardi
Médico homeopata                                

07 agosto 2014

Utilizando os nosso talentos

Cada ser humano que reencarna traz intrinsecamente capacidades pessoais de realizar algumas tarefas de forma mais fácil. A isso damos o nome de dom ou talento. Espiritualmente falando, são conquistas adquiridas pelo esforço próprio.
Temos o péssimo hábito de pensar no passado espiritual somente vendo erros, mas isso é equivocado. Também tivemos muitos acertos, sofremos muito para vencer tendências inferiores e conquistar qualidades que hoje estão conosco no dia a dia e parecem ser naturais da nossa personalidade, mas na verdade, após muito trabalho foram incorporadas à nossa maneira de ser.
A questão primordial é que ao reencarnarmos a utilização desses talentos é uma condição natural e esperada pela espiritualidade maior que conta com essas nossas características para o bom desempenho da nossa atual vivência. Quando abrimos mão de utilizar as características positivas que carregamos, abrimos brechas para que a nossa inferioridade fale mais alto.
Para evitar que isso aconteça devemos nos programar espiritualmente para exercer aquilo que já sabemos. Antes de mais nada é preciso ter orgulho de praticar atitudes positivas e espiritualizadas. Vivemos em um mundo de expiação e provas onde os chamados "vencedores" são na maioria das vezes pessoas aferradas ao materialismo com todo o cabedal de atitudes negativas que isso exige, como a mentira, o roubo, a hipocrisia, etc. Se formos nos preocupar com isso não chegaremos a lugar nenhum. Temos de conseguir sobrepujar essa barreira natural colocada pela sociedade, que cerceia as boas atitudes.
Jesus, nos seus derradeiros momentos de apostolado, rogou a Deus santificasse os discípulos que ficariam no plano carnal. Quando recorremos ao livro de João, no capítulo 17 observamos que o mestre não pede regalias e facilidades, mas suplica ao Pai que os santificasse na condição humana. E estende esse pedido a todos aqueles que acreditassem nas suas palavras e fossem seguir seus passos.
O cuidado do Rabi com seus seguidores era tanto que ele diz que santificava a si mesmo para que os seus discípulos fossem também santificados. Ou seja, ele não nos prometeu facilidades, e mais ainda, mostrou ele mesmo o caminho espiritual que devemos seguir, com trabalho, honestidade, humildade e amor.
No mundo atual onde templos suntuosos e busca incessante por dinheiro em nome de Deus estão na moda, não faz mal nenhum lembrar que os ensinamentos verdadeiros de Jesus não tem nada a ver com isso.
É tempo de exercer os nossos talentos, de utilizar aquilo que sabemos fazer de bom. Você tem o dom da escuta? Exercite o escutar amoroso. Você fala bem? Fale amorosamente com as pessoas. Assim por diante, cada um na sua característica e ritmo próprios.
Paz e luz!

21 junho 2014

Um novo ciclo

O céu azul mostrava  as estrelas brilhantes emolduradas pela janela do quarto. O cruzeiro do sul cintilava intenso trazendo memórias distantes.
Os olhos teimavam em se fechar. A sonolência ia tomando conta. O pensamento buscava se agarrar em algo feliz, mas era impressionante como nesses momentos importantes era mais fácil se ligar às coisas não realizadas.
Ele pensava na saudade dos que amava, nas palavras não ditas, nos erros infantis que geraram tantas adversidades. Olhando para trás parecia tão fácil consertar os erros. Os porquês iam se somando na medida em que o tempo se esgotava. E se...
Sabia em seu íntimo que agora era tarde, um outro ciclo se iniciava. A mente já não reagia com a mesma presteza. O lado feliz era que sentia a presença dos mentores ao seu lado. Eles zelavam por ele.
Quantas vezes já havia vivido aquela experiência? Não sabia.
O vento suave entrava pela janela trazendo notícias de longe, apontamentos silenciosos que democraticamente igualavam as pessoas e mostravam que todos somos iguais no imenso e infinito ciclo de vida e renascimento.
Não havia o menor sentido agora nas coisas que a poucos meses eram importantíssimas. O apego, fiel companheiro de derrota, não tinha espaço naquele instante. E se eu tivesse feito diferente – pensava.
As forças acabavam, sentia a lassidão tomar conta de seu corpo, um frio subindo dos pés para a cabeça. Mas paradoxalmente sentia paz e se entregava. Aquela sensação era boa. Um recomeço, um novo ciclo. Uma esperança.
Ao mesmo tempo a dúvida. Como seria recebido na nova vida? Seria feliz? Saberia realizar o plano de Deus em sua vida?
De repente o túnel. Então era assim – pensava. O tão famoso túnel de luz que o levaria dali para a outra vida. Sentiu-se flutuando, num misto de sonho e realidade. Cenas antigas se desenrolavam nas paredes do túnel, pareciam vivas, tinham sons, cheiro, cor, vida. Eram memórias vivas de coisas que deveriam estar mortas e apagadas, mas que não estavam. 
Traziam dor e alegria, força e tristeza, tudo ao mesmo tempo. Mas acima de tudo traziam alívio. Rever era limpar e esvaziar. Isso acarretava consolação.
A luz no fim do túnel estava cada vez mais perto, parecia que o Sol o esperava do lado de lá. Chegava a hora. Ficou cego por instantes, ofuscado pela luz. Quando conseguiu abrir os olhos pode ver sua mãe, que o aconchegava ao peito, tentando amamenta-lo. Enfim havia renascido.