21 março 2010

A saga heróica dos desbravadores do bem - Dr. Vitor Ronaldo.




DIÁLOGO OPORTUNO ENTRE MANOEL P. DE MIRANDA E O "ESPÍRITO LÚCIDO E GRAVE" IDENTIFICADO COMO "RESPEITÁVEL TRABALHADOR DE JESUS"

(Artigo publicado na Revista Internacional de Espiritismo de fevereiro de 2010)

Todo culto ao Bem, que homenageia o Senhor da Vida, pouco importa a denominação ou a maneira como expressa os seus sentimentos, recebe apoio do Excelso Pai...”. (1)

Não é incomum, ao revisarmos a instigante história das descobertas em geral, identificarmos a presença de ocorrências deploráveis, em face dos desvirtuamentos posteriores daquilo a que se propuseram os grandes desbravadores. Quase sempre o preço pago por eles é o desapontamento com os pretensos legatários da herança intelectiva. Assim tem acontecido em vários campos do conhecimento. Os exemplos se repetem, tanto na área científica quanto no âmbito das revelações religiosas.

Recordemos o gênio criativo de Santos Dumont, cognominado o “Pai da Aviação”. O seu intento era o de utilizar as aeronaves para reduzir distâncias e aproximar os povos. No entanto, ao perceber que a sua invenção passara a ser utilizada como arma de destruição, o desapontamento levou-o ao ato extremo do suicídio.

Jesus, o Cristo de Deus, visitou-nos há dois mil anos para divulgar a Boa Nova, cuja finalidade é estimular as criaturas ao cumprimento do bem e, assim, apressar a evolução da raça humana. O que fizeram os seus pretensos seguidores? Desvirtuaram os ensinamentos evangélicos e os adaptaram aos propósitos infelizes de domínio e riqueza; multiplicaram-se as seitas “cristãs”; e, até hoje, inúmeras confissões religiosas disputam a primazia e se digladiam em nome do Príncipe da Paz.

Pois bem. Conhecemos de perto o exemplo do Dr. José Lacerda de Azevedo, dedicado pesquisador espírita brasileiro, responsável pela ordenação de um conjunto de procedimentos magnéticos, denominado Apometria. A sua pesquisa sistemática mostrou-se de enorme utilidade no campo da mediunidade socorrista, descortinando novos horizontes à medicina do espírito. Todavia, o que tem acontecido com a técnica alvissareira operacionalizada pelo distinto médico espírita? Adulteração e emprego indevido por parte de alguns, senão vejamos. Poucos anos após a desencarnação do respeitável médico, deparamo-nos com uma enxurrada de propostas fantasiosas e outros desvios da técnica apométrica. Uns apelaram para interpolações místicas de todo jaez, outros a inundaram de fantasias excêntricas, além de a propagarem indevidamente na conta de panacéia capaz de solucionar os problemas magnos da dor humana, a custa de artifícios teatrais e de ameaças contundentes aos espíritos obsessores. Contudo, o nosso desapontamento decorre do seu emprego sem nenhuma vinculação com os postulados evangélicos. Não foi assim que o honrado desbravador a idealizara. Ainda bem que expressivo contingente de espíritas instruídos e sinceros optou pela manutenção dos critérios éticos inicialmente formulados, conciliando harmonicamente as técnicas em questão com os procedimentos clássicos das sessões desobsessivas.

Ainda antes de o Dr. Lacerda desencarnar, mantivemos demoradas conversações elucidativas, e percebi, desde aquela época, a compreensível preocupação dele com a utilização indevida da metodologia. Portanto, não é sem motivo a defesa que fazemos do saudoso médico gaúcho, pois conhecemos de perto a sua vocação de pesquisador espírita bem intencionado ao lado do seu comprometimento moral com a causa kardequiana.

A propósito, gostaríamos de levar ao conhecimento dos leitores a significativa abordagem grafada no capítulo quinze da obra “Transtornos Psiquiátricos e Obsessivos” (LEAL), psicografada por Divaldo Pereira Franco. Atentem para a semelhança entre o que temos escrito a respeito do Dr. Lacerda e o que se encontra publicado no capítulo referido, da obra psicografada pelo devotado médium baiano. O preclaro espírito de Manoel Philomeno de Miranda, conhecido pelos estudos avançados no vastíssimo capítulo das influenciações espirituais negativas, visitou certa instituição espírita, onde se multiplicavam divergências doutrinárias observadas no exercício da prática mediúnica. Um dos grupos auto-intitulado de “modernista” lançava mãos de “... recursos tidos como científicos, superiores aos métodos da doutrinação convencional, pelo diálogo afetuoso e esclarecedor com os comunicantes... presunçosos, acreditavam possuir o poder para enfrentar os desencarnados de todo jaez... por ignorar o esforço dos seus pioneiros e daqueles que obtiveram resultados positivos na sua aplicação. ” (2)

O tal grupo, a nosso ver, era formado por integrantes descompromissados com a essência do Espiritismo, os quais, por tal motivo, mostravam-se deslumbrados com o novo método, para eles, uma espécie de panacéia universal. De mais a mais, em se tratando de uma instituição espírita, não há como se admitir a existência de uma técnica terapêutica que se sobreponha ao diálogo amorável e respeitoso para com os obsessores. Motivados ainda por invigilante entusiasmo e inaceitável desconhecimento das agruras defluentes da Lei de Causa e Efeito, excediam-se nas tentativas de curas instantâneas de obsessões, por vezes, seculares, a demonstrar o equívoco da ignorância pretensiosa.

Pois bem. Atentemos, de agora em diante, para as observações colhidas por Manoel P. de Miranda, no decorrer da sessão mediúnica, dita de assistência aos necessitados, em virtude da importância de tais registros, em especial, para os participantes de grupos mediúnicos que se utilizam da Apometria, como simples instrumento de auxílio.

Nesse comenos, Petitinga chamou-me atenção para a presença de um Espírito lúcido e grave, de semblante preocupado, que acompanhava algumas pantomimas que nada tinham a ver com as técnicas que ele desenvolvera em favor da atividade mediúnica” (3). Diante do quadro aberrante, imagine-se a desolação vivenciada pelo “Espírito lúcido e grave”, que ali, entristecido, assistia ao emprego desvirtuado das técnicas que ele próprio projetara em favor da atividade mediúnica. Foi quando o venerável Mentor José de Petitinga interveio, explicando ao nosso Miranda: “Trata-se de respeitável trabalhador de Jesus, que muito se esforçou por contribuir em favor dos alienados mentais, dos obsessos e dos enfermos em geral. Dedicando-se com afinco e zelo à observação dos fenômenos mediúnicos e de seus efeitos, elaborou um programa edificante e saudável para auxiliar o próximo, seja encarnado ou não, jamais se afastando dos postulados espíritas que o conduziram até esse momento.” (4). Acercando-se, então, do Servidor de Jesus, Manoel Philomeno apresentou-se humildemente, sendo correspondido com afetuosa saudação. Em prosseguimento, o lúcido seguidor do Cristo prestou-lhe as informações que se seguem: O Espiritismo é doutrina dinâmica, portadora de extraordinários recursos ainda não totalmente desvelados, em razão da falta de oportunidade e de demonstrações no campo científico, para serem absorvidos. Em razão disso, são válidas as experiências que visam a contribuir em favor do progresso das criaturas e da atualização dos seus notáveis procedimentos ante as modernas conquistas da ciência e da tecnologia, capazes de demonstrar a sua autenticidade” (5).

Os espíritas estudiosos estão cientes da vastidão de conhecimentos a serem garimpados progressivamente no contexto científico da Doutrina. Estamos apenas ensaiando os primeiros passos nesse universo estimulante e desafiador. Em se tratando de Ciência de observação, como definiu Allan Kardec, o Espiritismo sofrerá acréscimos constantes em seu aspecto experimental, de modo que a ciência da espiritualidade aplicada à saúde integral assumirá posição de destaque no binômio Medicina/Espiritualidade. Então, a digna entidade espiritual, deixando transparecer a sua condição de investigador munido de inquestionáveis dotes morais, acrescentou: “... o nosso propósito é o de contribuir para uma fusão de técnicas que facilitem a libertação do obsidiado, ao tempo em que seja esclarecido o seu adversário, denominado obsessor, sem qualquer conflito com o pensamento kardequiano.” (6)

O respeitável cientista espiritual prosseguiu, com outras reflexões de altíssima envergadura doutrinária. Era conhecedor dos meandros da mediunidade e demonstrava desenvoltura ao examinar com o máximo rigor pedagógico detalhes referentes ao comportamento mediúnico insatisfatório. Foi claro e objetivo ao insistir na necessidade de melhor conhecimento das leis dos fluidos e da boa formação moral dos esclarecedores dispostos ao manejo da técnica. Por fim, sentenciou, com elevado sentimento de esperança: Embora os tropeços naturais que toda idéia nova experimenta, confiamos que, no futuro, os companheiros realmente interessados no Bem, conforme expressivo número que já existe e se encontra empenhado na fusão das técnicas do amor com as decorrentes das experiências do laboratório mediúnico, cooperem juntos, sem disputas nem rancores, sem acusações indébitas nem destaques de presunção, em homenagem a Jesus, o Paradigma excelso para todos nós.” (7)

Como vimos, a significativa reportagem de Manoel P. de Miranda nos convida ao exercício de reflexões sensatas e judiciosas. Trata-se de uma narrativa honesta e despida de preconceitos. Revela a desilusão do “Espírito lúcido e grave”, que, na condição de desbravador do bem, se entristece com as distorções sofridas pela técnica que ele desenvolvera no âmbito do Espiritismo experimental. É certo que reconhecemos o preço injusto pago pelos desbravadores do bem, todavia, felicitamo-nos com o empenho daqueles dispostos a resgatarem os aspectos positivos das pesquisas espíritas levadas a cabo no Brasil. Ao nos reportarmos particularmente ao emprego da Apometria nos moldes evangélicos, depositamos esperanças ilimitadas em seu futuro promissor, como instrumento útil à investigação percuciente dos transtornos complexos de ordem espirituais. Assim sendo, firmamos respeitosamente o nosso apelo fraterno: sirvamos com fidelidade ao Senhor Jesus e aos ideais kardequianos, despojados de presunções, implicâncias e preconceitos, pois nada justifica o clima de animosidade entre adeptos de uma mesma doutrina, quando o desejo da maioria é colaborar para o progresso da coletividade humana.

Bibliografia:

(1) FRANCO, Divaldo P.; MIRANDA, Manoel P. Transtornos Psiquiátricos e Obsessivos. 1ª edição. Salvador: LEAL, 2008, cap. 15, p. 221.

(2) Idem, p. 222

(3) Ibidem, p. 222

(4) Ibidem, p. 223

(5) Ibidem, p. 224

(6) Ibidem, p. 225

(7) Ibidem, p. 226

03 março 2010

Jovens usuários de maconha tem maior chance de ter psicose

Teens who started using marijuana at ages 14 or 15 had a higher risk of schizophrenia, according to a new study.




Um estudo australiano mostrou que adolescentes usuários de maconha tem um risco aumentado de desenvolver psicose, doenças como esquizofrenia e sintomas como ilusão e alucinações

O estudo seguiu 3,800 pessoas nascidas entre 1981 e 1984, de acordo com os pesquisadores do Instituto do cérebro, da Universidade de Queensland, na Austrália. Eles fizeram um questionário dirigido aos adolescentes e as mães sobre o estado mental e uso de drogas, especialmente a maconha. 14% informaram usar maconha por pelo menos 6 anos.
O estudo seguiu 3,800 pessoas nascidas entre 1981 e 1984, de acordo com os pesquisadores do Instituto do cérebro, da Universidade de Queensland, na Austrália. Eles fizeram um questionário dirigido aos adolescentes e as mães sobre o estado mental e uso de drogas, especialmente a maconha. 14% informaram usar maconha por pelo menos 6 anos.
"Nós olhamos a associação entre a idade que eles iniciam o uso da cannabis. E então, por outro lado, pesquisamos como era o estado mental de então, especialmente observado por estados psicóticos ou sintomas isolados. E achamos uma relação muito significativa” disse o psiquiatra John McGrath, professor do Instituto do cérebro e coordenador da pesquisa.Os que iniciam a maconha entre 14 e 15 anos tem duas vezes aumentado o risco de esquizofrenia.
Segundo o Dr. McGrath, diversos estudos também apontam nessa direção, e atualmente os dados são muito expressivos e sólidos, estabelecendo uma relação entre psicoses e uso de maconha.
A grande preocupação dos pesquisadores é que hoje em dia a maconha é considerada uma droga sem efeitos colaterais, principalmente pelos jovens, mas não é o que os estudos mostram.
Do prisma espiritual a situação é mais grave ainda. Relatos confiáveis de médiuns sérios como Chico Xavier e Divaldo Franco, além de observações em reuniões mediúnicas por mais de uma década no Hospital Espírita "Casa de Eurípedes" nos fazem acreditar que a energia espiritual dos usuários de droga é disputada a peso de ouro no mundo espiritual pelos viciados que desencarnam, mas nem por isso deixam de ser dependentes.
A coisa funciona mais ou menos assim : O uso de drogas lícitas (cigarro e álcool) ou ilícitas vai degradando o corpo espiritual por dois motivos básicos:
1 - Na obra “Missionários da Luz” — André Luiz (pág. 221 — Edição FEB), lemos: “O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual.” Em “Evolução em dois Mundos”, o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito. As altas doses tóxicas da droga lesam corpo físico e corpo espiritual ao mesmo tempo.
2 - A motivação. O corpo espiritual responde muito à nossa motivação, o motivo pelo qual realizamos nossos atos. O uso de drogas, principalmente as ilícitas é feita muito no sentido de fuga, de não encarar nossas metas espirituais, de postergar nossa evolução em troca de pequenos e fugidios momentos de prazer.
O uso continuado da droga transforma a pessoa em um fantoche, uma marionete comandada por espíritos necessitados da energia da droga, mas que sem corpo físico para usá-la, se utilizam de encarnados desprevenidos, que acreditam consumir quantidades absurdas de drogas e não passar mal, porque são resistentes, mal sabendo que na verdade eles estão sendo pontes, ou medianeiros, para transmitir aos viciados do plano astral o que eles desejam. É por esse motivo que os dependentes de forma geral são sempre tão acompanhados de espíritos obsessores também necessitados. E é também por esse motivo que parar um vício é tão difícil sem um olhar holístico. É fundamental tratar o corpo e o espírito.
Desencarnando alguém dependente de alguma substância, como álcool, maconha, cigarro, cocaína, e outros, o vício cultivado por anos, e às vezes décadas, permanece, pois a natureza não dá saltos. Ninguém se transforma em santo ou demônio porque desencarnou, mas antes continua exatamente como viveu na terra, porém agora sem as máscaras e com todo o patrimônio conquistado pelo espírito, seja essa aquisição boa ou ruim.
A encarnação é um presente que só a misericórdia de um Deus amoroso e paciente pode explicar. Porque desperdiçar chances maravilhosas se escondendo atrás de drogas permitidas ou não? É sempre tempo de rever e recomeçar.
E se você tem um filho pequeno, explique a ele em detalhe as consequências do vício, dê exemplo, seja firme e amoroso,e quem sabe assim estaremos prevenindo situações catastróficas do ponto de vista espiritual e que são tratadas com banalidade na sociedade moderna.
Dizia Paulo -Nem tudo que é lícito me convém.
Dizemos nós - É hora de combater o bom combate.

23 fevereiro 2010

DEUS - Dr. Ivan Hervé

Discutir a existência de Deus ou deuses é perder tempo.Por que?

Sabemos hoje que o universo é infinito e que todas suas criações materiais podem ser destruídas,mas o espaço continuará existindo. Portanto o Infinito não foi criado e permanecerá para sempre. Caso tem sido criado por Deus,o vazio o precedeu. E caso Ele exista será que há 200 bilhões de anos já pensava em nossa Terra? E daqui 200 bilhões de anos ainda estaremos no Céu ou no Inferno?

Em o “Uno e o verso do Universo”, Lao Tsé, há 2500 anos,ensina:

O Insondável (Tao) que se pode sondar

Não é o verdadeiro Insondável

O Inconcebível que se pode conceber

Não indica o Inconcebível.

No Inominável está a origem do Universo

O que é Nominável constitui a mãe de todos os seres.

Conceber a existência deste Deus é praticamente impossível para nós,seres finitos.

Por outro lado,a idéia da existência d mundo espiritual, provavelmente nasceu com o homo sapiens. Talvez o homo de Neanderthal tenha tido idéia de vida pós morte. Mas os xamãs,a mais de 40.000 mil anos, portadores do estado alterado de consciência, desenvolveram técnicas para curar enfermidades e condutas para ajudar seus companheiros. Visitavam o mundo astral, tanto o superior quanto o inferior. Também recebiam espíritos. Portanto a saúde e o pós morte passaram a ser cuidados por eles. Inicialmente, segundo estudos antropológicos, não havia uma religião organizada. Com o tempo foram surgindo as religiões buscando explicar e orientar as pessoas principalmente com relação ao pós morte. Os deuses nasceram tribais, crescendo com o aumento populacional e absorção de conquistas territoriais. Não vamos descrever, pois são conhecidos, os caminhos percorridos por elas, apenas diremos que, atualmente, são inúmeras, destacando-se algumas (Cristianismo,Hinduísmo,Islamismo e Budismo,pelo número de crentes). Todas foram criadas antes da era cientifica iniciada com Galileu, possuindo revelações, ritos, dogmas e condutas combatidas pelos cientistas.

Todas as grandes religiões, exceto o Budismo, são monoteístas, isto é, aceitam o Deus único. Mas cada uma se diz a única verdadeira. Nenhuma prova a existência Dele. Mas alegam que os cientistas não provam que Deus não existe.

Portanto ser ateu ou crente é uma questão de fé.

27 janeiro 2010

Visão energética e espiritual da gestação - Dr. Ricardo di Bernardi

A física moderna, com seus conceitos de energia e dimensões de tempo, hoje nos abre horizontes amplos para a revisão de conceitos adormecidos e estratificados nas empoeiradas estantes de nossas científicas verdades.

As teses, de caráter dual, que apontam para a existência de um ser humano animal ou espiritual, parece que deverão se fundir para dar origem a um novo conceito de ser humano: O homem paranormal. As concepções religiosas alicerçadas em dogmas rígidos e não racionais, bem como as concepções científicas nos apresentando o embrião humano como apenas um conjunto de células e moléculas, haverá necessariamente de desaparecer, para que seja possível a compreensão integral, holística do homem.

Segundo o professor J. Banks Rhine e sua esposa Louise Rhine, que por décadas pesquisaram a respeito da mente no laboratório de Parapsicologia da Universidade de Duke, Carolina do Norte, o homem é composto de psique e soma. Poderíamos considerar isto como um retorno histórico à concepção religiosa de alma e corpo? Sim, mas aprimorada pela dialética do conhecimento científico. Alma ou Espírito não se considera como algo de concepção teológica, é a mente, elemento extrafísico como considera também o Prof. Whately Carington da Universidade de Cambridge.

Procurando insistir na tecla de que a ciência já vem admitindo a dualidade espírito (mente) e matéria, lembramos o parecer do catedrático Price, da conceituada Universidade de Oxford, sustentando a tese que a mente humana sobrevive à morte e tem a mesma capacidade da mente do homem vivo, de influir sobre as outras mentes do mundo material.

Observemos que não são religiosos tais conceitos, mas brotaram dos galhos rígidos da árvore da ciência. Apesar de inúmeros investigadores, de todos os continentes e ligados aos mais rigorosos métodos científicos, estarem caminhando para a constatação e demonstração da existência do extrafísico, há uma reação natural contra esta tendência. No entanto, assim como o universo físico vem sendo substituído pelo universo energético, em breve o homem psicológico será ampliado na concepção de homem paranormal de percepção extrassensorial.

As experiências e pesquisas científicas atuais indicam que todo ser vivo possui um corpo energético que sobrevive após a morte.

O Dr. Raymond Modd Jr., entrevistando dezenas de pacientes que comprovadamente pelos prontuários hospitalares estiveram clinicamente mortos, sendo ressuscitados por manobras médicas, constatou que as informações eram semelhantes. Embora os pacientes não tivessem nenhuma semelhança de formação religiosa, profissional ou, mesmo gênero de “quase morte”, todos disseram basicamente o mesmo. Entre inúmeros detalhes, salientamos o fato de eles se sentirem fora do corpo físico, em um corpo espiritual, assistindo às massagens cardíacas.

No livro Vida Depois da Vida[1], o citado autor detalha cada caso, exclui hipóteses diversas como uso de mesmo anestésico etc. Conclui, chamando a atenção para que se considere a possibilidade de realmente existir algo além da matéria tridimensional.

Extremamente interessantes também são as experiências do Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina, Dr. Charles Richet, que, mesmo correndo o risco de ser olhado com desdém pela maior parte da comunidade científica, publicou suas experiências que comprovam a existência de corpos espirituais. Naturalmente há os que o consideravam um gênio pelo fato de ter sido laureado pelo Prêmio Nobel, mas um ingênuo ao acreditar no extrafísico.

No livro O Tao da Física[2], Fritjof Capra estabelece um paralelo entre a física quântica e o misticismo oriental. Capra, doutorado em física pela Universidade de Viena, vem efetuando pesquisas a respeito de energia nas Universidades de Paris, Stanford, Califórnia e no Imperial College em Londres. O citado autor vem estudando e correlacionando os conceitos de física moderna com os da tradição do pensamento dos filósofos budistas, hinduístas e taoístas. No livro acima mencionado como também em The Turning Point (o ponto de mutação), Capra completa sua pesquisa, em que observamos a convergência entre os preceitos científicos e o mundo extrafísico, ou dimensão espiritual.

Admitamos que exista o espírito, que este sobreviva à morte. Não é só, há algo mais impressionante. As experiências efetuadas por centenas de médicos e psicólogos, ao regredirem seus pacientes por hipnose ou outros processos similares, levando-os a fases anteriores da sua juventude, infância, vida intrauterina e mais profundamente ainda no tempo, chegam à inevitável constatação da existência de vidas anteriores.

Morris Netherton, psicólogo clínico norte-americano, desenvolveu uma técnica denominada “Terapia Das Vidas Passadas”. Há por parte de muitos psicólogos, inclusive do Brasil, a preferência pelo nome “Terapia de Vivências Passadas”, para desvincular filosoficamente ou mesmo religiosamente do conceito de Reencarnação. Isto por que, para os terapeutas é absolutamente desnecessário ou indiferente crer ou não nas vidas pretéritas para que o tratamento beneficie o paciente.

A “Terapia de Vivências Passadas” é um método que pela regressão de memória permite ao paciente superficializar, para o seu consciente atual, ocorrências traumáticas do passado, recentes ou remotas, o que equivale a dizer, desta ou de outras encarnações. A evidência de vidas sucessivas é facilmente detectável por essa técnica terapêutica.

Não resta dúvida que os informes das vidas passadas podem ser interpretados como fantasias do inconsciente, mas a evidência da Reencarnação fica mais clara em função dos dados minuciosos fornecidos pelo paciente. À medida que ele descreve a situação, não o faz maquinalmente, mas vivenciando intensamente de forma emocional, em prantos, gemidos e até gritos em certos casos. Descreve a época, o lugar, as condições e linguagem envolvendo os fatos ocorridos na vida anterior. Como os detalhes podem às vezes ser importantes no processo terapêutico, há riqueza de dados que podem ser recolhidos nessa técnica e posteriormente comprovados.

Ian Stevenson, catedrático de Neurologia e Psiquiatria na Universidade de Virgínia, U.S.A., escreveu a obra Twenty Cases Sugestive of Reincarnation.[3] Na citada obra, o autor investiga inúmeros casos, mas seleciona os mais elucidativos como evidente constatação de Reencarnação. Observemos o título cauteloso de “casos sugestivos....”

O bebê que hoje recebemos no lar pelas portas da gestação não é um ser sem passado. Já traz um patrimônio vivencial gravado no seu inconsciente, que é o seu espírito. Aliás, a mais evidente demonstração disso é a surpreendente diferença psicológica que os gêmeos univitelíneos às vezes apresentam. Se geneticamente são idênticos, e o ambiente uterino e familiar é o mesmo, só o passado pode explicar de onde vêm suas características tão diversas.

O intercâmbio energético entre mãe e filho é efetuado em nível de suas estruturas perispirituais, por isso é importante que, antes de comentarmos como elas ocorrem, estudemos resumidamente o corpo espiritual.



[1] MODD, Raymond Jr. Vida depois da Vida, 1979, p.172.

[2] CAPRA, Fritjof. O Tao da Física. Cultrix, 1985, p.262.

[3] STEVENSON, Ian. Twenty Cases Sugestive of Reincarnation. P. A. S. Psychical Research, 1966, p.362

21 dezembro 2009

CONSTRUINDO UM 2010 SAUDÁVEL

"Cada um de nós chegará ao local para onde esteja dirigindo os próprios passos."
Lísias - Nosso Lar



Fim de ano. Momento de refazer rumos e realinhar expectativas.
Bem propício é para todos nós essa época que traz a sensação de recomeço. Bendita oportunidade que temos todos os dias, mas que no fim de cada ano se materializa de forma mais concreta em nossa mente, com o firme propósito de mudança verdadeira.

No livro Nosso Lar psicografado por Chico Xavier, o assistente Lísias, conversando com André Luiz sobre a decisão individual que nos leva ao superior ou ao inferior do que existe em nós, o nobre amigo resume em uma frase, aquele que poderia ser para todos nós, o lema desse ano que começa : - Cada um de nós chegará ao local para onde esteja dirigindo os próprios passos.

Todos sem exceção buscamos a paz interior, uma vida mais confortável e tranquila com nossos familiares e cada um a seu modo, fazemos o máximo e o melhor pela nossa própria evolução. Porém, infelizmente repetimos antigos padrões de comportamentos inadequados que nos prendem ao nosso passado e nos levam a repetir atitudes de forma quase inconsciente, dirigindo nossos passos para os mesmos erros de outras vidas. Não que sejamos escravos do passado, ou seja certo justificar nossas atitudes, como se fossemos joguetes manietados pelos nosso subconsciente, mas a verdade é que na maioria das vezes queremos seguir um caminho e acabamos trilhando outro.

Como conciliar a saúde física com alimentação inadequada? Excesso de frituras, doces e álcool são coisas corriqueiras. Do outro lado, excesso de cuidados com fanatismo alimentar também se faz presente. Uma alimentação harmoniosa sem culpa, passou a virar raridade. Nossos passos alimentares nos levam a uma saúde debilitada.

Como conciliar pensamentos agitados de stress e preocupação desmedida com a saúde psíquica?Ansiamos pela tranquilidade dos monges meditadores, mas não conseguimos asserenar nossas mentes nem por cinco minutos. O stress crônico ativa o sistema hipófise-adrenal, liberando a famosa adrenalina, o cortisol, entre outros, que aos pouco vão aumentando a pressão arterial, a glicose, o peso, concentrando na barriga, a gordura visceral, que aumenta a chance de infarto do miocárdio e de derrame. Nossos passos no dia a dia do pensamento nos levam a uma saúde psíquica desequilibrada.

Podemos e devemos fazer o caminho inverso. Porque não eleger isso como prioridade para esse ano que começa? Que nossos passos nos levem a uma estrada mais suave e mais leve, buscando ativamente nossa saúde física e mental.

Paz e luz. Feliz 2010!